terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Unidade do Género Humano

Unidade

Ó meu Deus! Ó meu Deus! Une os corações de Teus servos e revela-lhes Teu grande Plano. Que sigam Teus mandamentos e permaneçam firmes em Tua Lei. Ajuda-os, ó Deus, em seus esforços, e concede-lhes o poder de te servirem.

Ó Deus, não abandones a si mesmos, mas guia seus passos pela luz do conhecimento e, com Teu amor, alegra seus corações. Em verdade, Tu és seu amparo, e seu Senhor.

Bahá`u`llah

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Taquião


O taquião (que em Grego significa rápido) é uma partícula hipotética que viaja mais
rapidamente do que a luz. Contrariamente ao que se afirma em muitos textos
introdutórios de Relatividade Restrita, a sua existência não viola esta teoria, embora
seja necessário modificar algumas das noções tradicionais de causalidade.
De alguma forma deveríamos encurtar o espaço ou mesmo penetrá-lo.

Mais pormenorizadamente: http://cosmo.fis.fc.ul.pt/~crawford/artigos/1-tempo.pdf


domingo, 8 de agosto de 2010

Alma e Sono

Aproveitando o balanço da Escola de Verão passo um excerto da Selecção dos Escritos de Bahá'u'lláh.

Quanto à tua pergunta sobre os mundos de Deus. Sabe tu em verdade que os mundos de Deus são incontáveis em seu número e infinitos em seu âmbito. Ninguém os pode avaliar ou compreender, salvo Deus o Omnisciente, a Suma Sabedoria. Considera teu estado enquanto adormecido. Verdadeiramente, digo, este fenómeno é o mais misterioso dos sinais de Deus entre os homens - fossem eles ponderá-lo em seus corações. Vê como a coisa que viste em teu sonho se realiza plenamente após um tempo considerável. Se o mundo em que te encontraste em teu sonho tivesse sido idêntico ao mundo em que vives, o ocorrido nesse sonho, necessariamente, se realizado neste mundo no mesmo momento. Se assim fosse, tu mesmo terias dado testemunho disso. Não sendo o caso, entretanto, segue-se, forçosamente, ser o mundo em que vives diferente e e separado daquele que experimentaste em teu sonho. Este último não tem princípio , nem fim. Seria verdade se fosses arguir que esse mesmo mundo, segundo o decreto de Deus, o Todo -Glorioso e Omnipotente, esteja dentro do teu próprio ser, envolvido dentro de ti. Seria verdade, outrossim, manter que teu espírito , havendo transcendido as limitações do sono e se despido de todo a ligação terrena, tivesse sido levado a atravessar, segundo acto de Deus, um reino que jaz oculto na mais íntima realidade deste mundo.

(Selecção dos Escrito de Bahá'u'lláh, página 101)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Decisão/Debate

Sobre Um texto de António Saraiva no Sol.

... calcanhar de Aquiles da maioria dos políticos portugueses está na dificuldade de decisão.
Em geral, os portugueses não gostam de decidir.
São um povo de meias-tintas.
Evitam fazer opções claras, cortar a direito, resolver as coisas de uma vez.
Não gostam de dizer ‘sim’ ou ‘não’ – refugiam-se muitas vezes no ‘nim’.
A grande superioridade de Cavaco Silva relativamente aos seus antecessores no cargo residiu exactamente numa boa capacidade de decisão.
Que lhe permitiu verdadeiramente fazer obra – coisa que nenhum 1.º-ministro tinha conseguido no pós-25 de Abril.
José Sócrates foi o chefe do Governo que se aproximou mais de Cavaco no que respeita a esta característica.
Isso, aliás, já se tinha notado aquando da sua passagem pelo Governo de Guterres, em que revelou gosto por resolver problemas e força interior para não ceder a pressões.
Numa palavra, revelou garra.
....
Uma coisa é certa: o socratismo está de certo modo esgotado.
Posta assim a questão, nem seria mau encontrar um ‘novo Sócrates’ de outra área.
Seria uma espécie de segundo fôlego do socratismo, com novos protagonistas.
Só que não acredito que Passos Coelho seja esse homem.
A minha suspeita funda-se no facto de estar sempre a dizer: ‘Criei uma comissão para estudar isto, criei outra comissão para estudar aquilo, é preciso um think tank para isto, outro para aquilo…’.
Ora, quando ouço este tipo de declarações, lembro-me sempre de uma frase de Salazar: «Quem quer fazer, faz; quem não quer, nomeia uma comissão».
O país não precisa de estar sempre a voltar ao princípio, de repetir estudos que já foram feitos e acabaram numa gaveta, de nomear novas comissões, novos grupos de trabalho: o país precisa de quem pegue nos problemas, veja com olhos de ver os erros que se cometeram – e seja capaz de cortar a direito.

...
Devo dizer que este blog é necessariamente apartidário. Já gostaria de ter pegado neste texto a semana passada mas deixei passar uma semana para fugir do calor do debate partidário.

António Saraiva é um jornalista de quem aprecio a exposição de suas ideias, concordando no maior caso com elas.

Neste caso também não posso discordar da co-relação que ela faz entre decisão e debate. Não regozijo mas concordo.

É pena que entre nós as coisas assim surjam, quem dialoga, quem escuta os outros não pode ser bom timoneiro porque não sabe ou não é capaz de decidir. Ouvir os outros, consultar é de alguma forma um sinónimo de fraqueza.

Como é evidente não é exclusivamente português. Mas lembro-me de durante a minha estada em Israel ter sido confrontado com outras culturas, nomeadamente a norte-americana, em que autoritarismo não é sinal de autoridade e o cumprimento de horários não é apanágio de qualquer sistema ditatorial.

É verdade que a nossa cultura vai evoluindo e a visão de outrora em muitos casos já está ultrapassada. Votar para decidir é frequente em pequenas coisas, em pequenos grupos. Mas a consulta de ideias em que aceitar uma sugestão de outrem e fazê-la cumprir ainda não é inteiramente aceite.

domingo, 28 de março de 2010

Páscoa vista por um Bahá’í

Páscoa vista por um Bahá’í

Neste época em que se comemora a Ressurreição de Jesus, a época por excelência, em termos de doutrina, do cristianismo venho deixar o testemunho sobre este acontecimento por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’i, e de Quem os Seus seguidores acreditam ser o “Espírito da Verdade” prometido no Evangelho.

Sabe tu que, quando o Filho do Homem rendeu Seu alento, a criação inteira chorou com grande pranto. Por Ele se haver sacrificado, entretanto, infundiu-se uma nova capacidade em todas as coisas criadas. Suas evidências, segundo se testemunha em todos os povos da terra, estão agora manifestas diante de ti. A mais profunda sabedoria que os sábios têm pronunciado, a mais completa erudição que qualquer mente tenha desvelado, as artes produzidas pelas mãos mais hábeis, a influência exercida pelo mais potente dos governantes, são apenas manifestações do poder vivificador que emana de Seu Espírito transcendente, predominante e esplendoroso.
Damos testemunho de que Ele, quando veio ao mundo, irradiou o esplendor de Sua glória sobre todas as coisas criadas. Por Seu intermédio, o leproso recuperou-se da lepra da perversidade e ignorância. Por ele os lascivos e refractários foram curados. Através de Seu poder, nascido de Deus Todo-Poderoso, os olhos dos cegos se abriram e a alma do pecador foi santificada.

A lepra pode ser interpretada como qualquer véu que se interponha entre o homem e o reconhecimento do Senhor, seu Deus. Quem se deixa d’Ele ser excluído é, em verdade, um leproso, que não há de ser lembrado no Reino de Deus, o Todo-Louvado. Damos testemunho de que, através do poder do Verbo de Deus, todo leproso foi purificado – curou-se toda doença e baniu-se toda enfermidade humana. Ele foi Quem purificou o mundo. Bem-aventurado, o homem que, com a face irradiante de luz, a ele se haja volvido
.”

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Naw Rúz


O Ano Novo (Naw Rúz) aproxima-se para os Bahá'ís, sendo coincidente com o equinócio da Primavera.

A simbologia de uma nova vida está presente nesta data. Durante o mês (de 19 dias) que antecede o Ano Novo os Bahá'ís devem-se abster de alimentos entre o nascer do Sol e Pôr-do-Sol, estando presente a noção do contacto que temos com a Natureza e com os Corpos Celestes - neste caso o "Astro-Rei".

A religião Bahá’i é a religião da Beleza. O mundo futuro dever-se-á apresentar bastante diferente das imagens que nos vão sendo oferecidas. De forma alguma se assemelhará ao género de filmes de ficção científica em que tudo surge feito de material sintético. As Escrituras Bahá’is estão imbuídas de imagens encontradas na Natureza e os Seus lugares Sagrados são embelezados por jardins.
Bahá’u’lláh refere-se a Si Próprio como:

“A Primavera Divina” ,“O Rouxinol do paraíso que canta sobre a Árvore da Eternidade com santas e suaves melodias” , “Sou Eu o Sol da Sabedoria do Oceano do Conhecimento. Dou alento aos esmorecidos e revivifico os mortos. Sou a Luz que guia, que ilumina o caminho. Sou o Falcão real, no braço do Omnipotente. De cada ave desfalecida, desdobro as asas caídas e impulsiono-lhe o voo”.

A beleza é um ornamento que é intrínseco à própria Revelação Bahá’i.

No início do Livro Sacratíssimo Bahá’u’lláh diz:

“Observai os Meus Mandamentos por Amor à Minha beleza.”

Nas Palavras Ocultas Ele diz:

”Velado em Meu Ser imemorial e na eternidade antiga de Minha Essência, conheci Meu amor por ti e assim te criei, gravando em ti Minha imagem e revelando-te Minha beleza.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Absoluto


Este meu blog tem andado pouco activo, tendo-o aberto mais para consulta do "Povo de Bahá" ou "Herdeiro de Aécio".
Resolvi então volver com as Máximas e interlúdios de Frederico Nietzche:

"A objecção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia."

Acredito haver algo aqui de profundamente sábio.
Quando somos ardentes seguidores de uma ideologia (que pode ser religiosa, como é o meu caso) podemos facilmente cair no excesso de zelo e considerar que o outro não é digno de nós por levar as coisas sagradas de forma ligeira - quando as considera.
Assim penso que o absoluto, o óptimo são sempre conceitos a ter alguma reserva.
Se "o óptimo é inimigo do bom", então prefiro ser apenas bom.
Perdoem a imodéstia, um bom Bahá'í.