sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa vista por um Bahá’í


Neste época em que se comemora a Ressurreição de Jesus, a época por excelência do cristianismo, pelo menos em termos de doutrina, venho deixar o testemunho sobre este acontecimento por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’i, e Quem os Seus seguidores acreditam ser o “Espírito da Verdade” prometido no Evangelho.

Sabe tu que, quando o Filho do Homem rendeu Seu alento, a criação inteira chorou com grande pranto. Por Ele se haver sacrificado, entretanto, infundiu-se uma nova capacidade em todas as coisas criadas. Suas evidências, segundo se testemunha em todos os povos da terra, estão agora manifestas diante de ti. A mais profunda sabedoria que os sábios têm pronunciado, a mais completa erudição que qualquer mente tenha desvelado, as artes produzidas pelas mãos mais hábeis, a influência exercida pelo mais potente dos governantes, são apenas manifestações do poder vivificador que emana de Seu Espírito transcendente, predominante e esplendoroso.

Damos testemunho de que Ele, quando veio ao mundo, irradiou o esplendor de Sua glória sobre todas as coisas criadas. Por Seu intermédio, o leproso recuperou-se da lepra da perversidade e ignorância. Por ele os lascivos e refractários foram curados. Através de Seu poder, nascido de Deus Todo-Poderoso, os olhos dos cegos se abriram e a alma do pecador foi santificada.

A lepra pode ser interpretada como qualquer véu que se interponha entre o homem e o reconhecimento do Senhor, seu Deus. Quem se deixa d’Ele ser excluído é, em verdade, um leproso, que não há de ser lembrado no Reino de Deus, o Todo-Louvado. Damos testemunho de que, através do poder do Verbo de Deus, todo leproso foi purificado – curou-se toda doença e baniu-se toda enfermidade humana. Ele foi Quem purificou o mundo. Bem-aventurado, o homem que, com a face irradiante de luz, a ele se haja volvido.

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