terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Cimeira de Copenhaga

No Jornal "Público" em 07.12.2009 vem escrito "ONU prevê cimeira histórica em Copenhaga"

E cito.

"A cimeira de Copenhaga, que discutirá o próximo passo internacional contra o aquecimento global, começa hoje já com uma conclusão prévia: nunca o mundo esteve tão ligado à causa climática como agora. Nas próximas duas semanas, a capital dinamarquesa estará transformada numa arena política sem precedentes em torno de um só tema ambiental.

Copenhaga poderá ficar marcada como a conferência ambiental da ONU que reuniu mais líderes mundiais. Até sábado passado, estava confirmada a presença de 105 chefes de Estado e de governo, representando 89 por cento da riqueza mundial e 80 por cento das emissões de gases com efeito de estufa, segundo dados divulgados pelo primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

Poucas confirmações faltam para Copenhaga ultrapassar a Cimeira da Terra, que reuniu 108 líderes no Rio de Janeiro, em 1992. A presença dos responsáveis máximos de tantos países - incluindo os mais importantes na questão climática - está a ser vista como um sinal histórico.

"Estou muito optimista", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, numa entrevista ao diário dinamarquês Berlingske Tidende. "Vamos chegar a um acordo, e acredito que este acordo será assinado por todos os membros da Nações Unidas, o que é histórico", afirmou.

A conferência climática de Copenhaga poderá adoptar o esqueleto de um novo tratado para suceder ao Protocolo de Quioto, que obriga os países desenvolvidos a reduzirem ligeiramente as suas emissões de gases com efeito de estufa só até 2012.

Um painel científico da ONU estima que, até 2050, as emissões de todos os países do mundo, somadas, precisam de cair metade do que eram em 1990, de modo a evitar um aquecimento global com dimensões incomportáveis."

Se as negociações correrem bem, o novo tratado será concluído ao longo de 2010. "Com tantos chefes de Estado e de governo juntos, vamos obviamente chegar a um acordo, primeiro um acordo político e, imediatamente depois, um documento legalmente vinculativo
", disse Ban Ki-moon.

Confesso não estar particularmente optimista quanto às tomadas de decisão das potências potências poluidoras: os EUA e a China. Este é um dos caso em que, nós europeus, podemos ser um farol para o mundo.

De entre as questões mais problemáticas continuo a pensar que a "libertação" do petróleo tem de estar cada vez mais nas nossas agendas.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Água nas Religiões

A Água nas Religiões

Nas Religiões, o uso ritual da água segue um ritmo de envolvimento crescente: vai desde a simples aspersão, até a total imersão. Outro ritmo a considerar é o da interioridade, que vai da sensibilidade exterior àquela interior, com a ingestão de águas sagradas ou abençoadas. Gestos culturais desse tipo são notórios.
Para se livrarem do ciclo de reencarnações, os hindus mergulham no Ganges, Yamuna e Godavàri, considerados rios sagrados.

Os judeus purificam-se pela mikvá, banho ritual. Os muçulmanos lavam os pés, os
braços e o rosto antes da oração. Nos templos subterrâneos dedicados a Mithra
havia uma pia para a iniciação. Na Gália céltica centenas de lagoas e fontes eram consideradas miraculosas: beber a sua água assegurava saúde, fertilidade e boa-sorte.
Quando João Baptista voltou do deserto anunciando o tempo messiânico, usou o banho (baptismo) como sinal público de conversão (cf. Mc 1,4-5).
Jesus de Nazaré ordenou este rito quando enviou seus apóstolos a pregarem a boa-notícia do Reino de Deus (cf. Mt 28,19).

No nosso inconsciente a imersão equivale, no plano humano, à morte; e no plano cósmico, à catástrofe (o dilúvio) que dissolve periodicamente o mundo no oceano primordial. Desintegrando toda forma e abolindo toda a história, as águas possuem esta virtude de purificação, regeneração e nascimento; porque aquilo que é mergulhado nela “morre” e, erguendo-se das águas, é semelhante a uma criança sem pecados e sem história, capaz de receber uma nova revelação e de começar uma nova vida “limpa”.
O simbolismo das águas é o produto da intuição do cosmos como unidade e do ser humano como um modo específico de existência, que se realiza através da “história”.
Para os cristãos, o Messias Jesus está no centro da história, tornada por ele mesmo uma história de salvação. Mergulhar nas águas baptismais é mergulhar no mistério de Cristo: a pessoa morrendo para a iniqüidade e ressurge redimida.
É, agora, uma nova criatura (cf. Rm 6,3-5). Esta teologia regenerativa é solenemente proclamada no baptismo.
Rituais que no ponto de vista Bahá'í não se ajustam no tempo contemporâneo, como o do baptismo mas as ablações antes das orações obrigatórias mantém-se.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A nossa água investigada pelo INPE


A escola mais numerosa de planetólogos acredita que a maior parte da água chegou
aqui com asteróides formados além da linha do gelo. O ponto positivo dessa
teoria é que a razão D/H dos asteróides é bem parecida com a da nossa água. O
número de impactos de asteróides com a Terra, porém, precisaria ter sido tão grande
que é improvável.
Outros defendem que os grãos de poeira do disco antes da linha do gelo fundiram-se e originaram a Terra. Uma nova pesquisa lança uma nova teoria para o surgimento do líquido na Terra, unificando modelos diferentes.

Ao assumir que as duas teorias podem estar em parte correctas, Karla Torres conseguiu explicar no seu doutoramento no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)não só a quantidade de água na Terra (o que outros modelos já explicavam), mas também obteve o que parece a melhor explicação até agora para o valor da razão D/H dos oceanos. O astrónomo Othon Winter, da Unesp de Guaratinguetá, que orientou a tese defendida em 2008, apresentou os resultados na Assembleia Geral da União Astronómica Internacional, que aconteceu entre 3 e 14 de agosto, no Rio de
Janeiro. O trabalho foi submetido à revista Monthly Notices of the Royal Astronomical
Society (MNRAS).

Astrobiologia
Karla Torres especialista em Astrobiologia – disciplina que procura entender a origem da vida na Terra e onde no Universo será possível encontrar
vida extraterrestre. Descobriu um ponto de partida nos trabalhos do astrobiólogo irlando-americano Sean Raymond, da Universidade do Colorado (EUA). Ele investiga como a mecânica celeste produz as condições para que ao redor de uma estrela se formem planetas rochosos com água líquida na superfície – condição para que haja vida
como a conhecemos. Ele simulou em computador a dinâmica dos últimos estágios
da formação de um sistema planetário baseado no que sabemos sobre a origem
do Sistema Solar.

A chave parece estar no último estágio, quando os gigantes gasosos Júpiter e Saturno
já existiam, mais ou menos em suas posições actuais. Naquela época o cinturão de asteróides próximo a Júpiter tinha muito mais corpos do que tem hoje, mais de cem
mil milhões deles. Onde hoje estão Mercúrio, Vénus, Terra e Marte, vagavam centenas
de embriões planetários, ou protoplanetas, sendo os menores do tamanho da Lua
(um centésimo da Terra) e os maiores, de Marte (um décimo da Terra).
Tanto Raymond quanto Karla estudaram essa última etapa da formação dos planetas
rochosos, criando no computador um modelo simplificado desse cenário. Mas
enquanto ele assumia que apenas os asteróides além da linha do gelo possuem
água, a cientista considerou que os embriões planetários também já a possuíam.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Deutério


A abundância natural do deutério na natureza é muito pequena embora ela tenha importante significado cosmológico.

O deutério participa facilmente em reacções nucleares. Como resultado nenhum deutério poderia ter permanecido nas estrelas. Qualquer deutério que existisse no interior das estrelas teria sido "queimado". Por conseguinte é impossível
para a teoria da nucleossintese estrelar explicar porque há algum deutério na natureza uma vez que sua abundância é sempre tão pequena.

Na água do mar a razão numérica entre o hidrogénio e o deutério é 6600 para 1 que é muito diferente da razão na crosta da Terra.

Para o Sistema Solar as descobertas feitas durante a série de voos tripulados Apollo são importantes. O pouso lunar da Apollo trouxe de volta uma folha de alumínio com iões do vento solar capturados na Lua. A partir do hélio-3 (3He) capturado podemos estimar a abundância do deutério. De acordo com estudos recentes a maior parte do deutério na nebulosa solar primitiva se tornou 3He. A razão hidrogénio/deutério da formação do Sistema Solar obtida desse modo é 40000/1. Também o resultado desta observação de Júpiter é 48000/1.

O deutério no gás intergaláctico pode ser medido por métodos de radioastronomia pois ele tem uma linha espectral característica comum comprimento de onda de 92 centímetros. Essa linha foi de fato observada em 1972 na direcção do centro da nossa galáxia e a razão estimada então entre 3000/1 e 50000/1.

A medição mais precisa foi feita nos anos recentes pelo satélite Copernicus. Este satélite pode observar linhas espectrais na parte ultravioleta do espectro. Em particular usando linhas ultravioleta podemos distinguir entre cianeto de hidrogénio e cianeto de deutério, os dois diferem somente na substituição de um átomo de hidrogênio por um átomo de deutério. A razão medida deste modo está entre 5000/1 e 500000/1.

domingo, 1 de novembro de 2009

A origem da "nossa" àgua


A História de como a Terra ganhou a água de seus oceanos é um mistério. Embora 70% de sua superfície seja coberta pelos oceanos, a região do Sistema Solar onde o planeta se formou e se encontra é um deserto no espaço. Pesquisadores que investigam o assunto divergem. De um lado, a maioria propõe que a água veio de asteróides;
de outro, que as rochas que formaram o planeta já tinham água em sua composição.

A estrela e seus planetas surgiram do material de uma nuvem interestelar de gás
e poeira há mais de 4,5 biliões de anos.

Depois que o Sol nasceu, o que restou da nuvem formou um disco em seu entorno, que é
de onde surgiram os planetas e sua água.

Na faixa do disco entre o Sol até uma distância de 2,5 UA (unidade astronómica
– uma UA tem 150 milhões de quilómetros ,que é a distância da Terra ao Sol),
a água permaneceu na forma de vapor, que tendia a escapar para a parte mais
externa do disco. A partir desse ponto, a temperatura já era baixa o suficiente para
a água condensar em cristais de gelo.

Essa fronteira é conhecida como a linha do gelo. Enquanto a proporção de rocha
para água na Terra é de 0,02%, os corpos que se formaram além de 2,5 UA possuem
mais água em sua composição, como os cometas, que são feitos de 80% de gelo.

Daí supunha-se que a água teria vindo dos cometas que caíram aqui. Isso mudou
no final da década de 1990, quando astrónomos observaram que a composição da água dos cometas não correspondia com a da Terra. Essa comparação é feita com a chamada
“água pesada”, que leva esse nome porque é composta por um tipo de hidrogénio
mais “gorducho” que o tradicional.

Conhecido como deutério (D),tem no seu núcleo um protão e um neutrão, enquanto
o hidrogénio (H) só tem um protão.

Astrónomos descobriram que a proporção entre água pesada e normal (razão D/H)dos cometas era diferente da terrestre. Assim, poderiam ter contribuído no
máximo com 10% de nossa água.

A razão D/H indica onde no Sistema Solar a água se formou. Observações sugerem
que quanto mais distante do Sol, mais deutério a água tem. A água dos cometas
tem uma razão D/H duas vezes maior que a terrestre, que é de 149 átomos de deutério
para um milhão de átomos de hidrogénio normais. A proporção daqui, no entanto,
parece ser grande demais para a distância de 1UA, o que sugere que nossa água
seja uma mistura de águas formadas em diferentes regiões do Sistema Solar. De
onde reside a questão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que é um Planeta?


O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de
Lisboa (Vários, 2001) define “planeta” como “astro sem luz própria que gira em torno do Sol ou de outro planeta, descrevendo uma órbita de pequena excentricidade”. Note-se que esta definição exclui os cometas (porque têm órbitas muito excêntricas) e os planetas extra-solares (já catalogados umas dezenas, mas que não orbitam à volta do Sol) mas inclui um número imenso de asteróides (e todas as partículas dos anéis de Saturno, Úrano e Neptuno).

Vamos limitar um pouco esta definição, considerando que só é planeta um corpo de massa suficientemente grande para ter tomado uma forma “aproximadamente” esférica por acção da gravidade, o que tem outra consequência: uma estrutura interna concêntrica e descontínua por efeito de segregação gravitacional. Isto deixa-nos com:
- os oito planetas principais, Mercúrio, Vénus, a Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, e Neptuno - os planetas anões, Plutão, Ceres e Eris (e Orcus, e Cedna, e Quaoar) e os maiores satélites destes planetas
- a Lua (da Terra)
- Io, Europa, Ganimedes e Calisto (de Júpiter)
- Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Jápeto e Fébe (de Saturno)
- Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon (de Úrano)
- Tritão (de Neptuno)
- Caronte (de Plutão).

Destes vinte e nove planetas, apenas quatro são inacessíveis aos geólogos: os gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno – os planetas jovianos. Todos os outros são planetas telúricos, o que nos deixa interessantíssimas perspectivas de trabalho para os próximos séculos.

Veremos se são habitáveis ou não. Por nós ou outros seres vivos - funcionando o não a carbono como estrutura prima.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quase de propósito

Não escondo a minha pouca simpatia pela ideologia do José Saramago mas penso que o texto anterior representa uma interpretação da Bíblia bastante mais profunda que o do prémio Nobel.

domingo, 27 de setembro de 2009

Frederico Nietzsche


Nietzsche já desde há muito que é um filósofo fascinante (acreditando nesta generalização) basta ver as diferentes escolas que de alguma forma se consideram suas seguidoras.
Uma delas era aquela pertencente à maior aberração ideológica do século passado, a nazi, marcadamente anti-semita - nomeadamente Rosenberg, filósofo medíocre e pretenso seguidor de Nietzsche.
A verdade é que através da perversão de suas ideias e da cumplicidade activa de sua irmã conseguiram (ou tentaram) suportar este desvio manifesto. O que veio a considerar Frederico Nietzsche como um filósofo maldito por muitos.
No entanto transcrevo um excerto sobre o seu pensamento sobre os judeus em "Para além de bem e mal":
O que deve a Europa aos judeu? - Muitas coisas, boas e más, e sobretudo uma, que é ao mesmo tempo das melhores e das piores: o grande estilo na moral, a terrível majestade de infinitas exigências, de infinitos significados, todo o romantismo e todo o carácter sublime das problemáticas morais - e, por conseguinte, justamente a parte mais atraente, mais capciosa e mais seleccionada daqueles jogos de cor e daquelas seduções e que nos incitam a viver, em cuja cintilância arde hoje ainda o céu da nossa cultura europeia, o seu céu crepuscular - e talvez se apague. Nós os artistas entre os espectadores e filósofos sentimos por isso, para com os judeus - gratidão.

sábado, 5 de setembro de 2009

Energia Nuclear? Ou Central a Carvão

Na pré-história, o Homem apenas tinha disponível a sua energia muscular. Sendo que o
funcionamento do corpo humano necessita de 80W de potência (aproximadamente
1700Kcal/dia) que é usada, por exemplo, na digestão, na respiração, no aquecimento, na circulação sanguínea, na reprodução celular.
No decorrer da evolução da humanidade, uma sequência de descobertas permitiu um aumentosignificativo da energia disponível. Actualmente, o habitante médio de um país da OCDE acrescenta à sua energia cerca de 8 kWh de potência (160 000 Kcal/dia que é equivalente à energia contida em 40 barris – 5500 kg de petróleo bruto por ano).
Assim, no decorrer da história, a energia útil utilizada por cada homem foi aumentada mais de 80 vezes.
Em termos económicos, o desenvolvimento está intimamente ligado ao consumo de energia.
Isto acontece porque o uso de energia permite movimentar factor de produção e explorarrecursos, multiplicando assim várias vezes a riqueza das nações. Por exemplo, considerando toda a energia consumida nos países da OCDE ao preço do barril de petróleo de 80 dólares, esta representa apenas 7,5% do PIB (por cada euro de energia utilizada são produzidos bens e serviços no valor de 13 euros).
Como se exige que o desenvolvimento económico continue, então é inevitável que haja um contínuo aumento do consumo de energia. Este aumento acontecerá por dois efeitos.
Primeiro, apesar de ultimamente ter havido um aumento muito grande do preço da energia e pouco crescimento económico, nos países da OCDE o consumo de energia tem aumentado àtaxa de 0,75% por ano. Segundo, um indivíduo de um país subdesenvolvido consome apenas 1/6 da energia de um indivíduo de um país da OCDE. Sendo que o desenvolvimento se vai espalhando cada vez a mais países, haverá convergência no consumo per capita de energia.
Em particular, em Portugal o consumo energético por habitante é metade da média dos países da OCDE. Acreditando que vamos convergir, se o período de convergência for 30 anos, então haverá em Portugal um aumento do consumo energético per capita à taxa de 3% ao ano.
No entanto, o paradigma energético actual, que se baseia nos combustíveis fósseis, é
impossível de manter para o futuro. Esta impossibilidade não resulta da falta de combustíveis fosseis pois há carvão para queimar durante pelo menos mais 300 anos. Resulta antes de a queima de combustíveis fósseis causar a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera que parece ter um efeito muito nefasto no clima da Terra, induz um aquecimentoglobal que pode atingir rapidamente, no prazo de 100 anos, 10º C e uma consequente subida do nível do mar em 70 m. E, aplicando o principio da precaução, não interessará confirmar se estas alterações vão de facto acontecer pois terão consequências catastróficas.
Além do mais, Portugal assinou o protocolo de Quioto que vai impor penalizações à emissão de gazes para a atmosfera.
Há pessoas que propõem que a solução para o problema energético está no poupar. É um
facto que nos países subdesenvolvidos onde reside 3/4 da população mundial, as pessoas vivem consumindo muito pouca energia. Não têm frigorífico, água quente, andam a pé ou de bicicleta, não têm aquecimento nem ar condicionado, moram em casas pequenas, não fazem viagens de avião, as estradas são em terra batida, etc. E se vivêssemos assim, gastávamos uma décima parte da energia que gastamos. Mas, os dados indicam que ninguém quer viver na miséria. Ninguém, podendo, quer abster-se de consumir, viver em conforto, ir passar uns tempos ao Brasil. E tudo o que se consome incorpora energia na sua produção.
Assim sendo, esta solução não é uma boa solução.
Há ainda pessoas que têm fé de que no curto prazo vão ser feitas descobertas científicas que tornarão desnecessário a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera -a fusão nuclear a frio.

sábado, 8 de agosto de 2009

Nenhum dentre eles volveu a face para o Amanhecer da graça divina, salvo quem estivesse destituído de qualquer poder entre os homens.

Nenhum dentre eles volveu a face para o Amanhecer da graça divina, salvo quem estivesse destituído de qualquer poder entre os homens. E hoje, entretanto, todo o homem dotado de poder e investido de soberania se orgulha de Seu Nome.

Continua a referência ao facto de os poderosos e eruditos terem-No rejeitado. Ao invés, foram aqueles sem estatuto social ou de posição proeminente os primeiros a reconhecê-Lo e a darem testemunho.

Ora, se assim ocorreu com Jesus tal não se deveu a falta de erudição ou de acesso às Sagradas Escrituras mas antes ao “ídolo” das vãs fantasias.

Assim, a Soberania de Jesus foi reconhecida através do coração e da abnegação total do ego face ao Senhor.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Deixaram de atingir Sua presença, embora Seu advento lhes fosse prometido no Livro de Isaías, bem como nos Livros dos Profetas e dos Mensageiros.

Deixaram de atingir Sua presença, embora Seu advento lhes fosse prometido no Livro de Isaías, bem como nos Livros dos Profetas e dos Mensageiros.

É mais uma crítica aos mais proeminentes de entre o Povo, aqueles que estudavam as Escrituras, que falharam no reconhecimento do Prometido. Poderá ser entendido também como um aviso para o povo cristão não permitir que os eruditos de entre os seus os impeçam de reconhecer aquele que veio na “Glória do Pai”. Ou seja, o reconhecimento do Prometido não carece da aceitação dos líderes.

Poderemos questionar o quão convincentes são as profecias ou quais são sinais evidentes do seu cumprimento mas a Soberania de Jesus é actualmente visível.
Porque não foram as provas suficientes para os fariseus?

Poder-se-á repetir o mesmo julgamento, desta vez dos eruditos do cristianismo face a Bahá’u’lláh.

domingo, 12 de julho de 2009

Quão numerosos os fariseus que se haviam recolhido nas sinagogas em Seu nome

Quão numerosos os fariseus que se haviam recolhido nas sinagogas em Seu nome, lamentando-se por estarem d’Ele separados, e, no entanto, quando os portais da reunião de par em par se abriram e o Luminar Divino se irradiou, resplandecente, da Aurora da Beleza, eles desacreditaram em Deus, o Excelso, o Poderoso.

De acordo com o Evangelho (Mateus 2:4) desde há muito que o chefe dos fariseus esperavam por O Cristo. No entanto quando surgiu rejeitaram-No (João 7:45-9).

Bahá’u’lláh considera que pelo facto de os fariseus terem rejeitado Jesus "desacreditaram em Deus” – e com isso negaram O próprio Moisés. A comprovação desta ideia é feita pelo próprio Jesus “aquele que não honra o Filho, não honra o Pai que Me enviou” (João 5:23) e “não podereis conhecer a Mim nem ao Meu Pai, se me conhecêsseis também haveríeis de conhecer o Pai”. Bahá’u’lláh ensina que é somente através dos Manifestantes de Deus que a humanidade pode conhecer Deus (Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh,) tal como dito por Jesus “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão através de Mim” (João 14:6).

Primeiro Bahá’u’lláh refere-se ao facto de Jesus ter surgido com “domínio manifesto”, posteriormente considera que a Sua rejeição foi a rejeição de Deus, esclarecendo que a Sua soberania era a espiritual.

No próximo verso há a alusão às profecias do Antigo Testamento que anunciavam Jesus.

sábado, 20 de junho de 2009

Considera aqueles que rejeitaram o Espírito quando Ele lhes veio com domínio manifesto.


“Considera aqueles que rejeitaram o Espírito quando Ele lhes veio com domínio manifesto.”

O termo Espírito é utilizado muitas vezes na cultura Islâmica para designar Jesus. Embora no cristianismo seja menos recorrente.
Paulo refere-se a Espírito para designar Jesus e Deus (Carta aos Romanos 8:9).

Maomé refere-se a Jesus como o “Espírito de Deus” no Alcorão.
Bahá’u’lláh inicia esta Epístola questionando os cristãos sobre as objecções feitas à Sua pessoa. Agora estabelece um paralelo com as objecções com aqueles que rejeitaram Jesus.

No Evangelho é referido que foram os notáveis que mais se opuseram a Jesus, em particular os fariseus. Então a Beleza Antiga (um dos muitos títulos de Bahá’u’lláh) afirma que Jesus veio com “domínio manifesto”. Naturalmente que se coloca a questão se a soberania de Jesus era evidente porque razão não foi reconhecida? A que correspondia então o “domínio manifesto”? Jesus foi bastante explícito quando afirmou “o Meu Reino não é deste mundo”.

Bahá’u’lláh enfatiza que a soberania real é Espiritual e que este mundo é apenas um lugar de passagem.

Este argumento surge frequentemente nos Escritos Bahá’ís, demonstrando a soberania espiritual de Jesus. O que veio a colidir com as expectativas que os Judeus tinham para com o “seu” Messias que deveria ser governante (Mateus 2:3 -6 e João 12:12 – 13), com um trono (Isaías 9:6 – 7) e uma espada (66:16) tal como profetizado. É comummente aceite que estavam à espera de um Messias que os libertasse do jugo romano. Desta forma os fariseus não O viram sentado em nenhum trono, não governava o povo, não empunhava a espada. Então no seu humano julgamento, Ele não poderia ser o Messias.

No entanto, poderemos verificar passagens em que a Sua soberania é confirmada. Pedro em Actos dos Apóstolos (10:36) afirma ser Jesus “O Senhor de Todos”. João (18:37) afirma que Ele veio como um Rei, para Mateus a Sua espada eram os Seus ensinamentos (Mateus 10:34; carta aos Efésios 6:17,2; Coríntios 10:3-5) e sentou-se no trono de David (Lucas 1:32; Actos 7:49). Jesus veio para “libertar os cativos” (Lucas 4:18). Conforme a História confirma Jesus não libertou os Judeus do poderio romana, na realidade até vieram a sofrer o esmagamento de forma impiedosa durante os períodos correspondentes a Tito e Adriano.

A libertação correspondia à libertação do pecado e ao entendimento restritivo da Lei.

Assim, Bahá’u’lláh vai buscar exemplos históricos para contrapor às objecções dos cristãos, para que estes se coloquem na presença de Jesus aquando da Sua estada neste mundo contingente.

sábado, 6 de junho de 2009

65.º Aniversário do Dia-D


Venho escrever a propósito da comemoração do 65.º aniversário do “Dia-D”. Um dia que veio abreviar o maior conflito presenciado pela História, onde pereceram mais de cinquenta milhões de seres humanos.
Esta tragédia que se abateu sobre a humanidade foi profetizada por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’í, e considerado pelos Seus seguidores como o prometido de todas as relações anteriores.
No Seu Livro Sacratíssimo, revelado por volta de 1873, enviou um aviso ao Kaiser Guilherme I, sétimo rei da Prússia, foi aclamado imperador da Alemanha em Janeiro de 1871, em Versalhes, na França, logo após a vitória da Alemanha sobre a França na Guerra Franco-Prussiana:
Ó margens do Reno! Nos vos vimos cobertas de sangue, pois as espadas da represália desembainharam-se contra vós; e haverá ainda outra vez. E ouvimos os lamentos de Berlim, embora hoje esteja em glória conspícua.”
Os intérpretes autorizados de Bahá’u’lláh explicaram este texto considerando “cobertas de sangue”, como referentes à Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), e indicava que mais sofrimento estava por vir. O tratado opressivamente severo imposto à Alemanha após a sua derrota na Primeira Guerra Mundial “provocou os lamentos de Berlim”, que meio século antes, haviam sido objecto de tão poderosa profecia.
Gostava de chamar a atenção para “haverá ainda outra vez” parecendo-me uma referência inequívoca à Segunda Guerra Mundial – não tendo esta opinião pessoal qualquer valor vinculativo.
Neste mesmo Livro Sacratíssimo é referido aos “Governantes da América e Presidente das suas Repúblicas” o seguinte “Reuni vós os alquebrados com as mãos da justiça e esmagai o opressor que viceja, com o bastão dos mandamentos de vosso Senhor”.
Toda esta tragédia que ocorreu no Dia-D, tal como naqueles dias que o precederam ou antecederam, poderia ter sido evitada se os reis e governantes contemporâneos de Bahá’u’lláh, o “Espírito da Verdade” profetizado nos Evangelhos, Lhe tivessem dado ouvidos.

domingo, 31 de maio de 2009

Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome?

Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome? Por que razão não ponderais isto em vossos corações? Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.

A exclusão pelo nome é um tema já debatido no Novo Testamento entre Jesus e os fariseus. Altura que Ele clamou contra os julgamentos superficiais dos homens.
O nome ou título dos Profetas ou Mensageiros Divinos expressam a sua divindade como é o caso de “Cristo” que em grego significa “ungido”.

Assim, Bahá’u’lláh em árabe significa “Glória de Deus”. Sendo que nos Evangelhos é referido que o “Filho do Homem” virá na “Glória do Pai”.

Há várias referências no Antigo e Novo Testamento ao título “Glória de Deus”.
Poderá haver outras razões para os cristãos fazerem do título um “véu”.
Desde o facto de Pedro se referir que não poderá haver salvação sob o céu sem ser com Cristo.

No entanto no Apocalipse (19:13) há a referência a “Palavra de Deus”, o que encerra um significado mais abrangente.

Aquele que será o maior Profeta (sem almejar o título de Manifestante) do Antigo Testamento Isaías refere-se ao Messias com as seguintes palavras “e o seu será chamado de Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6).

Havendo no capítulo 7:14 a designação de “Emanuel”, que traduzido significa “Deus connosco”. Sabemos que esta profecia se refere à Pessoa de Jesus porque assim é testemunhado em Mateus (1:23).

Assim, é justo considerar que Bahá’u’lláh é uma referência a Jesus.
No livro do Apocalipse de São João (3:12) está referido: “…e escreverei sobre ele o Meu novo nome.” Ou (2:17 Dar-lhe-ei uma rocha branca e sobre a pedra um novo nome que ninguém conhece exceptuando quem a recebe.”

Bahá’u’lláh identifica-se a Ele próprio como Quem cumpre as profecias do Novo Testamento na continuação da Epístola.

Segue “Por que razão não ponderais isto em vossos corações?” clamando que a aceitação da Fé resulta da iluminação pelo Espírito Santo mais do que pela razão, como é o caso de quando Jesus perguntou aos Seus discípulos (ver onde está) “Quem dizeis que Eu Sou? ” ao que Pedro “Tu és o Cristo Filho do Deus Vivo” e Jesus disse que a resposta vinha do alto.

Prosseguindo com este parágrafo “Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.”

Ao referir-se a “Dia e Noite” poderá significar a totalidade do tempo, isto é correspondendo às 24 horas ou também poderá significar as épocas áureas simbolizadas por “dia” e as menos gloriosas ou sombrias por “noite”. “O céu da eternidade em Sua grande glória” poderá ser entendido como uma referência directa a o “Filho do Homem” virá “sobre as nuvens com grande poder e glória” (Mateus 24:30). Posteriormente nesta Epístola Bahá’u’lláh afirmará vir investido de grande poder e glória nos versos VI:2 e XVIII: 5.

No Livro da Certeza (Kitabi-I-Qan) é explicada o significado desta passagem, esclarecendo o significado de “céu” e “nuvens”.

O Termo "Céu" tem um significado espiritual no Livro do Apocalipse.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dize tu: Ó seguidores do Filho!

III . Dize tu: Ó seguidores do Filho!
A referência a “Seguidores do Filho” é uma referência inequívoca aos cristãos, no sentido holístico sem discriminar alguma das suas inúmeras divisões.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Senhor de todas as eras


II.
Esta é uma Epístola, oriunda de Nossa presença, dirigida àquele que os véus dos nomes não puderam impedir de Deus, o Criador da terra e do Céu, a fim de que seus olhos se alegrem nos dias de Seu Senhor, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si Próprio.


Esta Epístola encoraja os crentes a suportarem as dificuldades no reconhecimento de Sua Divindade. Dirige-se-lhes como sendo o “Senhor” – o Prometido por Jesus e Isaías. A referência a “véus” significa todos os factores que impedem os seres humanos de reconhecerem o “Senhor” tais como ignorância, vaidade ou o receio de perderam uma posição reconhecida.
O Amparo no perigo, o que subsiste por si próprio” confirma ser Ele o mediador enviado por Deus. Estando nós perante uma mediação material e espiritual.
Apesar de a Epístola ser dirigida a um crente (“àquele) deveremos entender como sendo dirigida a toda a humanidade – e em particular aos cristãos.
A referência a “seus olhos se alegrem” é um estímulo para as privações que um crente poderá sofrer ao seguir os ensinamentos de Bahá’u’lláh, aqueles que regerão a humanidade durante a Sua Dispensação. Os “dias de Seu Senhor” confirmam isso mesmo.
Bahá’u’lláh identifica-se como sendo “todos os Profetas” e assim o Senhor de todas as eras.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esta é a Mais Sagrada Epístola

Esta é a Mais Sagrada Epístola, a qual se fez descer do santo Reino àquele que volveu a face para o Objecto de adoração do mundo, para o Ser que veio do céu da eternidade, investido de glória transcendente.

Em nome do Senhor, o Senhor de grande glória.


Na abertura da Epístola Bahá’u’lláh refere-se à pessoa a quem esta Epístola é escrita, ao mesmo tempo que Ele se identifica como Quem é investido com autoridade por Deus.

A expressão “Objecto de adoração do mundo” é utilizada variadíssimas vezes por Bahá’u’lláh, reforçando a Sua Divina autoridade e como sendo o “Quibla”. É de referir que na Revelação Maometana O Profeta transferiu o “Quibla” de Jerusalém para Meca na Grande Mesquita em que o Ponto Central é Kaaba. Maomé sempre evitou ser Ele visto como o próprio “Quibla”, possivelmente como reacção à adoração que os cristãos faziam a Jesus colocando-o como igual a Deus. Nesta Revelação, e considerando o estado de maturidade do género humano, o Quibla para os Bahá’ís é o local em que Bahá’u’lláh está sepultado, neste caso Akka, no norte de Israel.

Expressões como “veio do Céu da eternidade” são claras associações às palavras de Jesus gravadas nos Evangelhos. Uma vez mais uma linguagem alegórica para reforçar a autoridade divina com que foi investido.

A palavra “Céu” é possuidora de vários significados tal como explicado no Kitab-i-Qan. Tendo sido utilizado no Antigo e Novo Testamento.

Ao afirmar “investido de glória transcendente” invoca Jesus e assegura a vitória da Sua Causa.

domingo, 3 de maio de 2009

Epístola de Bahá'u'lláh aos Cristãos - Introdução


Não há a certeza a quem foi dedicada esta Epístola. Sendo possível que tivesse sido revelada a um cristão sírio, Faris Effendi, que veio a aceitar a Fé Bahá’i.

A Epístola foi escrita em árabe. Tendo sido publicada na íntegra em inglês em “Epístolas de Bahá’u’lláh” (1978).

Lawh-i-Aqdas é uma reafirmação das “certezas” já proclamadas por Bahá’u’lláh. Pudemos mesmo encontrar algumas semelhanças entre esta Epístola e o “Kitáb-i-Iqan”.

No entanto, esta Epístola faz uma proclamação directa aos cristãos – marginalizando mesmo os muçulmanos na proclamação da Causa.

O título de “Epístola Sacratíssima” faz-nos crer que terá um significado glorioso.

Mesmo estando perante um caso especulativo podemos considerá-lo como representando o papel primordial que os cristãos terão na disseminação da Causa. O cumprimento das profecias cristãs têm-se mantido vivas e chegou a época da “colheita”, do cumprir das profecias. A receptividade à Fé Bahá’í na Sua terra natal, em particular, e no mundo islâmico em geral teve muitas semelhanças com aquela que ocorreu com Jesus de entre o Seu povo.

A própria forma como as Religiões se disseminaram e desenvolveram tem grandes semelhanças. O cristianismo teve os seus primeiros aderentes de entre os poucos judeus que aceitaram Jesus como Messias, logo estes transmitiram a nova Religião aos gregos – língua em que está preservada o Evangelho de São João. Paulo levou a Religião para a então longínqua Roma. Ou seja o cristianismo veio a “brilhar” essencialmente no Ocidente. Algo de semelhante pudemos entender que vai ocorrer que já está a ocorrer neste Nova Revelação.

Bahá’u’lláh nesta Epístola exorta os cristãos para não cometerem com Ele os mesmos erros que os fariseus cometeram com Jesus. Confirma ser o mesmo Espírito que veio outrora e que com Ele chegou a época da “colheita”, do cumprimento das profecias.
Conforme considerado na bibliografia por nós consultada é referido que Bahá’u’lláh utiliza muitas vezes uma linguagem que reflectem a Sua aparente herança cultural. Nesta Epístola são usados muitos termos comuns aos cristãos que poderão resultar de no próprio Alcorão serem várias as referências ao Novo e Antigo Testamentos e às pessoas do Messias e Moisés.

Logicamente que a Mensagem Bahá’í é universalista por natureza, dirige-se a toda a humanidade mas esta tem um carácter específico para os seguidores de Cristo até porque Bahá’u’lláh contrapõe-os aos muçulmanos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa vista por um Bahá’í


Neste época em que se comemora a Ressurreição de Jesus, a época por excelência do cristianismo, pelo menos em termos de doutrina, venho deixar o testemunho sobre este acontecimento por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’i, e Quem os Seus seguidores acreditam ser o “Espírito da Verdade” prometido no Evangelho.

Sabe tu que, quando o Filho do Homem rendeu Seu alento, a criação inteira chorou com grande pranto. Por Ele se haver sacrificado, entretanto, infundiu-se uma nova capacidade em todas as coisas criadas. Suas evidências, segundo se testemunha em todos os povos da terra, estão agora manifestas diante de ti. A mais profunda sabedoria que os sábios têm pronunciado, a mais completa erudição que qualquer mente tenha desvelado, as artes produzidas pelas mãos mais hábeis, a influência exercida pelo mais potente dos governantes, são apenas manifestações do poder vivificador que emana de Seu Espírito transcendente, predominante e esplendoroso.

Damos testemunho de que Ele, quando veio ao mundo, irradiou o esplendor de Sua glória sobre todas as coisas criadas. Por Seu intermédio, o leproso recuperou-se da lepra da perversidade e ignorância. Por ele os lascivos e refractários foram curados. Através de Seu poder, nascido de Deus Todo-Poderoso, os olhos dos cegos se abriram e a alma do pecador foi santificada.

A lepra pode ser interpretada como qualquer véu que se interponha entre o homem e o reconhecimento do Senhor, seu Deus. Quem se deixa d’Ele ser excluído é, em verdade, um leproso, que não há de ser lembrado no Reino de Deus, o Todo-Louvado. Damos testemunho de que, através do poder do Verbo de Deus, todo leproso foi purificado – curou-se toda doença e baniu-se toda enfermidade humana. Ele foi Quem purificou o mundo. Bem-aventurado, o homem que, com a face irradiante de luz, a ele se haja volvido.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Paradigmas


Karl Raimund Popper (1902/1994) filósofo , nascido na Áustria e naturalizado inglês)considerou: “cada problema surge da descoberta de que algo não está de acordo com nosso suposto conhecimento; ou, examinado em termos lógicos, da descoberta de uma contradição interna entre nosso suposto conhecimento e os factos.”
As hipóteses provisórias são, então, submetidas a testes que ofereçam as mais severas condições para a crítica.
Mas os únicos testes possíveis são aqueles que, eventualmente podem mostrar que a hipótese é falsa. Não existe maneira em ciência de se mostrar que uma hipótese é correcta ou verdadeira. Assim, as hipóteses científicas se credenciam por meio de testes de falseabilidade. Isso quer dizer que em ciência, podemos ter certeza quando estamos errados, mas nunca poderemos ter a certeza de estarmos certos.
Luis Carlos Bombassaro, professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil afirma: “Especialmente em ciência, aquele que julga ter encontrado uma resposta conclusiva dá mostras não somente de seu fracasso, mas também do fracasso da própria ciência. Aquele que for incapaz de transpor os limites do pensamento dogmático, impostos pela educação científica formal, e não aceitar o jogo do pensamento crítico está longe de fazer ciência, pois não poderá resistir à constante transformação das teorias, à mudança conceptual e ao cada vez mais célere avanço do conhecimento.”
Isto vem um pouco a propósito de muita boa gente se escandalizar pelas correntes de opinião norte-americanas que livremente defendem a criação do Universo em 6 dias - eles têm o direito de fazer e (nós) não podemos considerá-los como absurdos e merecedores do silêncio ou ostracização por consideramos que as suas ideias não têm fundamento (segundo o que cremos, eu incluído).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DNA/RNA

Todo o organismo vivo apresenta características visíveis tais como cor, estrutura, tamanho ou outras.
Estas características formam o seu fenótipo, que é determinado pela interacção entre o genótipo do organismo e o meio em que ele vive. O genótipo corresponde ao conjunto de informações contidas no material genético de um organismo. Estas informações ditam como o organismo será construído e mantido enquanto ser, são reproduzidas a cada divisão celular e podem ser herdadas no momento da reprodução.
A genética é a área da Biologia que se dedica ao estudo de genes. Os genes são as principais unidades de informação biológica contidas no material genético de um organismo. Um gene armazena as instruções para sintetização de moléculas que participam de reacções metabólicas que ocorrem na célula. Na maioria dos organismos, os genes, assim como todo o material genético dos organismos, são compostos de DNA. Existem alguns vírus, denominados retrovírus que possuem material genético
composto de RNA.

DNA & RNA
O DNA ou ácido desoxirribonucleíco é um dos dois tipos de ácidos nucleícos encontrados dentro da célula de um organismo. É um polinucleotídeo composto por 4 tipos de nucleotídeos diferentes.
Cada nucleotídeo é composto por três partes: uma pentose denominada desoxirribose, um grupo fosfato e uma base nitrogenada que é diferente em cada um dos 4 tipos de nucleotídeos.

O outro tipo de ácido nucleíco é o RNA ou ácido ribonucleíco. A sua composição química é similar à do DNA.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Alterações climáticas (geral)

As alterações climáticas são um facto científico incontestável. Não é fácil de prever com precisão o impacto inerente às emissões de gases com efeito de estufa, e há muita incerteza científica no que respeita à capacidade de previsão. Mas sabemos o suficiente para reconhecer que estão em jogo sérios riscos, potencialmente
catastróficos, incluindo o degelo das calotes glaciares na Gronelândia e na Antárctida Ocidental (o que deixaria muitos países submersos) e as alterações no curso da Corrente do Golfo, significando alterações climáticas dramáticas.
A prudência e a preocupação com o futuro dos nossos filhos e dos seus filhos exigem que actuemos agora, como forma de seguro contra possíveis e significativas perdas. O facto de não conhecermos as probabilidades de tais perdas, ou quando terão lugar, não
é um argumento válido para não tornarmos medidas de precaução. Sabemos que o perigo existe. Sabemos que os danos causados pela emissão dos gases com efeito de estufa serão irreversíveis por muito tempo.
Sabemos que os danos aumentarão por cada dia em que não actuarmos.
Mesmo que vivêssemos num mundo onde todos tivessem o mesmo nível de vida e sofressem o impacto causado pelas alterações climáticas da mesma forma, teríamos, ainda assim, de agir. Se o mundo fosse um único país, e os seus cidadãos usufruíssem do mesmo
nível de rendimentos, e todos estivessem mais ou menos expostos aos efeitos das alterações climáticas, a ameaça de aquecimento global podia ainda, no final
deste século, provocar danos substanciais ao bem-estar e prosperidade humanos.
Na verdade, o mundo é um lugar heterogéneo: as pessoas têm diferentes níveis de rendimentos e riqueza, e as alterações climáticas irão diferenciar as regiões
afectadas. Para nós, esta é a razão que nos deve levar a actuar rapidamente. As alterações climáticas já afectam, em todo o mundo, algumas das comunidades mais pobres e vulneráveis. Um aumento mundial de 3ºC na temperatura média nas próximas décadas (em comparação com as temperaturas pré-industriais) resultaria numa série de aumentos localizados que, em algumas regiões, poderiam atingir duas vezes aquele
valor. O efeito que as secas, as perturbações climatéricas acentuadas, as tempestades tropicais e a subida dos níveis do mar terão em extensas áreas de África,
pequenos estados insulares e zonas costeiras será sentido durante as nossas vidas. Estes efeitos, a curto prazo, podem não ser muito significativos em termos da totalidade do produto interno bruto (PIB) mundial.
Mas para alguns dos mais pobres povos da Terra, as consequências poderiam ser apocalípticas.
A longo prazo, as alterações climáticas são uma ameaça massiva ao desenvolvimento humano e, em alguns lugares, já minam os esforços da comunidade internacional para reduzir a pobreza extrema.
Conflitos violentos, recursos insuficientes, falta de coordenação e políticas insuficientes continuam a atrasar o progresso do desenvolvimento, especialmente
em África. No entanto, assinalam-se avanços significativos em alguns países. O Vietname, por exemplo, conseguiu reduzir os níveis de pobreza em metade e alcançou a escolaridade básica para toda a população, muito antes de 2015, altura para a qual se
O modo como actuamos hoje relativamente às alterações climáticas acarreta consequências que perdurarão um século ou mais. Num futuro próximo, o resultado das emissões de gases com efeito de estufa não será reversível. Os gases retentores de calor emitidos em 2008 irão permanecer na atmosfera até 2108, e até para além disso. Por isso, as escolhas que actualmente fazemos não afectam apenas as nossas vidas, mas mais ainda as dos nossos filhos e netos. Isto faz das alterações climáticas
um problema único, e mais difícil do que outros desafios políticos.