sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O que é um Planeta?


O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de
Lisboa (Vários, 2001) define “planeta” como “astro sem luz própria que gira em torno do Sol ou de outro planeta, descrevendo uma órbita de pequena excentricidade”. Note-se que esta definição exclui os cometas (porque têm órbitas muito excêntricas) e os planetas extra-solares (já catalogados umas dezenas, mas que não orbitam à volta do Sol) mas inclui um número imenso de asteróides (e todas as partículas dos anéis de Saturno, Úrano e Neptuno).

Vamos limitar um pouco esta definição, considerando que só é planeta um corpo de massa suficientemente grande para ter tomado uma forma “aproximadamente” esférica por acção da gravidade, o que tem outra consequência: uma estrutura interna concêntrica e descontínua por efeito de segregação gravitacional. Isto deixa-nos com:
- os oito planetas principais, Mercúrio, Vénus, a Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, e Neptuno - os planetas anões, Plutão, Ceres e Eris (e Orcus, e Cedna, e Quaoar) e os maiores satélites destes planetas
- a Lua (da Terra)
- Io, Europa, Ganimedes e Calisto (de Júpiter)
- Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Jápeto e Fébe (de Saturno)
- Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon (de Úrano)
- Tritão (de Neptuno)
- Caronte (de Plutão).

Destes vinte e nove planetas, apenas quatro são inacessíveis aos geólogos: os gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno – os planetas jovianos. Todos os outros são planetas telúricos, o que nos deixa interessantíssimas perspectivas de trabalho para os próximos séculos.

Veremos se são habitáveis ou não. Por nós ou outros seres vivos - funcionando o não a carbono como estrutura prima.

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