sexta-feira, 22 de junho de 2007

Isaac Newton

Isaac Newton (1642-1727) reinterpretou os trabalhos de Galileu e juntou uma concepção matemática para a gravitação universal. Tal como Descartes Newton entendia o universo como uma vasta máquina montada por Deus que funcionava de forma inalterável. No entanto, ao contrário de Descartes, a relação de Deus com as Suas criaturas não parece ter preocupado Newton. Houve duas grandes alterações relativamente aos trabalhos de Galileu. A lei do movimento, todos os corpos mantêm o seu estado de repouso ou de movimento rectilíneo a menos que sejam submetidos a uma força. Esta lei prolonga o conceito de inércia aos corpos em repouso e muda o conceito de inércia de movimento de circular para recto. A segunda lei de movimento é que a mudança de movimento é proporcional à quantidade de força empregue e que o corpo se dirige para a linha recta em que a força é imprimida; maior a força empregue maior será a aceleração. Quando uma alteração surge ocorre na direcção em que a força foi exercida; o movimento em qualquer outra direcção não aumenta nem diminui. Newton era um defensor da teoria de atracção mútua que, combinado com o seu mecanismo de improviso do sistema solar e universo, deitava por terra a ideia de “forças celestiais”, a concepção aristotélica estava posta de lado.

Newton introduziu o novo conceito de “massa” para explicar a ideia de inércia. A massa do corpo é a quantidade de resistência oferecida à aceleração e movimento a que o corpo está sujeito. A massa de cada corpo seria constante. O peso está dependente da acção da gravidade. Massa e peso têm um significado diferente.

Galileu e Newton entenderam a gravidade como uma força natural, não de proveniência celestial, mas algo que fazia parte do próprio objecto. Newton era um defensor da atracção mútua. As forças que atraíam os corpos celestes poderiam ser calculadas mecanicamente como a relação entre duas massas e a distância que as separava. Esta lei atraía os corpos com menor massa e menor resistência à aceleração, para a Terra. Este princípio aplica-se à relação entre a Terra e a Lua, ou o Sol e o Planeta, à excepção de não haver colisão devido ao movimento prévio instalado nos corpos celestes. A Terra descreve um movimento elíptico em redor do Sol acelerando conforme se aproxima do Sol e desacelerando assim que se afasta do Sol.

Com o fluxo de descobertas científicas a humanidade foi penetrando nos segredos do Universo. O século XVII ofereceu uma imagem do Universo que chocava com a visão tradicional da Igreja. Para muitos clérigos quem não acreditasse nessa visão tradicional não poderia salvar a sua alma. A Igreja, que rejeitou muitas das novas descobertas científicas, começou a ser subjugada pela ciência.