quinta-feira, 28 de junho de 2007

Adaptação do Modelo de Evolução à Sociedade

Karl Marx (1818-83), fundador do “socialismo científico”, era um admirador de Darwin. Baseou-se na teoria evolucionária para a aplicar à sociedade, o modelo de “materialismo dialéctico”. Para Marx se na Natureza novas formas de vida transformam o ambiente e criam nichos que lhes são favoráveis, para posteriormente serem substituídas por novas formas de vida já mais avançadas e que transformarão o ambiente, de modo a lhes ser favoráveis, então na história humana a tecnologia e economia criaram classes sociais que se sobrepuseram às anteriores. Marx entendia as instituições religiosas como adaptações sociais inconscientes das classes dominantes a fim de preservarem o seu poder. A religião seria o “ópio do povo”, prometendo a recompensa eterna em troca de obediência, evitando a fúria do povo pela exploração a que estava sujeito.

Andrew Carnegie (1835-1919), nos EUA, justificava que no capitalismo aqueles mais adaptados eliminassem os mais fracos. A sua filosofia positivista entendia que os mais fortes e eficientes sobrevivessem. No entanto, esta linha de pensamento não impediu a sua dedicação a actividades filantrópicas.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Mendel

Paralelamente aos trabalhos de Darwin, Gregor Mendel (1822-84), monge austríaco, fez um estudo que se baseava no cruzamento de diferentes géneros de ervilhas e postulou a existência de factores herdados de uma geração para outra não combinados.

Estes factores mais tarde vieram a ser designados de genes, e resolveram o problema da hereditariedade na teoria darwinista.

A Fé Bahá’i aceita o fenómeno da evolução de vida na Terra mas que essa evolução não ocorreu de forma casual. Nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá:

Moisés ensinou que o mundo surgiu nos seis dias de criação. Isto é uma alegoria, uma forma simbólica que o mundo evoluiu gradualmente. Darwin pode referir-se a Moisés na sua teoria de evolução. Deus não permitiu que o mundo viesse à existência de uma só vez, melhor dizendo o sôpro divino da vida manifestou-se no mandamento da Palavra de Deus, Logos, que gerou e produziu o mundo. Temos então um processo progressivo de criação, e não de uma só vez. Os dias da criação de Moisés representam o tempo em milhões de anos. De Pitágoras até Ibn-i-Síná (conhecido como Avicenna) para os “irmãos crentes de Basra”, através de Darwin e para as manifestações abençoadas do Báb e Bahá’u’lláh, ambos cientistas e Profetas têm testemunhado a criação progressiva do Logos (o sopro divino da vida). As teorias monisticas e darwinistas de evolução e origem das espécies não são materialistas, ideias ateístas; são verdades religiosas que os ímpios e os iludidos têm utilizado injustamente nas suas campanhas contra a religião e a Bíblia.”[i]



[i] Science and Religion pág 90, tradução minha (sem valor oficial)

terça-feira, 26 de junho de 2007

O Modelo da Evolução

Charles Darwin com o seu livro “Origem das Espécies” colidiu com os ensinamentos da Igreja sob a formação do Homem. Para Darwin (1809-82) as espécies evoluíram de suas formas ancestrais, incluindo o Homem, até atingiram a sua forma actual, as populações produzem mais indivíduos do que aqueles que podem sobreviver perante os recursos disponíveis, havendo uma competição para estes mesmos recursos onde apenas os mais aptos sobrevivem. Os descendentes não seriam iguais aos seus progenitores, antes trariam consigo algumas mudanças. Mas faltava explicar a razão porque os descendentes eram diferentes dos progenitores.

Para ele a sobrevivência dos mais aptos, “selecção natural”, permitiria o evoluir de diferentes espécies. Ele acreditava que ao longo dos tempos e através da selecção natural os diferentes milhões de espécies existentes na Terra se foram formando a partir de outras anteriores e que a actual complexa árvore da vida resulta de uma semente que seria uma simples forma de vida. Ele considerava que os seres humanos e símios teriam um antepassado comum actualmente extinto.


Darwin tinha a consciência que a apresentação da sua teoria evolucionista causaria escândalo e revolta nos meios religiosos, de forma que durante muitos anos Darwin apenas partilhava as suas ideias com os seus amigos mais próximos. No entanto, Alfred Russel Wallace, naturalista galês, e também seguidor da linha evolucionista, enviou a Darwin um esboço da tese de sobrevivência dos mais aptos para ele comentar. Darwin apesar de surpreendido e algo atemorizado foi obrigado a publicar a sua ideia se ele quisesse ter algum crédito na originalidade do seu trabalho. A “Origem das Espécies” foi publicado em 1859.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Contínuas pesquisas científicas

John Dalton (1766-1844), químico inglês, construiu a primeira tabela atómica, com o peso dos diferentes átomos a serem descriminados. Era uma clara vitória nas constantes especulações sobre a estrutura atómica da matéria.





Faraday (1791-1867) explicou o funcionamento da electricidade e magnetismo. Mais tarde James Maxwell (1831-1879) deu um grande passo em frente neste assunto com a descoberta das partículas electromagnéticas.
As contínuas pesquisas científicas vieram a considerar cada vez mais o homem como parte do mundo material, diferenciando-se dos outros seres por ser o único capaz de entender e estudar a própria matéria que o constitui.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Isaac Newton

Isaac Newton (1642-1727) reinterpretou os trabalhos de Galileu e juntou uma concepção matemática para a gravitação universal. Tal como Descartes Newton entendia o universo como uma vasta máquina montada por Deus que funcionava de forma inalterável. No entanto, ao contrário de Descartes, a relação de Deus com as Suas criaturas não parece ter preocupado Newton. Houve duas grandes alterações relativamente aos trabalhos de Galileu. A lei do movimento, todos os corpos mantêm o seu estado de repouso ou de movimento rectilíneo a menos que sejam submetidos a uma força. Esta lei prolonga o conceito de inércia aos corpos em repouso e muda o conceito de inércia de movimento de circular para recto. A segunda lei de movimento é que a mudança de movimento é proporcional à quantidade de força empregue e que o corpo se dirige para a linha recta em que a força é imprimida; maior a força empregue maior será a aceleração. Quando uma alteração surge ocorre na direcção em que a força foi exercida; o movimento em qualquer outra direcção não aumenta nem diminui. Newton era um defensor da teoria de atracção mútua que, combinado com o seu mecanismo de improviso do sistema solar e universo, deitava por terra a ideia de “forças celestiais”, a concepção aristotélica estava posta de lado.

Newton introduziu o novo conceito de “massa” para explicar a ideia de inércia. A massa do corpo é a quantidade de resistência oferecida à aceleração e movimento a que o corpo está sujeito. A massa de cada corpo seria constante. O peso está dependente da acção da gravidade. Massa e peso têm um significado diferente.

Galileu e Newton entenderam a gravidade como uma força natural, não de proveniência celestial, mas algo que fazia parte do próprio objecto. Newton era um defensor da atracção mútua. As forças que atraíam os corpos celestes poderiam ser calculadas mecanicamente como a relação entre duas massas e a distância que as separava. Esta lei atraía os corpos com menor massa e menor resistência à aceleração, para a Terra. Este princípio aplica-se à relação entre a Terra e a Lua, ou o Sol e o Planeta, à excepção de não haver colisão devido ao movimento prévio instalado nos corpos celestes. A Terra descreve um movimento elíptico em redor do Sol acelerando conforme se aproxima do Sol e desacelerando assim que se afasta do Sol.

Com o fluxo de descobertas científicas a humanidade foi penetrando nos segredos do Universo. O século XVII ofereceu uma imagem do Universo que chocava com a visão tradicional da Igreja. Para muitos clérigos quem não acreditasse nessa visão tradicional não poderia salvar a sua alma. A Igreja, que rejeitou muitas das novas descobertas científicas, começou a ser subjugada pela ciência.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Bacon / Descartes

Posteriormente Sir Francis Bacon (1561-1626), nobre inglês, um dos principais fundadores do método científico moderno, usou os novos poderes que a ciência estava alcançando para se manter firme de qualquer contrariedade proveniente por parte da igreja. Bacon considerou não apenas que os seres humanos estavam separados da Natureza mas que a ciência pode ser entendida de forma segura como independente da religião. Desta forma, os factos provenientes do método científico não têm significado fora deles próprios. Apenas o “conhecimento moral” de matérias respeitantes ao bem e ao mal têm significado religioso. Esta distinção trazia consigo uma profunda revolução de atitude: o novo poder proveniente do conhecimento científico poderia ser usado para dominar a Natureza com impunidade moral. Para Bacon os factos não necessitam de ser considerados de acordo com as suas implicações, pois a sua convicção era de que o intelecto humano poderia seguramente analisar e entender o mundo natural sem quaisquer referências de princípios morais para com Deus e Sua criação. Esta mudança no pensamento ocidental veio a permitir-lhe a liderança do mundo.

No século dezassete surgiu Descartes (1596-1652), matemático e filósofo, que se tornou um dos fundadores da filosofia moderna, o seu famoso dito: “cogitum ergum sum” (penso logo existo) tornou-se a nova referência. Descartes terá quebrado a tensão entre pensamento platónico e aristotélico. Tinha uma visão mecanicista do Universo, em que a matéria inanimada se movia de uma forma definida previamente por modelos matemáticos, aceitou a visão coperniciana. A sua importância na história da ciência reside na grande disseminação da sua visão radicalmente materialista da Natureza. Para provar de forma lógica que Deus existe, considerou-O como o centro do sistema de conhecimento, mas no fim acabou por relegar Deus para o papel de um distante e impessoal criador de um máquina auto-suficiente. Mesmo os seres humanos e animais são máquinas, com a diferença que a máquina humana tem uma alma associada, trabalhando de certa forma através de impulsos que comunicarão mecanicamente com o cérebro através da medula espinal. Foi um pequeno passo da perspectiva cartesiana para a visão materialista da realidade.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Giordanno Brunno / Galileu Galilei

Brahe teve liberdade para publicar e comentar o seu trabalho na recente protestante Dinamarca.

Em Itália o monge Giordanno Bruno (1548-1600) desenvolveu uma concepção do Universo semelhante à dos antigos atomistas gregos: pequenas partículas invisíveis juntam-se e organizam-se no vazio de forma a criarem uma infinita pluralidade de mundos. Não seria penas a Terra que se moveria em redor do Sol, também o próprio Sol mover-se-ia sendo uma das incontáveis estrelas do enxame, em que cada uma delas era o centro do seu próprio sistema. Devido a esta visão revolucionária Bruno foi queimado em Roma em 1600.

Galileu Galilei (1564-1642), professor de física da Universidade de Pádua, em 1609 utilizando aquilo que seria um dos primeiros telescópicos estudou o céu. Galileu observou as manchas solares e crateras lunares o que colidia com a ideia de perfeição dos corpos celestes, Júpiter tinha quatro luas. As fases de Vénus, estando dependentes da posição em que o planeta e o Sol se encontravam fizeram-no supor que o modelo corrente de a Terra ser o centro do sistema não seria o correcto. Relatou as suas observações aos colegas que foram rejeitadas tanto pela universidade como pela igreja. Por exemplo, o facto de Júpiter ter quatro luas negava que o número de corpos celestes fosse sete, número considerado místico e de acordo com a concepção de um mundo criado de forma perfeita - o mundo, por exemplo, foi criado em sete dias. O número onze era uma ideia aberrante, a ideia de a Terra ser um de entre outros planetas girando a volta do Sol era inconcebível. Para a Igreja o Homem era o zénite da criação, e a Terra o centro do Universo. A Inquisição condenou Galileu considerando-o como um instrumento satânico. Era suposto que a Igreja possuía conhecimento e autoridade divinas. Galileu foi preso e torturado com o fim de negar o seu trabalho. Não obstante, Galileu sempre se considerou a si próprio como um bom católico.

Em 1638 Galileu introduziu o conceito de momento, a força empregue e a mudança de movimento. Todos os corpos são atraídos com a mesma força. A aceleração com que os corpos são atraídos não está dependente do peso que eles possuem. A razão porque na Terra uns corpos caiem mais depressa de que outros deve-se à resistência do ar. Da mesma forma que uma bola, ao rolar por uma superfície lisa pára devido a resistência oferecida pela própria superfície. Havia a tendência natural dos objectos para preservarem o seu movimento. Galileu introduziu a ideia inovadora de inércia.Para ele a direcção natural do movimento de inércia seria de acordo com a curvatura da Terra.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Início da Renascença

Maimónidas, um estudioso judeu alexandrino, escrevendo em língua árabe reinterpretou o judaísmo em termos aristotélicos.
São Tomas de Aquino, imbuído deste conhecimento, reinterpretou o pensamento cristão. As suas considerações do espírito relacionado com a carne, de uma estreita relação entre a alma e o mundo físico, ou da humanidade com a natureza, não estavam em conformidade com o pensamento eclesiástico da época. As suas obras foram banidas durante três séculos. No entanto, tiveram um papel indiscutível no surgimento da Renascença, com o reconhecimento da importância da realidade física.
No início da Renascença surgiu Nicolau Copérnico (1473-1543), matemático polaco seguidor de Platão, que calculou um modelo para o Universo como Heliocêntrico, o Sol era o centro do sistema, não a Terra. Copérnico publicou o seu trabalho no ano do seu falecimento e com a indicação de que deveria ser entendido como um exercício matemático com o objectivo de entrar em confrontação com a Igreja Católica.
Tycho Brahe (1546-1601), astrónomo dinamarquês, empregando novos instrumentos astronómicos, negou a visão tradicional sobre corpos celestes. Para ele os cometas não estavam confinados à atmosfera terrestre. Esta visão colidia com a interpretação de Santo Agostinho que considerava os movimentos erráticos dos cometas como anjos transportando consigo tarefas divinas.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Os G8 - Nem Aristotélico / Nem Platónico

Cá temos mais uma reunião do G8.

É verdade que o facto de se reunirem é um bom sinal, visto que é a "falar que a gente se entende". Vamos lá a ver é se não temos uma "conversa surdos" - ou algo que se aproxime.
A Rússia quer forçosamente chamar a atenção sobre si com a criação do escudo antimíssel. Aos EUA falta-lhes uma certa visão aristotélica que os impediu de assinarem o protocolo de Quioto.

Também não acredito muito nas intenções platónicas de quem resolve atirar pedras à polícia e tomar atitudes de vandalismo sabe-se lé em nome de quê.

Mas não quero esquecer aquela grande massa anónima que se manifesta e que apenas pretende que os G8 se lembrem que Terra só há uma e que não é muito viável, para já, a colonização de outros corpos celestes.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Platónico / Aristotélico

Um dos mais proeminentes pensadores dos primórdios do cristianismo no mundo greco-romano foi Santo Agostinho que, estando profundamente atraido pelo pensamento platónico conta como teve de guerrear no seu íntimo antes de “raciocinar” a sua aceitação da mensagem de Jesus Cristo.
A herança do pensamento aristotélico, por seu lado, encontrou o seu campo no mundo de língua árabe. Alexandre, que teve como seu tutor Aristóteles, estabeleceu a capital do seu império em Alexandria, que se tornou o centro de conhecimento da sua época e que mais tarde viria a ser uma fonte de conhecimento para a civilização islâmica.
No entanto, durante muitos séculos o Ocidente esteve isolado desta e de outras fontes de conhecimento.
Com o advento das cruzadas o ocidente abriu-se às tradições culturais orientais trazendo consigo um conhecimento mais vasto do pensamento grego. Assim a outra metade herdada do pensamento helénico, a concepção aristotélica, penetrou na Europa. No século treze os europeus impressionados pela cultura árabe descobriram e traduziram diferentes trabalhos de Aristóteles, que tinham sido preservados pelos árabes, tais como Ética, Política, Lógica e muitos outros.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Emprego da ciência Evolução do pensamento ocidental

Cerca de 300 anos A.C. a cultura e filosofia grega foram penetrando no mundo mediterrânico, através das conquistas de Alexandre o Grande. O poder da filosofia grega e a sua capacidade de análise influenciou, mesmo que de forma adaptada, diferentes religiões e tradições culturais. Posteriormente os romanos, que eram mestres em artes bélicas, engenharia e direito permitiram
que muito do seu pensamento se baseasse no dos antigos gregos. Assim a filosofia grega penetrou nos diferentes territórios conquistados pelos romanos, sendo um deles a Palestina, local onde surgiu o cristianismo. Sócrates, por exemplo, estudou na Palestina onde aprendeu a ideia e um Deus único e da igualdade entre todos os homens. Mais tarde este filósofo viria a ser condenado à morte após ter defendido esta linha de pensamento.

Após o surgimento do cristianismo a filosofia e língua grega que eram dominantes nessa região influenciaram o seu pensamento, e foram-se disseminando no mundo à medida que este se difundia.

De forma muito grosseira poder-se-á considerar que houve dois grandes filósofos que formaram as duas grandes correntes de pensamento, Platão, discípulo de Sócrates, e Aristóteles. O que mais terá influenciado o pensamento moderno será Platão. A maior diferença entre ambos dizia respeito à forma de como entendiam o relacionamento entre o intelecto e o mundo exterior, o
que também poderá ser entendido como a relação entre a humanidade e a natureza.

Platão considerava que a alma existia num mundo aparte do terreno e que o pensamento está separado do mundo que o rodeia.

No entanto, para Aristóteles tudo o que está no nosso intelecto provem do sensorial. Assim o pensamento é altamente influenciado pelo ambiente que o rodeia. Esta disputa prevaleceu desde a antiga Grécia passando pela Idade Media até ao século dezassete.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Cisma ciência/religião

A separação dos princípios morais da ciência na era pós-revolução industrial permitiu as atrocidades dirigidas por Hitler ou Estaline, e praticadas de uma forma eficiente e mecânica por parte dos seus seguidores. Atingiu-se a “banalidade do mal”.

Muitas dessas calamidades poder-se-iam ter evitado caso não tivesse havido o cisma entre ciência e religião.
Aquilo que resultou no extermínio em massa nos campos de concen tração foi o resultado do somatório de pequenos males, perpetrados por milhares de seres humanos que mesmo não concordando com o que se passava deixaram-se arrastar pelo ambiente que os rodeava. Aquando dos julgamentos de Nuremberga muitos afirmaram que apenas “cumpriram ordens” ou que não sabiam de nada. Mas a existência das gerações vindouras está sendo posta em causa pelas contínua ruptura com o equilíbrio ambiental. E se as imagens com crianças famintas mostradas na televisão são chocantes, o mundo que as gerações futuras poderão herdar também deveria ser alvo de uma franca atenção.

A nossa responsabilidade e escusa na inércia da sociedade poderão vir a provocar “refugiados ambientais”. A desculpa de que como seres individuais não poderemos fazer nada perante essa
inércia deverá ser posta de lado. A civilização jamais poderá estar separada do mundo natural. A harmonia entre ciência e religião é indispensável para um futuro harmonioso. Assim os programas de desenvolvimento de um qualquer pais jamais deverão desprezar a componente ambiental.