segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A Ecravatura no Brasil

Uma História que é nossa (e a propósito de Direitos Humanos)

A
substituição da mão-de-obra escrava indígena pela africana ocorreu, progressivamente, a partir de 1570. As principais formas de resistência indígena à escravatura foram as guerras, as fugas e a recusa ao trabalho, além da morte de uma parcela significativa deles.

Entre os anos de 1562 e 1563 terão morrido cerca de 60 mil índios.

As causas eram doenças contraídas pelo contacto com os brancos, tais como sarampo, varíola e gripe, para as quais não tinham defesa biológica. Outro factor bastante importante, se não o mais importante, na substituição de mão-de-obra indígena pela africana, era a necessidade de uma melhor organização da produção açucareira, que assumia um papel cada vez
mais importante na economia colonial. Para conseguir dar conta dessa expansão e demanda externa, tornou-se necessária uma mão-de-obra cada vez mais especializada, como a dos africanos, que já lidavam com essa actividade nas propriedades dos portugueses, na Ilha da Madeira, litoral da África.

Nessa época, a Coroa começou a tomar medidas contra a escravização dos indígenas, restringindo as situações em que isso poderia ocorrer, como: em "guerras justas", isto é, conflitos considerados necessários à defesa dos colonos, que assim, poderiam aprisionar e escravizar os indígenas, ou ainda a título de punição pela prática da antropofagia. Podia-se escravizá-los, também, como forma de "resgate", isto é, comprando os indígenas aprisionados por tribos inimigas, que estavam prontas a devorá-los.

Ao longo desse processo os portugueses já tinham percebido a maior habilidade dos africanos, tanto no trato com a agricultura em geral, quanto em actividades especializadas, como o fabrico do açúcar e trabalhos com ferro e gado. Além disso havia o facto de que, enquanto os portugueses utilizaram a mão-de-obra indígena, puderam acumular os recursos necessários para comprar os africanos. Essa aquisição era considerada investimento bastante lucrativo, pois os escravos negros tinham um excelente rendimento no trabalho.

Apesar das descrições já bastante exaustivas sobre a travessia de escravos ao longo do Atlântico é sempre justo lembrarmo-nos desses milhares que morreram durante aquelas travessias. Como é evidente a captura de escravos jamais teria sido possível sem a participação activa das elites africanas de antanho.

Agora que as velhas contas começam a ser reconhecidas no "Novo Mundo" esperemos que África venha a ter o seu destino merecido.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bondade para com os animais

Bahá’u’lláh diz ao homem para “mostrar bondade para com os animais[i] e adverte contra a “caça em excesso”[ii].(66) Em “O Livro Sacratíssimo” está escrito: “Não sobrecarregais um animal com mais do que ele pode suportar. Nós, em verdade, proibimos tal tratamento mediante firmíssima interdição registrada no Livro. Sede vós as personificações da justiça e da equidade em meio de toda a criação.”[iii]

Relativamente a este assunto ‘Abdul-Bahá escreve: “Em conclusão, não é apenas aos seres humanos que os crentes em Deus devem tratar com bondade e compaixão, mais propriamente devem mostrar amor e bondade a todas as criaturas vivas. Em tudo o respeitante ao físico, e onde o espírito animal é considerado, os mesmos sentimentos são partilhados pelo animal e pelo homem. O homem não tem o poder de compreender esta verdade, no entanto, ele acredita que as sensações físicas são limitadas aos seres humanos, e por esse motivo é injusto e cruel para os animais.

E ainda, em verdade, que diferença quando chegam as sensações físicas? Os sentimentos são idênticos, qualquer que seja o sofrimento infligido no homem ou no animal. Não há diferença qualquer que ela seja. E na verdade vós fazeis pior ao praticardes uma agressão a um animal, o homem tem uma linguagem, ele pode queixar-se, ele pode bradar e chorar; se injuriado ele pode recorrer às autoridades e estas protegerem-no do agressor. Mas o infeliz animal é mudo, não tem capacidade para expressar a sua dor nem apresentar queixa às autoridades. Se um homem inflige milhares de agressões a um animal, ela nem pode proteger-se com a fala nem arrastá-lo para um curral. Por conseguinte, é essencial que mostrais publicamente a maior consideração possível para com os animais, e que sejais mesmo mais bondosos para com eles do que com os vossos semelhantes.

Treinai as vossas crianças desde cedo para serem infinitamente meigas e amorosas para com os animais. Se um animal estiver doente, deixai as crianças tentarem ajudá-lo, se ele tiver fome, deixai-as alimentá-lo, se está com sede deixai-as apagar-lhe a sede, se cansado deixai-as vê-lo repousar.

A maior parte dos seres humanos são pecadores mas os animais são inocentes. Certamente aqueles sem pecado deverão acolher com a maior bondade e amor - todos excepto os animais que são perigosos... Mas para os animais abençoados a maior bondade deve ser demonstrada, o melhor do melhor. Ternura e amor cheio de bondade são princípios básicos do Reino celestial de Deus. Devereis tomar este assunto em maior consideração em vossas mentes.
[iv]

Os escritos Bahá’is também afirmam que o consumo de carne não é um pré-requisito para a saúde:

“Relativamente ao consumo de alimento animal e sua abstinência, ... o homem não necessita de carne nem é obrigado a comê-la. Mesmo assim, sem comer carne ele deverá viver com maior vigor e energia... Verdadeiramente a matança de animais e o consumo da sua carne é algo de contrário à piedade e compaixão, e se um indivíduo se puder contentar com cereais, fruta, azeite e frutos secos como pistácios, amêndoas ou outros, seria sem qualquer dúvida melhor e mais gentil
[v].






[i] Conservação dos recursos da Terra, página 19
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 19
[iii] Kitab-i-Akdas, página 70
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 20
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 20

Os conhecimentos tradicionais

Para a preservação do meio-ambiente é necessário estudar-se os sistemas tradicionais. Por exemplo, o progressivo esvaziamento demográfico do interior de Portugal tem como consequência a perda, muitas vezes de forma irreversível, de património natural e cultural. O emprego de maior tecnologia de forma alguma deverá ser associado ao desaparecimento de culturas riquíssimas que naturalmente contém aspectos menos positivos e esse deverão ser abandonados mas há outros conhecimentos preciosíssimos. São conhecidos aqueles saberes milenares empíricos que poderão vir a demonstrar serem fundamentais para a nossa sobrevivência futura. O entendimento da grande eficiência energética dos sistemas agrícolas tradicionais será uma chave para o desenvolvimento sustentado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sugestão do Marco

Cá está a resposta ao desafio.

O livro chama-se "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman.
Título original: Emotional Intelligence
Tradução: Mário Dias Correia
Revisão Técnica: João Chaves


Na página 161:

Neste ponto - em pleno sequestro - as emoções da pessoa são tão intensas , a sua perspectiva tão estreita e os seus pensamentos tão confusos que não há esperança que possa ver o ponto de vista do "adversário" ou resolver as coisas de uma maneira razoável.
Recebi o desafio do Marco e agora passo ao Teixeira.
Regras:1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.
Mas só passei uma vez.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

agricultura e preservação do equilíbrio ecológico do mundo

‘Abdul-Bahá afirma: “A base fundamental da sociedade é a agricultura, a lavoura[i]. O Mestre descreve a agricultura como “Uma ciência nobre[ii] para os que a praticam como um “acto de adoração[iii], e encoraja homens e mulheres para se empenharem em “ciências agrícolas[iv]. Ele indica que se um indivíduo “tornar-se proficiente neste campo, ele será causa de um meio que proporciona o bem-estar a um número incontável de pessoas”.[v]

Relativamente ao desenvolvimento económico e social das nações, a Casa Universal de Justiça sublinha a importância da “agricultura e preservação do equilíbrio ecológico do mundo”.[vi]





[i] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[vi] Conservação dos recursos da Terra, página 23

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Importância da agricultura

Bahá’u’lláh assevera que “Especial atenção deve ser dada à agricultura”[i]. Numa de Suas Epístolas está revelado:

Enquanto na Prisão de Akka, revelamos no Livro Carmesim aquilo que conduz ao adiantamento da humanidade e reconstrução do mundo. As palavras aí proferidas pela Pena do Senhor da Criação incluem as seguintes afirmações, as quais constituem os princípios fundamentais para a administração dos homens.

Primeiro: Incumbe aos ministros da Casa de Justiça promoverem a Paz Menor, de modo que o povo da Terra seja aliviado do cargo dos desembolsos exorbitantes. Esse assunto é imperativo e absolutamente essencial, desde que hostilidades e conflito são origem da aflição e de calamidades.

Segundo: As línguas devem ser reduzidas a uma língua comum, a ser ensinada em todas as escolas do mundo.

Terceiro: Cumpre ao homem aderir tenazmente aquilo que possa promover amizade, benevolência e unidade.

Quarto: Cada um, seja homem ou mulher, deve entregar a uma pessoa de confiança uma parte daquilo que ele ou ela ganha - por meio de algum ofício, ou mediante agricultura ou outra ocupação - para o ensino e a educação das crianças, sendo tal quantia gasta para esse fim com o conhecimento dos membros da Casa de Justiça.

Quinto: Especial consideração deve ser dada à agricultura. Embora mencionada em quinto lugar, precede os outros assuntos inquestionavelmente. A agricultura está altamente desenvolvida em países estrangeiros mas na Pérsia até agora tem sido lastimavelmente negligenciada. Espera-se que sua Majestade o Xá - que Deus por Sua graça o ajude - dirija a sua atenção a esse assunto de importância vital.”
[ii]

Aliás, acredito que esta Epistola é merecedora de um estudo bastante mais aprofundado do que aquele que é feito aqui.


[i] Conservação dos recursos da Terra, página 22
[ii] Epístola ao Mundo página 102

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

"Alimentai-vos ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu"

Abdul-Bahá considera: “Assim vemos claramente que honra e exaltação do homem devem consistir em algo mais que bens materiais. Os confortos materiais são apenas ramos, mas a raiz da exaltação do homem são as boas qualidades e virtudes que adornam a sua realidade: são os atributos divinos, as graças celestiais, as emoções sublimes, o amor e o conhecimento de Deus; são a sabedoria universal, a percepção intelectual, as descobertas científicas, a equidade, a veracidade, a benevolência, a coragem natural, a fortaleza inata. Consistem também em respeitar os direitos, e em cumprir promessas e convénios, em agir com rectidão em todas as circunstâncias, servir a causa da verdade sob todas as condições, sacrificar a própria vida pelo bem colectivo, mostrar bondade e estima para com todas as nações, seguir os ensinamentos de Deus, servir o Reino Divino, orientar o povo, e educar as nações e as raças. Eis a prosperidade do mundo humano! Eis a exaltação do homem na terra! E a vida eterna e a honra celestial!”[i]

Os escritos Bahá’is encorajam o desprendimento de “este mundo e de suas vaidades[ii], havendo uma constatação individual de Deus. Isto não constitui uma forma de ascetismo ou implica a rejeição das dádivas da vida.
Bahá’u’lláh explica: “Se um homem desejasse adornar-se com os ornamentos da terra, usar suas vestimentas ou participar dos benefícios que ela pode conceder, nenhum dano lhe poderia advir, se não permitisse que coisa alguma interviesse entre ele e Deus, pois Deus ordenou cada coisa boa, quer criada nos céus ou na terra, para aqueles de Seus servos que em Ele, verdadeiramente acreditam. Alimentai-vos ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos priveis de Suas graças maravilhosas. Rendei-lhe agradecimentos e louvor, e sede dos que são verdadeiramente gratos.[iii]


[i] Conservação dos recursos da Terra, página 18
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 18
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 18

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Nobel da Paz

Al Gore foi designado em 12 de Outubro do ano corrente vencedor do Prêmio Nobel da Paz juntamente com o corpo de especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC), órgão responsável pelas pesquisas e relatórios tidos como referência internacional sobre o assunto.

O trabalho do antigo presidente dos EUA na divulgação mundial das mudanças climáticas é notório.

Al Gore ganhou destaque como defensor da necessidade de combater o aquecimento global em 2006, ao lançar o filme "Uma Verdade Inconveniente", no qual apresentou uma série de evidências de que a emissão de dióxido de carbono, agravada pela ação humana, tem sido a responsável pelo aumento brusco de temperatura no planeta, com clara repercussão nas zonas polares.

Em 2007, a obra de Al Gore ganhou visibilidade ao conquistar o Oscar de melhor documentário. Desde então, o filme tornou-se um marco na agenda internacional e acabou por reforçar os alertas já divulgados pelo IPCC sobre a gravidade do impacto humano no clima.

Antes de produzir "Uma Verdade Inconveniente", Al Gore já era um habituendo em conferencias sobre o tema em diversos países, isto após ser derrotado pelo actual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na eleição de 2000. Já antes escrevera o livro "A Terra à Procura de Equilíbrio", onde se faz referência à Fé Bahá'í.

Infelizmente os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Quioto. No entanto, recentemente têm dado um sinal de flexibilização ao discutirem um acordo internacional de redução das emissões de dióxido de carbono – o presidente Bush citou trabalhos do IPCC, durante uma reunião em Setembro, em Washington.

Sem qualquer conotação politica, considero a atribuição deste prémio Nobel extremamente oportuna a um dos grandes pensadores da actualidade.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Prémio Nobel da Química

Gerhard Ertl, cientista alemão e professor de física química no Instituto Fritz-Haber, em Berlim, é o vencedor do Prêmio Nobel de Química do ano corrente. A Academia Sueca de Ciências considerou que os seus estudos sobre como processos químicos que afectam superfícies sólidas foi merecedor de tal distinção.

O trabalho de Ertl tem aplicação nas áreas mais diversas, desde o processo de fabricação de fertilizantes sintéticos, ao desenvolvimento da tecnologia que permita a utilização do hidrogénio como combustível de veículos até a formas de tornar a produção de energias renováveis mais eficaz .
Este cientista demonstrou como diferentes procedimentos experimentais poderiam ser usados para estabelecer um quadro completo de como uma reação química afecta uma superfície.

Esse campo da ciência exige o emprego alta tecnologia, de forma a ser possível a observação de camadas de átomos e moléculas numa superfície pura de metal a interagirem. A contaminação das superfícies pode alterar os produtos desejados em diferentes indústrias, permitindo assim o desperdício.
O comitê responsável pela escolha considerou que a "sua metodologia é usada tanto em pesquisas acadêmicas como no desenvolvimento industrial dos processos químicos."

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Nobel em Medicina

Mario Capecchi, Oliver Smithies e Martin Evans, cujos trabalhos foram desenvolvidos separadamente, descobriram como manipular geneticamente células embrionárias de ratos, indicou o comité Nobel, permitindo a manipulação genética "in vivo", ou seja, nas condições naturais do organismo.
Inactivaram um gene, técnica essencial no domínio terapêutico, reconhecida como base da biomedicina do século XXI, e que é aplicada em quase todos os domínios da biomedicina, vindo a ser laureados com o Nobel.
Estamos perante uma combinação engenhosa de técnicas, envolvendo as famosas células-tronco embrionárias (derivadas de embriões com poucos dias de vida e capazes de assumir a função de qualquer tecido do organismo) e um mecanismo celular natural, usado para conservar o DNA.

O mecanismo em questão é a recombinação homóloga, que acontece durante a formação das células sexuais, como os óvulos e espermatozóides, e também durante o rearranjo do DNA. Tendo a maior parte dos animais e plantas duas cópias de cada gene nas suas células - uma oriunda do pai e outra da mãe, a recombinação homóloga pode acontecer quando surgem erros em uma das cópias de DNA. Nesse caso, a célula pode usar a outra cópia como "backup", guiando-se pela presença de "letras" químicas de DNA semelhantes.

O primeiro passo da técnica do "Knoc-out" é justamente induzir a recombinação homóloga com um pedaço de DNA "backup" que, na verdade, contém uma versão inoperante do gene de interesse. Dessa forma, a célula passa a incorporar o gene desligado. A parte seguinte do truque é fazer com ele fique desligado no organismo inteiro - no caso, num camundongo inteiro.

É aí que entram as células-tronco embrionárias. O desligamento do gene normalmente é feito dentro delas. Posteriormente são injectadas num embrião nos seus estágios iniciais. Algumas delas vão parar na linhagem germinativa, aquela que vai dar origem aos óvulos e espermatozóides. Isso significa que os filhotes do camundongo "quimera" (ou seja, cujas células se originaram de dois indivíduos diferentes) terão a modificação genética desejada.

Desde a elaboração da técnica, ao longo dos anos 1970 e 1980, tem sofrido melhoramentos importantes. Sendo hoje possível induzir o desligamento do gene só após determinado momento, ou apenas num determinado tipo de célula, em vez de em todas as do organismo. Isto é importante porque certos genes são tão cruciais para o desenvolvimento inicial dos mamíferos que desligá-los logo na fase embrionária acabaria matando o embrião, e destruindo todo o trabalho dos pesquisadores.

A técnica é uma ferramenta indispensável para estudar a relação entre determinados genes e doenças de todos os tipos, criando modelos dos males humanos em animais. Por tudo isso, o futuro da técnica vencedora do Nobel tem tudo para ser promissor por muito tempo.
Esperemos que não surja nenhum grupo anarco-chique para destruir o laboratório.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Atitudes e valores para com a Natureza

Os escritos Bahá’is conjugam certos valores espirituais e atitudes que guiam a relação do homem para com a Natureza. Estes incluem:

Apreciação

Uma constatação do facto de que a terra é a “fonte[i] de “prosperidade”[ii] do homem é demonstrado pela entendimento que “A honra e exaltação do homem deverão ser algo mais do que riquezas materiais[iii].
Bahá’u’lláh diz:
Todo o homem de discernimento, enquanto passeia sobre a terra, sente-se na verdade envergonhado, mesmo que ele esteja inundado de sabedoria daquilo que é a fonte da sua prosperidade, saúde, poder, exaltação, progresso, e, como ordenado por Deus, a própria terra que é calcada pelos próprios pés do homem. Não pode haver dúvida que todo aquele que é sapiente desta verdade, está purificado e santificado de toda a vaidade, arrogância e vaidade...”.[iv]

“De que podeis vós com justiça vangloriar-vos? Será de vosso alimento e bebida que vos orgulhais, das riquezas que acumulais em vossos tesouros, ou da variedade e do valor dos ornamentos com que vos adornais? Fosse a glorificação verdadeira consistir na posse de coisas tão perecedouras, então a terra sobre a qual andais, deveria vangloriar-se sobre vós, pois é ela que vos sustenta e concede essas mesmas coisas, segundo o decreto do Todo-Poderoso. Nas entranhas da terra está contido tudo o que vós possuis, segundo Deus ordenou. Dela extrais - como sinal de Sua misericórdia - vossas riquezas. Vede, pois, vosso estado a coisa de que vos vangloriais! Oxalá pudésseis perceber isto
!”[v]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 16
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 16
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 16
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 17
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 17

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Imperfeição da Natureza

Nas escrituras Bahá’is há duas perspectivas sobre a natureza que estão em claro contraste - uma que considera que o “Mundo da Natureza é completo[i], e uma que declara que e “incompleta”[ii] porque “ela tem necessidade de inteligência e educação”.[iii] ‘Abdu’l-Bahá afirma que “Os mundos mineral, vegetal, animal e humano necessitam todos de educação[iv]:

"Os materialistas mantém a opinião de que o mundo da Natureza é completo. Os filósofos divinos declaram que o mundo da Natureza é incompleto. Há uma grande diferença entre os dois. Os materialistas chamam a atenção para a perfeição da Natureza, o sol, a lua, as estrelas, as árvores com sua beleza, o planeta inteiro e o mar - mesmo os fenómenos insignificantes revelam a mais perfeita simetria.
Os filósofos divinos negam esta perfeição aparente acabamento do reino da natureza, embora aceitem a beleza de suas cenas e aspectos e reconheçam as irresistíveis forças cósmicas que controlam as enormes estrelas e planetas. Eles afirmam que embora a natureza pareça ser perfeita, é, no entanto, imperfeita, pois necessita de inteligência e educação. Como prova disto dizem que o homem, embora seja um Deus no reino da criação material, necessita de um educador. O homem não desenvolvido pela educação é selvagem, animalesco e brutal. Leis e regulamentos, escolas, faculdades e universidades têm como propósito o treinamento do homem e a sua elevação da sombria fronteira do reino animal...[v]

Ao examinarmos a existência, observamos que os mundos mineral, vegetal, animal e humano necessitam de um educador. Se a terra não é cultivada, torna-se um matagal onde crescem ervas inúteis; mas se um agricultor lavrar a terra, ela produzirá colheitas que alimentarão muitas criaturas. É evidente, portanto, que a terra arável precisa da intervenção do agricultor. Considerai as árvores: se elas não forem tratadas por um agricultor, ficarão sem frutos; mas se receberem os cuidados de um jardineiro, estas mesmas árvores estéreis tornar-se-ão frutíferas, e através da lavoura, adubação e enxertia, as árvores que tinham frutos amargos produzirão frutos doces. O mesmo se aplica aos animais: observai que quando o animal é mestrado torna-se doméstico. Da mesma forma, se o homem não receber educação, tornar-se-á bestial, mais ainda, se for deixado sob o domínio da Natureza, tornar-se-á mais baixo que um animal, ao passo que se for educado tornar-se-á um anjo...”[vi]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 15
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 15
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 15
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 15
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 15
[vi] Conservação dos recursos da Terra, página 16

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Serviço à Humanidade

‘Abdul-Bahá descreve as “causas e circunstâncias[i] da “perfeição[ii] dos mundos mineral, vegetal e animal, e distingue-as da sua “verdadeira prosperidade[iii] que conduz à honra de vários reinos.

A honra e exaltação de todos os seres depende das causas e circunstâncias que lhes são inerentes.A excelência, a beleza e a perfeição da terra está na sua verdura e fertilidade, resultante das dádivas das chuvas primaveris. As plantas crescem, flores e ervas aromáticas surgem; as árvores frutíferas florescem e produzem frutos novos e frescos. Os jardins e prados tornam-se belos; as montanhas e as planícies ficam verdejantes; e os jardins, campos, vilarejos e cidades são embelezadas. Eis a prosperidade do mundo mineral.
O zénite da exaltação e a perfeição do mundo vegetal, encontra-se numa árvore que cresce nas margens de um rio de águas frescas, uma brisa suave que sobre ela sopra, o calor do sol que sobre ela brilha, cultivada por um agricultor, desenvolvendo-se assim gradativamente e produzindo frutos. Mas a sua verdadeira prosperidade está em progredir para o mundo animal, e humano repondo o que se tiver esgotado nos corpos dos animais e dos homens.

A exaltação do mundo animal consiste em possuir membros, órgãos e sentidos perfeitos e ter todas as suas necessidades supridas. Nisso consiste a sua glória suprema, a sua honra e exaltação.Portanto a suprema felicidade, de um animal consiste em possuir um prado verde e fértil, água corrente pura, uma floresta verdejante e encantadora. Se um pássaro, por exemplo, construir o seu ninho numa floresta verdejante e viçosa, num lugar alto e belo, no topo de um galho, numa árvore forte e se encontrar grãos e água em abundância, isto é a sua prosperidade perfeita.
Mas para o animal a verdadeira prosperidade consiste na passagem do mundo animal para o humano, como os animais microscópicos que, através da água e do ar, entram no organismo humano e são assimilados, e repõem o que é consumido neste corpo. Nisso está a grande honra e prosperidade para o mundo animal; para este, maior honra não pode ser concebida.”[iv]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 13
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 13
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 13
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 14

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Composição e decomposição

‘Abdul-Bahá afirma que “repouso absoluto não existe na natureza[i], que “O movimento é essencial à existência[ii].

Relativamente a existência Ele descreve o processo de “Composição e decomposição:”[iii]

“...Considerai, ademais, o fenómeno da composição e decomposição, da existência e não-existência. Todas coisas criada no mundo contingente é constituída de muitos átomos diferentes, e sua existência depende da composição destes. Noutras palavras, através do poder criativo divino se dá uma combinação de elementos simples, e por essa composição um organismo bem definido é gerado. A existência de todas estas coisas baseia-se neste princípio. Quando, entretanto, a ordem é desarranjada, a decomposição ocorre e a desintegração manifesta-se, então a criatura deixa de existir. Ou seja, a aniquilação de todos os seres é causada pela decomposição e desintegração. Assim sendo, a atracção e a composição entre elementos diversos é o que proporciona a vida; e a discórdia, a decomposição e a divisão produzem morte. Portanto, as forças de atracção em todas as coisas levam ao aparecimento de resultados e efeitos proveitosos em todas as coisas, ao passo que a alienação e separação dos seres vivos conduzem à perturbação e aniquilamento. Por meio de afinidade e da atracção, todas as coisas viventes, como as plantas, os animais e o homem, vêm à existência; já a divisão e a discórdia ocasionam a decomposição e destruição.”[iv]

Ele também explica que, no mundo material, o curso da evolução conduz ao aumento dos níveis de complexidade:

Na criação física, a evolução vai de um a outro grau de perfeição. O mineral, passa com as suas perfeições, ao vegetal; o vegetal passa para o mundo animal, a assim por diante até se chegar ao da humanidade...”[v]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 11
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 11
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 11
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 11
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 12

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Impacto do aquecimento global sobre aumento de doenças

O impacto do aquecimento global sobre as doenças contagiosas tornar-se-á um desafio cada vez mais complexo para a saúde pública mundial, indicaram especialistas reunidos numa conferência médica em Chicago.

Este tema foi incluído pela primeira vez na Conferência anual sobre Agentes Antimicrobianos, tendo sido abordado num dos discursos de abertura de segunda-feira.
O encontro, na sua 47° edição, reúne em Chicago cerca de 1200 médicos e cientistas do mundo inteiro.

"O facto de que este tema esteja em um lugar de destaque no programa desta conferência revela a sua grande importância", disse o médico Anthony McMichael, do Centro Nacional de Epidemiologia e Saúde das Populações da Universidade de Cabberra (Austrália).
"Há alguns anos, provavelmente não teríamos abordado este tema, mas os indícios mostram que o aquecimento climático se produz mais rapidamente do que pensávamos há cinco ou dez anos", acrescentou.

O impacto da mudança climática na saúde "será um importante desafio e acho que deveríamos reunir mais dados (...) e adoptar uma visão mais ecológica para compreender as origens e a propagação de doenças infecciosas", explicou McMichael.
O tema é complexo e exige que se reúnam logo os dados para elaborar modelos baseados na evolução das doenças durante as últimas décadas para entender bem o risco futuro, completou o especialista.

Um exemplo disso seriam os casos de infecções com o vírus do Nilo Ocidental, que aumentaram exponencialmente nos Estados Unidos e no Canadá desde 1999 na medida em que o clima mais temperado permite que o mosquito, vector da infecção, se multiplique.

Um modelo elaborado para projetar a evolução da malária na África Ocidental manifestou que a incidência da doença provavelmente diminuirá nesta região na medida em que ela se torne cada vez mais quente e seca, o que dificulta o desenvolvimento do mosquito portador do patogênico causador do mal.

Nos últimos 30 anos, as chuvas diminuíram 25% na África subsaariana, o que indica que a região "se encontra seguramente na primeira fase de um processo que sabemos caminhar para o deslocamento dos sistemas de precipitações", segundo McMichael.

"Não há nenhuma razão para pensar que não veremos mais alterações deste tipo nas próximas décadas", acrescentou, citando o último informe do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), publicado neste ano.

Segundo o IPCC, o aumento previsível da temperatura do planeta até 2100 estará entre 1,8° e 4,0°C.

A reunião da Sociedade Americana de Microbiologia realiza-se de 17 a 20 de Setembro em Chicago.
Não deixo de considerar pertinente chamar a atenção para a anormal ocorrência de pluviosidade durante este nosso Verão lusitano. O que poderá permitir uma anormal proliferação de mosquitos ou outros vectores de doenças.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mudança e Movimento

A mudança é uma lei que governa a inteira criação física. Pode ser observada na passagem das estações do ano. ‘Abdul-Bahá escreve:

A terra está em movimento e crescimento; as montanhas, as colinas e planícies estão verdes e aprazíveis; a benção benção é transburdante; a misericórdia, universal; a chuva desce das nuvens da misericórdia; o sol fulgrante está brilhando; a lua cheia ornamenta o horizonte do espaço celeste; a grande maré inunda todo o pequeno rio; as dádivas são sucessivas; os favores consecutivos; e a brisa refrescante sopra, impelindo o doce perfume das flores. Um tesouro ilimitado encontra-se na mão do Rei dos Reis! Erguei as orlas de vosso manto para poderes
recebê-lo.
[i]

Em breve o mundo inteiro, assim como na primavera, trocará a sua roupagem. A mudança e a queda das folhas de outono já passou; A melancolia do Inverno já passou. O Ano Novo apareceu e a primavera espiritual está próxima. A terra sombria está-se tornando um jardim verdejante; nos desertos e montanhas estão abundantes em flores vermelhas; nas fronteiras das selvas as ervas altas estão como guardas avançados diante das árvores de ciprestes e jasmim; enquanto os pássaros chilreiam entre os ramos de rosas como anjos no mais elevado dos céus, anunciando as boas novas da chegada daquela primavera espiritual, e a doce música de seu chilrear leva a verdadeira essência de todas as coisas a se moverem e estremecer
."[ii]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 10
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 10

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A Natureza

Apesar de todo o cuidado que a Natureza nos merece não deveremos deificá-la no sentido de ser um ente com vontade própria.
"Agora, quando observardes na existência tais organizações, disposições e leis, poderás dizer que todas estas são efeitos da Natureza, embora a Natureza não possua inteligência nem percepção? Se não, torna-se evidente que esta Natureza, a qual não possui percepção nem inteligência, está nas mãos do Deus Todo Poderoso, O qual é o Governador do mundo da Natureza; tudo o que Ele deseje, Ele faz a Natureza manifestar-se.[i]"

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 10

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sujeita a lei e organização

Abdu’l-Bahá assevera que “O mundo fenomenal é inteiramente sujeito às normas e controles da lei natural.[i] Ele compara a “ organização absoluta[ii] da natureza e a sua “falta de inteligência[iii] e “vontade[iv] com a habilidade humana para “Comandar as forças da natureza[v] através da descoberta da “Constituição das coisas[vi]:


"A Natureza está sujeita a uma organização absoluta, a leis determinadas, a uma ordem completa e a um plano consumado dos quais jamais se desviará...a tal ponto, que, se observardes atentamente e com visão aguçada, verás que desde o mais pequeno invisível átomo até às maiores formações do mundo da existência, tais como o globo solar ou as outras grandes estrelas e esferas luminosas, se considerardes a disposição, composição, forma ou movimento destes, descobrireis que todos estão no mais alto grau de organização, e sujeitos a uma lei, da qual jamais poder-se-ão desviar.

Ao contemplardes, porém, a própria Natureza, vereis que ela não possui inteligência ou vontade. Por exemplo a natureza do fogo é queimar; ele queima sem vontade ou inteligência. A natureza da água é fluir, ela flui sem vontade ou inteligência. A natureza do sol é brilhar, e ele brilha sem vontade ou inteligência. A natureza do vapor é subir, sobe sem vontade ou inteligência. Torna-se evidente, pois que os movimentos naturais de todas as coisas são involuntários; não há movimento voluntário, excepto nos animais e, acima de tudo, no homem. O homem é capaz de resistir e se opor á Natureza, porque conhece a constituição das coisas, e através disto comanda as forças da Natureza; todas as invenções feitas por ele se devem à descoberta da constituição das coisas. Por exemplo, ele inventou o telégrafo, que é o meio de comunicação entre o Ocidente e Oriente. Torna-se evidente, portanto, que o homem rege a Natureza
..."

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 8
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 8
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 8
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 8
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 8
[vi] Conservação dos recursos da Terra, página 8

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sistema Unificado

‘Abdul-Bahá indica que o “Templo do mundo[i] tem sido “Moldado depois da imagem tal como o corpo humano[ii]. Ele explica que:
“Isto significa que da mesma forma que o corpo humano neste mundo, o qual externamente é composto de membros e órgãos, é na realidade uma entidade fechada, integrada e coerente; de forma similar a estrutura do mundo físico é como um único ser entidade cujos membros e órgãos são inseparavelmente unidos.
Fosse uma pessoa observar com olhar perscrutador a realidade de todas as coisas, tornar-se-ia claro que o maior laço que mantém unido o mundo do ser reside na própria variedade dos seres criados e que cooperação, ajuda mútua e reciprocidade são características essenciais no corpo unificado do mundo do ser, visto que todas as coisas criadas são intimamente relacionadas e cada uma é influenciada pela outra, directa ou indirectamente.
Considerai, por exemplo, como um grupo de coisas criadas constituem o reino vegetal e outro o reino animal. Cada um destes faz uso de certos elementos na atmosfera, dos quais as suas vidas dependem, enquanto cada um aumento da quantidade de tais elementos que são essenciais para a vida do outro. Em outras palavras, o crescimento e o desenvolvimento do reino vegetal torna-se impossível sem a existência do reino animal e a manutenção da vida animal é inconcebível sem a cooperação do reino vegetal. Semelhantes são os relacionamentos que existem entre todas as coisas criadas. Por isso foi declarado que a cooperação e reciprocidade são propriedades essenciais inerentes ao sistema unificado do mundo da existência, e sem os quais a criação
inteira seria reduzida a nada.”
[iii]

[i] Conservação dos recursos da Terra, página 7
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 7
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 8

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A Nossa Educação

Estava a folhear a imprensa esperando extrair algum texto sobre a tomada de posse de Mário Soares como presidente da Comissão da Liberdade Religiosa quando deparei com um brilhante artigo escrito por Maria José Nogueira Pinto sobre a problemática abertura do ano escolar, focando a necessidade de se entender que o Ministério deve resultar do cumprimento de necessidade dos aunos e não de professores ou outros funcionários. Enfim, escreve sobre aquilo que já sabemos, não há milagres quando há professores a mais e, sobretudo, crianças a menos.

"...Cada abertura do ano escolar contempla, quase sempre, um enfrentamento político-corporativo entre os sindicatos e o titular da pasta. Lembremos as famosas colocações dos professores, e tantos outros episódios que distorcem a realidade das coisas: o Ministério da Educação e o sistema de ensino não existem em função dos professores mas sim em função das crianças que há que educar e formar. Os professores não são necessários porque há um ministério, mas sim porque novas gerações têm direito a ser educadas. E nada mais errado que imaginar pretextos para absorver estes professores, como sugere o sindicato, acrescentando mais tarefas que só aparentemente introduziriam melhorias significativas. Acaso esses professores não têm estado lá? Se o sistema educativo português não tem a qualidade desejada, tal não se deve ao número de professores, nem mesmo à taxa de natalidade, mas sim a um conjunto de erros acumulados, geralmente reconhecidos, mas de difícil eliminação..."

"...Mas as únicas medidas futuras para evitar o desemprego dos professores, ao contrário do que pensam os sindicatos, são as que no seu conjunto constituam uma verdadeira política de incentivo à natalidade e apoio à mulher e à família..."

Sem conotações ideológicas ou partidárias, o alerta é bem pertinente.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

híbridos de animais e humanos

"A Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA) da Grã-Bretanha aprovou nesta quarta-feira uma técnica para criar embriões híbridos de animais e humanos, o que permitirá o avanço na pesquisa de doenças como o Mal de Alzheimer ou Parkinson. "A decisão é uma boa notícia para os pacientes, para o público e para a comunidade científica britânica", disse o dr. Evan Harris, que coordenou a campanha de grupos de cientistas pedindo a permissão para a criação de embriões híbridos para serem utilizados em pesquisas médicas.
A autorização do organismo estatal, que regula as técnicas de fertilidade, permitirá que os cientistas do Kings College de Londres e da Universidade de Newcastle utilizem embriões híbridos para o estudo de doenças incuráveis. Ambas as equipes haviam solicitado à HFEA a aprovação desta polêmica técnica para a criação de embriões com material genético humano e animal que permitirá gerar células embrionárias, como primeiro passo para o desenvolvimento de terapias baseadas nas células-tronco...
......."
A nossa diferença física com as outras criaturas vai sendo menos notória.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Características da Natureza


O contacto com a Natureza dá ao Homem uma visão espiritual do mundo.

Bahá’u’lláh após ter saido do quartel-prisão de Akka onde se encontrava encarcerado afirmou: “Há nove anos que não vejo a verdura dos campos. Assim como a cidade é o mundo do corpo, o campo é o mundo da alma”.[i]



[i] Bahá’u’lláh e a Nova Era, página 38

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

"Nova Criação"

Neste último parágrafo citado Bahá’u’lláh fala de uma “nova criação” que poderá significar a aceitação por parte da humanidade de uma Mensagem Divina adequada aos tempos contemporâneos. A descrição que Bahá’u’lláh faz da formação do universo “o que tem estado em existência havia existido antes, mas não na forma que tu hoje vês...” assemelha-se a descrição geral do que antecedeu “big-bang”, que é reconhecida pela generalidade dos cientistas como a mais provável hipótese de formação do universo tal como ele e hoje conhecido. No entanto, esta Epístola foi revelada a partir de uma prisão no século passado por Alguém que quase não tinha contacto algum com o exterior.
[i] Epístolas de Bahá’u’lláh

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

"Cada coisa deve ter uma origem"

Continuando:

"Sabe tu, Além disso que o Verbo de Deus - exaltada seja sua glória é mais elevado e vastamente superior aquilo que os sentidos podem perceber, pois está santificado de qualquer propriedade ou substância. Transcende as limitações dos elementos que conhecemos e eleva--se acima de todas as substâncias reconhecidas e essenciais. Tornou-se manifesto sem qualquer silaba ou som e não é, senão o Mandamento de Deus, o qual abrange todas as coisas criadas. Nunca foi negado ao mundo da existência. É a graça de Deus que a tudo atinge, da qual emana toda a graça. É uma entidade imensamente além e acima de tudo o que tem existido e há-de existir.
[...]
Cada coisa deve ter uma origem e, cada construção, um construtor. Em verdade, o Verbo de Deus é a causa que precedeu ao mundo contingente - um mundo que está adornado com os esplendores do Ancião dos Dias e, no entanto, está sendo renovado e regenerado em todos os tempos. Imensuravelmente exaltado é o Deus de Sabedoria que ergueu essa estrutura sublime.

Fixa no mundo o teu olhar e por algum tempo, nele pondera. Ele desvela o Seu próprio livro diante dos teus olhos e manifesta aquilo que a Pena de teu Senhor, o Moldador, O de tudo informado, nele inscreveu. Ele tornar-te-á conhecedor daquilo que contem e daquilo que sobre ele se encontrará, e dar-te-á tão claras explicações que te fará independente
de todo e qualquer expositor eloquente.

Dize: a Natureza em sua essência é a incorporação de Meu Nome, o Originador, o Criador. Diversas são suas manifestações, por causas que variam e, nessa diversidade, há sinais para o homens de discernimento. A Natureza e a Vontade de Deus e sua expressão no mundo contingente e através deste. É uma dispensação da Providencia determinada por Aquele que ordena, a Suma Sabedoria. Se alguém afirmasse que é a vontade de Deus assim como se manifesta no mundo da existência, a ninguém conviria questionar tal asserção. Está dotada de um poder cuja realidade homens de erudição não conseguem abranger. De facto, nada pode um homem de percepção nela discernir, salvo o fulgente esplendor de Nosso Nome, o Criador. Dize: É essa uma existência que não conhece desintegração, e a própria Natureza se assombra diante das suas revelações, suas inquestionáveis evidências e sua fulgente glória, as quais têm abrangido o Universo.
[...]
Se alguém hoje acredita firmemente, no renascimento do Homem, e tem plena consciência que Deus, o Mais Excelso, possui ascendência suprema e autoridade absoluta sobre essa nova criação, tal homem, em verdade, é incluído no número dos dotados de perspicácia nesta mais grandiosa Revelação. Disso dá testemunho todo o crente que discerne.”
[i]

[i] Epístolas de Bahá’u’lláh

sábado, 25 de agosto de 2007

O Bing-Bang

Como opinião meramente pessoal vejo nesta descrição algo de muito semelhante ao que os cientistas contemporâneos designam de "Bing-Bang".

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

“Desejei tornar-Me conhecido"

Atente-se a algumas palavras de Bahá’u’lláh em Epístola da Sabedoria:

“[...]Quanto às tuas asserções relativas ao princípio da criação, este é um assunto sobre o qual as concepções variam por causa de divergências nos pensamentos e pareceres dos homens. Fosses tu asseverar que sempre existiu e haverá de continuar a existir, isso seria verdade; ou fosses afirmar o mesmo conceito que é mencionado nas Sagradas Escrituras, nenhuma dúvida haveria sobre isso, pois foi revelado por Deus, Senhor dos mundos. Em verdade era Ele um tesouro oculto. E um estado que jamais se poderá descrever, nem mesmo mencionar. E no estado de “Desejei tornar-Me conhecido”, Deus era, e sua criação desde sempre existira, por Ele abrigada, desde o começo que não tem começo, além de ser precedida por uma primazia que não pode ser considerada primazia, e de se haver originado de uma Causa inescrutável até mesmo para todos os homens de erudição.
O que tem estado em existência havia existido antes, mas não na forma que tu hoje vês. O mundo existente veio a ser, através do calor gerado da interacção entre a força activa e aquela que a recebe. Essas duas são a mesma, embora sejam, no entanto diferentes. Assim informa-te o Grande Anúncio acerca dessa gloriosa estrutura. O que comunica a influência geradora e aquilo que lhe recebe o impacto são, em verdade, criados através do irresistível Verbo de Deus, Verbo esse que é a causa da criação inteira, enquanto tudo o mais, Além de seu Verbo, são apenas as criaturas e os efeitos do Verbo. Verdadeiramente, teu Senhor é o Esclarecedor, a Suma Sabedoria..."

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Steven Weinberg

Steven Weinberg, professor de Física na Universidade de Harvard, co-Vencedor do Prémio Nobel da Física em 1979, no seu livro “ Os três primeiros minutos do Universo” escreve:

O Universo está em expansão e está repleto de uma radiação universal e de uma temperatura actual de cerca de 3 K (1 Kelvin = -273ºC). Esta radiação parece ser o vestígio de uma época em que o Universo era verdadeiramente opaco e em que era cerca de 1000 vezes mais pequeno e mais quente do que actualmente. [...]Quando o Universo era 1000 vezes mais pequeno do que actualmente e o seu conteúdo material se encontrava prestes a ficar transparente à radiação, o universo estava também prestes a passar de uma era dominada pela radiação para a era actual, dominada pela matéria. Durante a era dominada pela radiação, não só o número de fotões por partícula nuclear era o mesmo que actualmente, mas também a energia dos fotões individuais era suficientemente elevada para que a maior parte da energia do universo se encontrasse na forma radiactiva, e não na de matéria. Portanto podia ser uma boa abordagem tratar o universo, durante essa era, como se ele estivesse simplesmente cheio de radiação, desprezando a presença de matéria. Uma precisão importante deve completar esta conclusão. Em tempos mais remotos, a matéria era importante, mas tratava-se então de matéria de natureza muito diferente da que constitui o nosso universo actual.[...]”

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vida além da forma terrena

Bahá’u’lláh sobre a existência de vida Além da forma terrena afirma:

”Tu perguntaste-Me, ademais, sobre a Natureza das esferas celestes. A fim de compreender sua natureza, seria necessário inquirir o sentido das alusões feitas nos Livros da antiguidade às esferas celestes e aos céus, e descobrir o caracter de sua relação com este mundo físico e a influência que sobre ele exercem. Todo o coração maravilha-se diante de um tema tão deslumbrante e toda a mente se confunde diante de seu mistério. Deus, tão somente, pode penetrar no seu intuito. Os eruditos, que fixaram em alguns milhares a vida desta terra, deixaram de considerar, por todo o longo período de sua observação o número ou idade de outros planetas. Pensa, além disso, nas múltiplas divergências que resultaram das teorias propostas por esses homens. Sabe tu, que cada estrela fixa tem seus próprios planetas, e cada planeta, suas próprias criaturas, cujo número homem algum pode computar.” [i]

[i] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh página 107

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Influência das estrelas

Acerca da influência das estrelas, ‘Abdu’l-Bahá desvaloriza a astrologia mas entende o universo como o corpo humano em que há uma interconexão entre todos os membros e órgãos:

“Algumas das estrelas celestes têm um efeito material claramente visível sobre o globo terrestre e seus seres, o qual não necessita de explicação. Por exemplo, o sol, graças ao amparo e providência de Deus, dá vida à terra e a todos os seres que a habitam. Sem luz e seu calor, todas as criaturas terrestres fatalmente deixariam de existir.

Da mesma forma, reafirma a acção do mundo material no espiritual:

Se reflectirdes profundamente sobre a influência espiritual das estrelas, embora tal influência no mundo humano possa parecer coisa estranha, não vos admireis tanto. Não quero dizer, porém que tudo quanto os astrólogos dos tempos antigos inferiam dos movimentos das estrelas tivesse correspondido aos factos. Seus decretos foram apenas fruto da imaginação, criados pelos sacerdotes egípcios, assírios e caldeus, ou então pelas fantasias dos hindus, dos mitos gregos, romanos e outros adoradores das estrelas. Quero dizer, sim, que este universo infinito assemelha-se ao corpo humano, no qual todas as partes revelam uma vigorosa interdependência. Vemos como estão inter-relacionados seus órgãos, membros e partes para mútuo benefício e cooperação, e quanto influi um sobre o outro!

De forma semelhante estão inter-relacionadas as partes deste infinito universo, exercendo seus membros e elementos uma influência recíproca, tanto espiritual como material.

Os olhos vêem, por exemplo, e isso afecta todo o corpo; o ouvido ouve, e isso pode ter um efeito sobre todos os membros. Não há dúvida a esse respeito e o universo é semelhante a uma pessoa.

A relação que existe entre os seres deve sobretudo e necessariamente ter uma influência, tanto material como espiritual...Em conclusão: os seres sejam grandes ou pequenos, estão ligados uns aos outros, em acordo com a perfeita sabedoria divina, e exercem uma influência recíproca. Se assim não fosse, haveria desordem e imperfeição no sistema do universo, no plano geral da existência. Como existe entre os seres, porém uma uma relação muito estreita, eles acham-se em ordem nos seus lugares, e são perfeitos.”[i]


[i] Esplendor da Verdade (ou Resposta a Algumas Perguntas) página 200

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

somos via-lacteanos

O astrónomo Hubert Reeves escreve: ”...O conhecimento do céu tem também uma outra dimensão, que esta relacionada com o enraizamento. As rápidas modificações dos padrões de vida - acompanhando o ritmo dos progressos tecnológicos - fazem que o homem contemporâneo não se sinta em parte nenhuma. Pode ver-se na recuperação pelo interesse pelos regionalismos, uma reacção contra esse sentimento de alienação em relação ao mundo moderno.

Cada um sente a necessidade de pertencer a qualquer coisa e procurar desesperadamente as suas raízes, correndo o risco de inventar todas as componentes desse quadro. Uma das razões da actual popularidade da astronomia é, creio eu, a ligação que ela mostra entre o homem e as estrelas. Longe de ser um estranho no Universo, como ensinam os existencialistas, as recentes descobertas da astronomia indicam o nosso parentesco com tudo o que brilha no céu. Nós estamos em dívida para com as estrelas por elas terem fabricado os átomos de que são constituídas as moléculas dos olhos que as observamos.

O sentimento de dependência, de que tanta necessidade temos, é-nos dada pela astronomia com um sentido muito mais satisfatório que os nossos manuais de história. Antes de sermos franceses ou canadianos, negros ou brancos, homens ou mulheres, nos somos terrestres, solares, “via-lacteanos”, filhos e filhas do universo. As nossas raízes estão nas estrelas”.[i]
Bahá’u’lláh afirma:
E agora, quanto a tua pergunta relativa a criação do homem. Sabe tu que todos os homens foram criados na natureza feita por Deus.”[ii]


[i] Pequeno Guia do Céu, página
[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh página 99

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Edwin Huble

Em 1929 o astrónomo norte-americano Edwin Huble (1889-1953) observou que as estrelas vão se afastando umas das outras como se se tivessem originado duma singular explosão cósmica. Este fenómeno inspirou a teoria do Big-Bang, a hipótese de que o universo estaria num estado de expansão após ter surgido violentamente de uma só fonte há biliões de anos. Esta teoria foi confirmada em 1964 com a detecção de radiação cósmica antecedente, que foi considerada como sendo calor residual anterior à explosão. Experiências têm confirmado que o universo está de facto a arrefecer, ou seja em expansão.
‘Abdu’l-Bahá equaciona a criação de um planeta com a existência do seu próprio universo:

"É uma verdade, embora das mais obscuras, que o mundo da existência - este universo infinito, não teve começo...A Essência da Unidade, isto é a existência de Deus, é duradoura, eterna, não tendo começo nem fim -é certo que também não há para esse mundo existente, esse infinito universo, nem começo nem fim. Pode acontecer, é verdade que uma das partes do universo, um dos astros, por exemplo, venha a existir ou a decompor-se, mas ainda existiriam outros astros sem conta; o universo não seria destruído por isso, nem perderia sua ordem. Não, a existência é perpétua, é eterna. Como todo o astro teve o seu começo, terá forçosamente seu fim, desde que toda a composição - seja colectiva, ou individual - há de desfazer. A única diferença é que algumas se decompõem rapidamente, e outras com lentidão, mas é impossível que um ser composto não venha a decompor-se.

Devemos saber, portanto, o que era, a princípio, cada uma das existências, pois, sem a menor dúvida, a origem foi uma só, assim como a origem de todos os números é um e não dois. Evidentemente, a matéria foi uma desde o começo e, em cada elemento, esta mesma matéria aparecia sob aspectos diferentes, sendo assim produzidas várias formas; e esses aspectos diversos, à medida que se produziam, tornavam-se constantes, sendo cada elemento especializado. Essa constância, porém, não era definida; só depois de muito tempo atingiu plena realização, ou existência perfeita. Esses elementos vinham então a se compor, organizar e combinar numa infinidade de formas; ou melhor, resultaram da combinação desses elementos, inúmeros seres.”[i]
[i] Abdu’l-Bahá, Esplendor da Verdade página 155, 156

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Imigração de "cérebros"

Quando se fala de imigração na Europa tendemos a considerar pessoas com pouca formação académica que vêem colmatar lugares que os nativos não pretendem preencher. No entanto, há casos em que a realidade é bem diversa.

É exemplo o sector da saúde em diversas partes do mundo. A migração de profissionais de saúde tem um enorme impacto no sector da saúde na África subsariana. Desde 2000, obtiveram vistos de trabalho no Reino Unido quase 16 000 enfermeiras africanas. Apenas 50 dos 600 médicos formados desde a independência da Zâmbia ainda exercem neste país. Estima-se que, actualmente, haja mais médicos do Malawi a exercer na cidade de Manchester, no Nordeste de Inglaterra, do que em todo o Malawi (CMMI, 2005, 24).

Também no Zimbabwe, a fuga de cérebros afectou muito seriamente o sector da saúde. Mais de 80% dos médicos, enfermeiros e terapeutas formados na Faculdade de Medicina da Universidade do Zimbabwe desde a independência, em 1980, foram trabalhar para o estrangeiro, principalmente para o Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, de acordo com estudos recentes. Por outro lado temos de considerar que os países receptores são necessariamente bons acolhedores de emigrantes.

Ao que me consta também no Reino Unido são exigidas altas classificações para se entrar no curso de Medicina - havendo muitos pretendentes a ficar de fora. Quando faltam os médicos ou enfermeiros já se sabe onde vão buscar.

Mesmo em Portugal temos uma boa Escola no combate a doenças "tropicais", só que não me parece que possamos escoar facilmente profissionais de saúde para os locais onde se fala Português no Continente Africano.

Entretanto as doenças endémicas ou epidémicas vão se alastrando por África.

Países como Moçambique, Uganda ou Gana perdem quase metade da sua base de trabalhadores altamente qualificados para os países da OCDE (Docquier, a.o., 2007).

A migração internacional é um dos grandes desafios do século XXI. Os seus benefícios potenciais são enormes. As consequências de um fracasso seriam igualmente enormes, tanto em termos de sofrimento individual como em termos de nações condenadas ao subdesenvolvimento permanente.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Os dois sinais (conclusão)

Cá vai Sam.

A Casa Universal de Justiça explica que "o primeiro indício da chegada da maioridade da espécie humana apontado nas Escrituras de Bahá’u’lláh é o surgimento de uma ciência que é descrita como “filosofia divina” que incluirá a descoberta de uma abordagem revolucionária para a transmutação dos elementos. Essa é uma indicação dos esplendores da estupenda expansão do conhecimento do futuro." Esta “filosofia divina” poderá a permitir a produção de energia a custos ínfimos.

Ou seja, a solução encontra-se na investigação cinetífica e na noção de cidadania mundial e não num regresso ao passado.

Quanto ao “segundo” sinal que Bahá’u’lláh indica ter revelado no Kitáb-i-Aqdas, Shoghi Effendi afirma que “...em Seu livro Sacratíssimo, Bahá’u’lláh ordenou a escolha de uma única língua e a adopção de uma escrita comum para o uso dos habitantes da terra, injunção esta que, ao ser implementada, será, como ele próprio afirma no Livro, um dos sinais de ‘maioridade’ da raça humana”.
A ciência promove o bem-estar material tais como: descobertas, cura para doenças, inovações organizacionais e avanços no campo social; a religião, em complemento, promove o bem-estar espiritual, incentiva a boa conduta e o carácter. Ambas estão intrínsecamente ligadas, pois a ciência também é feita por seres humanos, prolíficos em sentimentos.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Os dois sinais

No futuro há dois sinais que indiciarão a humanidade a entrar numa fase de maturidade. Bahá’u’lláh diz no Livro Sacratíssimo:

Ó vós parlamentares do mundo todo! Escolhei um único idioma a ser usado por todos na terra, e adoptai igualmente uma escrita comum. Deus, verdadeiramente, vos esclarece o que vos beneficiará e vos capacitará a serdes independentes de outrem. Ele, deveras, é o Mais Generoso, o Omnissapiente, O de tudo informado. Isto será causa de unidade, se o pudésseis compreender, e o maior instrumento para a promoção da harmonia e da civilização, se apenas o soubésseis! Nós determinamos dois sinais para a maioridade da raça humana: o primeiro constitui-se no mais firme alicerce, e expusémo-lo em outra de Nossas Epístolas; o segundo revelou-se neste Livro maravilhoso.”[i]


[i] Kitab-I-Aqdas, página 70

quinta-feira, 26 de julho de 2007

"Preceitos por Nós revelados"

Em excertos de muitas de Suas Epístolas Bahá’u’lláh poder-se-á referir a acontecimentos actuais ou futuros:

Grande Deus! Temos observado uma coisa assombrosa. Relâmpago, ou uma força que lhe é similar, é controlado por um operador e move-se a seu mando. Imensuravelmente exaltado é o Senhor de Poder que expôs o que era seu desígnio através da potência de Seu mando imponente e invencível.

Ó povo de Bahá! Cada um dos preceitos por Nós revelados é uma poderosa cidadela para a preservação do mundo existente.” [i]

[i] Epístolas de Bahá’u’lláh página 80

terça-feira, 24 de julho de 2007

Chuvas no Reino Unido

Não podemos confirmar que as chuvas, com uma intensidade anormalmente elevada, que se têm abatido são necessariamente devidas aos atropelos do Homem para com a Natureza. Mas enquanto faltam as confirmações o (possível) desastre ambiental, por nós autoinflingido, parece estar a cercar-nos.
Não sou "profeta da desgraça", acredito no nosso futuro brilhante enquanto raça humana mas há algo (ou diferentes variáveis) que nos está a fugir ao controlo.
A própria cultura de "zapping", em que momentâneamente nos centralizamos em determinado problema para logo a seguir o relegarmos para um plano terciário, não ajuda na procura de soluções a médio e longo prazo.

"As autoridades britânicas continuam a braços com uma catástrofe natural sem precedentes no Reino Unido nos últimos 60 anos, com várias regiões da Inglaterra ainda submersas e receosas do mau tempo que deverá continuar até sexta-feira. A zona mais afectada até agora é a do condado de Gloucestershire, onde 350 mil pessoas estão na iminência de ficar sem água potável e de terem de enfrentar novas inundações em consequência do transbordo dos rios Tamisa e Severn.

Nos últimos dias, os serviços de emergência não têm tido mãos a medir, já que as chuvas torrenciais afectaram toda a zona das Midlands, com particular incidência em Oxfordshire, Gloucestershire e Bedfordshire. Dezenas de milhares de pessoas ficaram já sem electricidade e a população de Witney teve mesmo de ser evacuada para abrigos temporários.

Mas o pior ainda pode estar para vir, uma vez que os serviços de meteorologia referem fortes tempestades para esta madrugada."