domingo, 27 de setembro de 2009

Frederico Nietzsche


Nietzsche já desde há muito que é um filósofo fascinante (acreditando nesta generalização) basta ver as diferentes escolas que de alguma forma se consideram suas seguidoras.
Uma delas era aquela pertencente à maior aberração ideológica do século passado, a nazi, marcadamente anti-semita - nomeadamente Rosenberg, filósofo medíocre e pretenso seguidor de Nietzsche.
A verdade é que através da perversão de suas ideias e da cumplicidade activa de sua irmã conseguiram (ou tentaram) suportar este desvio manifesto. O que veio a considerar Frederico Nietzsche como um filósofo maldito por muitos.
No entanto transcrevo um excerto sobre o seu pensamento sobre os judeus em "Para além de bem e mal":
O que deve a Europa aos judeu? - Muitas coisas, boas e más, e sobretudo uma, que é ao mesmo tempo das melhores e das piores: o grande estilo na moral, a terrível majestade de infinitas exigências, de infinitos significados, todo o romantismo e todo o carácter sublime das problemáticas morais - e, por conseguinte, justamente a parte mais atraente, mais capciosa e mais seleccionada daqueles jogos de cor e daquelas seduções e que nos incitam a viver, em cuja cintilância arde hoje ainda o céu da nossa cultura europeia, o seu céu crepuscular - e talvez se apague. Nós os artistas entre os espectadores e filósofos sentimos por isso, para com os judeus - gratidão.