segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Edwin Huble

Em 1929 o astrónomo norte-americano Edwin Huble (1889-1953) observou que as estrelas vão se afastando umas das outras como se se tivessem originado duma singular explosão cósmica. Este fenómeno inspirou a teoria do Big-Bang, a hipótese de que o universo estaria num estado de expansão após ter surgido violentamente de uma só fonte há biliões de anos. Esta teoria foi confirmada em 1964 com a detecção de radiação cósmica antecedente, que foi considerada como sendo calor residual anterior à explosão. Experiências têm confirmado que o universo está de facto a arrefecer, ou seja em expansão.
‘Abdu’l-Bahá equaciona a criação de um planeta com a existência do seu próprio universo:

"É uma verdade, embora das mais obscuras, que o mundo da existência - este universo infinito, não teve começo...A Essência da Unidade, isto é a existência de Deus, é duradoura, eterna, não tendo começo nem fim -é certo que também não há para esse mundo existente, esse infinito universo, nem começo nem fim. Pode acontecer, é verdade que uma das partes do universo, um dos astros, por exemplo, venha a existir ou a decompor-se, mas ainda existiriam outros astros sem conta; o universo não seria destruído por isso, nem perderia sua ordem. Não, a existência é perpétua, é eterna. Como todo o astro teve o seu começo, terá forçosamente seu fim, desde que toda a composição - seja colectiva, ou individual - há de desfazer. A única diferença é que algumas se decompõem rapidamente, e outras com lentidão, mas é impossível que um ser composto não venha a decompor-se.

Devemos saber, portanto, o que era, a princípio, cada uma das existências, pois, sem a menor dúvida, a origem foi uma só, assim como a origem de todos os números é um e não dois. Evidentemente, a matéria foi uma desde o começo e, em cada elemento, esta mesma matéria aparecia sob aspectos diferentes, sendo assim produzidas várias formas; e esses aspectos diversos, à medida que se produziam, tornavam-se constantes, sendo cada elemento especializado. Essa constância, porém, não era definida; só depois de muito tempo atingiu plena realização, ou existência perfeita. Esses elementos vinham então a se compor, organizar e combinar numa infinidade de formas; ou melhor, resultaram da combinação desses elementos, inúmeros seres.”[i]
[i] Abdu’l-Bahá, Esplendor da Verdade página 155, 156