domingo, 31 de maio de 2009

Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome?

Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome? Por que razão não ponderais isto em vossos corações? Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.

A exclusão pelo nome é um tema já debatido no Novo Testamento entre Jesus e os fariseus. Altura que Ele clamou contra os julgamentos superficiais dos homens.
O nome ou título dos Profetas ou Mensageiros Divinos expressam a sua divindade como é o caso de “Cristo” que em grego significa “ungido”.

Assim, Bahá’u’lláh em árabe significa “Glória de Deus”. Sendo que nos Evangelhos é referido que o “Filho do Homem” virá na “Glória do Pai”.

Há várias referências no Antigo e Novo Testamento ao título “Glória de Deus”.
Poderá haver outras razões para os cristãos fazerem do título um “véu”.
Desde o facto de Pedro se referir que não poderá haver salvação sob o céu sem ser com Cristo.

No entanto no Apocalipse (19:13) há a referência a “Palavra de Deus”, o que encerra um significado mais abrangente.

Aquele que será o maior Profeta (sem almejar o título de Manifestante) do Antigo Testamento Isaías refere-se ao Messias com as seguintes palavras “e o seu será chamado de Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6).

Havendo no capítulo 7:14 a designação de “Emanuel”, que traduzido significa “Deus connosco”. Sabemos que esta profecia se refere à Pessoa de Jesus porque assim é testemunhado em Mateus (1:23).

Assim, é justo considerar que Bahá’u’lláh é uma referência a Jesus.
No livro do Apocalipse de São João (3:12) está referido: “…e escreverei sobre ele o Meu novo nome.” Ou (2:17 Dar-lhe-ei uma rocha branca e sobre a pedra um novo nome que ninguém conhece exceptuando quem a recebe.”

Bahá’u’lláh identifica-se a Ele próprio como Quem cumpre as profecias do Novo Testamento na continuação da Epístola.

Segue “Por que razão não ponderais isto em vossos corações?” clamando que a aceitação da Fé resulta da iluminação pelo Espírito Santo mais do que pela razão, como é o caso de quando Jesus perguntou aos Seus discípulos (ver onde está) “Quem dizeis que Eu Sou? ” ao que Pedro “Tu és o Cristo Filho do Deus Vivo” e Jesus disse que a resposta vinha do alto.

Prosseguindo com este parágrafo “Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.”

Ao referir-se a “Dia e Noite” poderá significar a totalidade do tempo, isto é correspondendo às 24 horas ou também poderá significar as épocas áureas simbolizadas por “dia” e as menos gloriosas ou sombrias por “noite”. “O céu da eternidade em Sua grande glória” poderá ser entendido como uma referência directa a o “Filho do Homem” virá “sobre as nuvens com grande poder e glória” (Mateus 24:30). Posteriormente nesta Epístola Bahá’u’lláh afirmará vir investido de grande poder e glória nos versos VI:2 e XVIII: 5.

No Livro da Certeza (Kitabi-I-Qan) é explicada o significado desta passagem, esclarecendo o significado de “céu” e “nuvens”.

O Termo "Céu" tem um significado espiritual no Livro do Apocalipse.

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