quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A Nossa Educação

Estava a folhear a imprensa esperando extrair algum texto sobre a tomada de posse de Mário Soares como presidente da Comissão da Liberdade Religiosa quando deparei com um brilhante artigo escrito por Maria José Nogueira Pinto sobre a problemática abertura do ano escolar, focando a necessidade de se entender que o Ministério deve resultar do cumprimento de necessidade dos aunos e não de professores ou outros funcionários. Enfim, escreve sobre aquilo que já sabemos, não há milagres quando há professores a mais e, sobretudo, crianças a menos.

"...Cada abertura do ano escolar contempla, quase sempre, um enfrentamento político-corporativo entre os sindicatos e o titular da pasta. Lembremos as famosas colocações dos professores, e tantos outros episódios que distorcem a realidade das coisas: o Ministério da Educação e o sistema de ensino não existem em função dos professores mas sim em função das crianças que há que educar e formar. Os professores não são necessários porque há um ministério, mas sim porque novas gerações têm direito a ser educadas. E nada mais errado que imaginar pretextos para absorver estes professores, como sugere o sindicato, acrescentando mais tarefas que só aparentemente introduziriam melhorias significativas. Acaso esses professores não têm estado lá? Se o sistema educativo português não tem a qualidade desejada, tal não se deve ao número de professores, nem mesmo à taxa de natalidade, mas sim a um conjunto de erros acumulados, geralmente reconhecidos, mas de difícil eliminação..."

"...Mas as únicas medidas futuras para evitar o desemprego dos professores, ao contrário do que pensam os sindicatos, são as que no seu conjunto constituam uma verdadeira política de incentivo à natalidade e apoio à mulher e à família..."

Sem conotações ideológicas ou partidárias, o alerta é bem pertinente.

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