quarta-feira, 27 de junho de 2007

Mendel

Paralelamente aos trabalhos de Darwin, Gregor Mendel (1822-84), monge austríaco, fez um estudo que se baseava no cruzamento de diferentes géneros de ervilhas e postulou a existência de factores herdados de uma geração para outra não combinados.

Estes factores mais tarde vieram a ser designados de genes, e resolveram o problema da hereditariedade na teoria darwinista.

A Fé Bahá’i aceita o fenómeno da evolução de vida na Terra mas que essa evolução não ocorreu de forma casual. Nas palavras de ‘Abdu’l-Bahá:

Moisés ensinou que o mundo surgiu nos seis dias de criação. Isto é uma alegoria, uma forma simbólica que o mundo evoluiu gradualmente. Darwin pode referir-se a Moisés na sua teoria de evolução. Deus não permitiu que o mundo viesse à existência de uma só vez, melhor dizendo o sôpro divino da vida manifestou-se no mandamento da Palavra de Deus, Logos, que gerou e produziu o mundo. Temos então um processo progressivo de criação, e não de uma só vez. Os dias da criação de Moisés representam o tempo em milhões de anos. De Pitágoras até Ibn-i-Síná (conhecido como Avicenna) para os “irmãos crentes de Basra”, através de Darwin e para as manifestações abençoadas do Báb e Bahá’u’lláh, ambos cientistas e Profetas têm testemunhado a criação progressiva do Logos (o sopro divino da vida). As teorias monisticas e darwinistas de evolução e origem das espécies não são materialistas, ideias ateístas; são verdades religiosas que os ímpios e os iludidos têm utilizado injustamente nas suas campanhas contra a religião e a Bíblia.”[i]



[i] Science and Religion pág 90, tradução minha (sem valor oficial)

1 comentário:

SAM disse...

Boa companheiro!

Regressamos ao prefácio do Darwin.

'Abdu'l-Bahá é claro no que diz! Nem eu nem qualquer um que entenda Darwin ou a evolução pode dicotomizar a realidade espiritual da evolução.