quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esta é a Mais Sagrada Epístola

Esta é a Mais Sagrada Epístola, a qual se fez descer do santo Reino àquele que volveu a face para o Objecto de adoração do mundo, para o Ser que veio do céu da eternidade, investido de glória transcendente.

Em nome do Senhor, o Senhor de grande glória.


Na abertura da Epístola Bahá’u’lláh refere-se à pessoa a quem esta Epístola é escrita, ao mesmo tempo que Ele se identifica como Quem é investido com autoridade por Deus.

A expressão “Objecto de adoração do mundo” é utilizada variadíssimas vezes por Bahá’u’lláh, reforçando a Sua Divina autoridade e como sendo o “Quibla”. É de referir que na Revelação Maometana O Profeta transferiu o “Quibla” de Jerusalém para Meca na Grande Mesquita em que o Ponto Central é Kaaba. Maomé sempre evitou ser Ele visto como o próprio “Quibla”, possivelmente como reacção à adoração que os cristãos faziam a Jesus colocando-o como igual a Deus. Nesta Revelação, e considerando o estado de maturidade do género humano, o Quibla para os Bahá’ís é o local em que Bahá’u’lláh está sepultado, neste caso Akka, no norte de Israel.

Expressões como “veio do Céu da eternidade” são claras associações às palavras de Jesus gravadas nos Evangelhos. Uma vez mais uma linguagem alegórica para reforçar a autoridade divina com que foi investido.

A palavra “Céu” é possuidora de vários significados tal como explicado no Kitab-i-Qan. Tendo sido utilizado no Antigo e Novo Testamento.

Ao afirmar “investido de glória transcendente” invoca Jesus e assegura a vitória da Sua Causa.

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