quinta-feira, 14 de junho de 2007

Bacon / Descartes

Posteriormente Sir Francis Bacon (1561-1626), nobre inglês, um dos principais fundadores do método científico moderno, usou os novos poderes que a ciência estava alcançando para se manter firme de qualquer contrariedade proveniente por parte da igreja. Bacon considerou não apenas que os seres humanos estavam separados da Natureza mas que a ciência pode ser entendida de forma segura como independente da religião. Desta forma, os factos provenientes do método científico não têm significado fora deles próprios. Apenas o “conhecimento moral” de matérias respeitantes ao bem e ao mal têm significado religioso. Esta distinção trazia consigo uma profunda revolução de atitude: o novo poder proveniente do conhecimento científico poderia ser usado para dominar a Natureza com impunidade moral. Para Bacon os factos não necessitam de ser considerados de acordo com as suas implicações, pois a sua convicção era de que o intelecto humano poderia seguramente analisar e entender o mundo natural sem quaisquer referências de princípios morais para com Deus e Sua criação. Esta mudança no pensamento ocidental veio a permitir-lhe a liderança do mundo.

No século dezassete surgiu Descartes (1596-1652), matemático e filósofo, que se tornou um dos fundadores da filosofia moderna, o seu famoso dito: “cogitum ergum sum” (penso logo existo) tornou-se a nova referência. Descartes terá quebrado a tensão entre pensamento platónico e aristotélico. Tinha uma visão mecanicista do Universo, em que a matéria inanimada se movia de uma forma definida previamente por modelos matemáticos, aceitou a visão coperniciana. A sua importância na história da ciência reside na grande disseminação da sua visão radicalmente materialista da Natureza. Para provar de forma lógica que Deus existe, considerou-O como o centro do sistema de conhecimento, mas no fim acabou por relegar Deus para o papel de um distante e impessoal criador de um máquina auto-suficiente. Mesmo os seres humanos e animais são máquinas, com a diferença que a máquina humana tem uma alma associada, trabalhando de certa forma através de impulsos que comunicarão mecanicamente com o cérebro através da medula espinal. Foi um pequeno passo da perspectiva cartesiana para a visão materialista da realidade.

6 comentários:

antónio paiva disse...

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Caro João,

não sou um crente nem profundo conhecedor

mas confesso-me um eterno aprendiz

terei o maior gosto em te conhecer pessoalmente

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Abraço e noite serena

Anónimo disse...

Obs.:Qual o significado da palavra dezassete???
Cara,como é que você publica um texto tão bom com erros de português tão obveis??
Valeu!!!:)
assassina o português.....

Anónimo disse...

Doutor anónimo!!!!!
Você não percebeu que foi apenas um erro de digitação?????
Seu ignorante!

Anónimo disse...

Oi caros amigos, sou um estudante do Instituto Federal da Bahia - Campus Porto Seguro,2º Ano, e estou passando só para dar uma complementada no post, e para lançar a idéia do que as pessoas querem ver ao pesquisar sobre Bacon e Descartes,(como eu).
Descartes é racionalista, tratando-se do conhecimento descartes acredita que um objeto de conhecimento só passa a existir a partir do momento que um ser pensante passa a conhece-lo.(Relação SUJEITO -> OBJETO)
Bacon acredita que o objeto já existe e que você não pode saber como ele é exemplo: se eu vejo uma rosa vermelha, talvez o mesmo vermelho que eu vejo na rosa, não é o mesmo vermelho que eu vejo, talvez você veja ela azul!
Temos que superar obstáculos que nos impedem de saber como um objeto realmente é.(Os sentidos nos enganam) ex: (O filme Matrix)...
(Relação OBJETO -> SUJEITO).

Desculpe-me pelos erros de ortografia, não tive tempo de revisá-los.

Espero ter contribuído.

Anónimo disse...

Nossa! que erro feio

"Talvez o mesmo vermelho que eu veja não seja o mesmo vermelho que VOCÊ veja, talvez o que vc veja seja azul".

Bacon é Empirista.

E é isso valew!

Alguém disse...

Não seria erros óbvios?