terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

A Poluição Industrial / Cultural

A poluição provocada pela adopção de tecnologia ocidental é acompanhada por uma outra poluição que poderá ser de índole cultural. Enquanto muitos povos vão progressivamente rejeitando a sua cultura tradicional são implacavelmente “bombardeados” com imagens de um certo paraíso terrestre algures na sociedade ocidental. Muitas vezes essas imagens que mostram um mundo paradisíaco estão associadas a bebidas alcoólicas, consumo de tabaco, sensualidade desmedida, por vezes até de droga e corrupção no sentido lato da palavra. Assim muitos jovens de países do Mundo em Vias de Desenvolvimento, juntamente com os seus congéneres dos países mais desenvolvidos, deixam-se cair na armadilha tecida por campanhas publicitarias e consideram como uma forma de emancipação certos hábitos que os prejudicam tanto a nível físico como mental.

O turismo, embora seja uma importante fonte de receitas, por vezes tem um efeito perverso; ajuda a desnivelar a sociedade em termos de distribuição de riqueza, destroi a cultura tradicional e promove o crime e a prostituição.

A corrupção é um sério problema que se espalhou como uma epidemia. Os governos que deveriam ser os primeiros a combater a corrupção são muitas vezes uma das suas principais fontes.

O dinheiro e os géneros fornecidos “perdem-se” geralmente nos caminhos obscuros de diferentes departamentos.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

A Interrelação entre o Ambiente e Social

Poder-se-á considerar que, de acordo com a actual evolução social, a Humanidade está a atravessar um fase crítica que corresponde à transição da adolescência para a maturidade. Durante a adolescência há uma grande competição pelo poder. São cada vez mais notórias as limitações do individualismo competitivo, do racismo, do sexismo, do nacionalismo e de todas as outras formas de divisão e conflito, não apenas no sistema humano mas também no ecológico.

A questão ambiental deixou de ser um ”luxo dos países ricos” para ser uma questão de sobrevivência para todas as nações, sejam elas ricas ou pobres. Aliás, estas últimas são as mais vulneráveis.

Muitas das cidades do terceiro mundo ultrapassam um milhão de habitantes e algumas como a Cidade do México, Nova Deli, São Paulo, Rio de Janeiro ou Lagos têm mais de dez milhões de habitantes. Muitos dos novos imigrantes que chegam a estas cidades são homens que vão viver para as zonas marginalizadas. Por outro lado, no campo há muitas famílias que ficam apenas a cargo das mulheres.

Na Cidade do México cerca de 70% dos seus habitantes sofrem de problemas de saúde relacionados com a elevada poluição atmosférica. Por outro lado, doenças como desinteria, febre tifóide, provocadas por inadequada abastecimento de água, devastam grandes franjas da sociedade.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

A Perfeição


Na Fé Bahá’i a noção de perfeição está associada à ideia de dinâmica. Não é só a ciência que deverá ser entendida como dinâmica em que a verdade nas coisas mundanas é relativa, na religião passa-se a mesma coisa, Bahá’u’lláh refere que:

“Ó povo de Deus! O que treina o mundo é a Justiça, pois é sustentada por dois pilares, a recompensa e a punição. Esses dois pilares são as fontes da vida para o mundo. Uma vez que cada dia traz consigo um novo problema e que, para todo o problema há uma solução oportuna, tais assuntos devem ser levados à consideração da Casa de Justiça, a fim de que seus membros possam agir de acordo com as necessidades e exigências da época.”[i]


[i] kitab-I-Aqdas, página 73

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Poder / agressividade

Há a noção de que o poder ao longo da história da humanidade foi sempre pertença de certos grupos de pessoas, inclusivamente no actual sistema democrático.

Por este facto existe a noção de que a agressividade é condição necessária para a tomada e manutenção do poder. Este atributo está em especial associado aos homens e não às mulheres. A igualdade de direitos e oportunidades entre ambos os sexos é tão indispensável quanto inevitável, ”As mulheres e os homens foram, e serão sempre iguais aos olhos de Deus”.[i]

Devido à concepção da planetização dos problemas que afectam a raça humana, será necessário a libertação das ideias do que é o poder e da forma de o utilizar.

Segundo a Fé Bahá’i o Homem encontra-se “fora e dentro” deste mundo. Bahá’u’lláh afirma:

“Havendo criado o mundo e tudo o que aí vive e se move, Ele, pela operação directa de Sua Vontade absoluta e soberana, dignou-se conferir ao homem a distinção e a capacidade incomparáveis de O conhecer e amar - capacidade esta que há de ser vista como o impulso gerador e o desígnio primário que baseiam toda a criação...À luz de um de um de seus nomes. Ele irradiou sobre a mais íntima realidade de cada uma das coisas criadas, fazendo dessa realidade um receptáculo da glória de um de Seus atributos. Sobre a realidade do homem, entretanto, focalizou Ele o fulgor de todos os Seus nomes e atributos e o fez um espelho de Seu próprio Ser. O homem, unicamente, dentre todas as coisas criadas, foi distinguido por tão grande favor, por uma graça tão duradoura.[ii]



[i] Bahá’u’lláh, página 56

[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página 53

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Concepção materialista / espiritual

Os Bahá’is acreditam que Bahá’u’lláh é o Mensageiro de Deus para o actual estado de desenvolvimento da humanidade e que, pela primeira vez na história das religiões, não existirão seitas dentro desta mesma Religião. É também sua crença que um Mensageiro trouxe uma ordem administrativa para a Humanidade. Nesta ordem administrativa não existe clero e a consultação é o princípio básico nas tomadas de decisão.

Os programas de desenvolvimento têm-se baseado numa concepção materialista, em que a vertente espiritual é esquecida. A própria premissa sobre a natureza humana tem de ser alterada, não poderá ser entendida como sendo possuidora de uma ferocidade atroz e inata aquando da competição com os seus semelhantes.

O fosso cada vez maior entre ricos e pobres é a prova do falhanço dos programas de desenvolvimento que se basearam num conceito materialista. O colapso social é um facto. A tentativa de deificação de um Estado foi um fracasso total. Essas ideologias tais como os programas sectários, de forma alguma conseguiram resolver os problemas a que se tinham autoproposto. Acabando por se tornarem nos inimigos de quem pretendiam servir.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

A Consultação

‘Abdu’l-Bahá afirma:

“O propósito da consulta é demonstrar que pontos de vista de diversos indivíduos são, certamente, preferíveis aos de uma única pessoa, da mesma forma que a força de um grupo de homens é, naturalmente maior que a força de um único homem. Assim, a consulta é aceitável na presença do Todo-Poderoso, e foi ordenada aos crentes, para que eles possam deliberar sobre questões comuns e pessoais bem como sobre assuntos que são de natureza geral e universal.”[i]

Considerando que:

“Os requisitos primordiais para aqueles que se reúnem para consultarem são: pureza de motivo, espírito radiante, desprendimento de tudo a não ser de Deus, atracção às Suas Divinas Fragrâncias; humildade e submissão entre Seus amados, paciência e resignação em dificuldades, e servitude em Seu excelso Limiar. Se, bondosamente, forem auxiliados a adquirir estes atributos, a vitória ser-lhes-á concedida do reino invisível de Bahá. Seus membros devem consultar em conjunto de tal modo a não dar ocasião para ressentimento ou discórdia. Isto pode ser atingido quando cada membro expressa com liberdade absoluta a sua própria opinião e expõe seu argumento. Se alguém se opuser, de modo algum dever-se-á ofender, pois só pela ampla discussão dos assuntos poderá ser revelado o caminho certo. A brilhante fagulha da verdade só aparece após o impacto das opiniões divergentes. Se, após o debate, chegarem a uma decisão unânime, muito bem; mas, se - Deus proíba - surgirem diferenças de opinião, a voz da maioria deve prevalecer.”[ii]

[i] Consulta Bahá’i, A Lâmpada que guia, Uma compilação página 16
[ii] Consulta Bahá’i, A Lâmpada que guia, Uma compilação, página...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007


O processo de tomada de decisões deverá passar cada vez mais pela método de consulta, quer a nível individual como colectivo. Bahá’u’lláh afirma “Em todos os assuntos é necessário consultar. A maturidade do dom da compreensão manifesta-se através da consulta”.

O processo consultivo na sociedade contemporânea caracteriza-se muitas vezes pela cultura do protesto. O aparato do partidarismo que caracteriza a acção colectiva dificulta uma opção consensual sobre a verdade de uma dada situação. A controvérsia, a propaganda e o método antagonístico dificultam a escolha da opção mais sábia em determinado momento.

O padrão de busca da verdade pelo processo Bahá’i caracteriza-se pela sinceridade e cortesia em que as ideias não pertencem a pessoa que as sugeriu mas ao grupo como um todo, para que ele as aceite ou reveja, como melhor lhe parecer, para servir o objectivo em vista. A consulta tem sucesso apenas se os participantes apoiarem as decisões acordadas independentemente das opiniões que possuíam no início dos trabalhos. A consulta deverá ser encarada como a expressão operacional da Justiça nos assuntos humanos. Os programas de desenvolvimento dever-se-ão basear neste processo.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

A unidade do género humano

A Fé Bahá’i pretende a unidade do género humano, respeitando as diferentes culturas dos diferentes povos e considerando a diversidade como uma riqueza.

O conceito Bahá’i de unidade é altamente consciente da importância das culturas tradicionais, ao mesmo tempo que reconhece a necessidade de uma ordem e de regulamentações globais.

A Fé Bahá’i, conforme afirmou Shoghi Effendi, “Longe de se fundamentar na subversão dos alicerces da sociedade existente, procura alargar a sua base e remodelar as suas instituições de maneira consoante com as necessidades de um mundo sempre em transição. Não pode estar em conflito com nenhuma obrigação legítima, nem minar qualquer lealdade essencial. O seu fim não é abafar a chama de um patriotismo são e inteligente no coração do Homem, nem abolir o sistema de autonomia nacional que é tão indispensável como freio dos males duma centralização excessiva. Não ignora, nem tão pouco tenta suprimir a diversidade da origem étnica, do clima, da história, do idioma, da tradição, do pensamento e dos costumes, que diferenciam os povos e as nações do mundo. Exige uma lealdade mais ampla, uma aspiração maior que qualquer outra que jamais animou a raça humana. Insiste em que os impulsos e os interesses nacionais sejam subordinados às necessidades de um mundo unificado. Repudia a centralização excessiva, por um lado, e, por outro, rejeita todas as tentativas de uniformidade. O seu lema é a unidade na diversidade...”[i]

[i] "Bahá’u’lláh e a Nova Era", a tradução aqui é diferente, página 195

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

A mudança necessária (2)

Para os Bahá’is o problema ambiental urge ser resolvido também através de uma solução espiritual.

Importantes valores humanos e ecológicos deverão estar implícitos nos ideais Bahá’is. Sistemas ecológicos são sistemas vivos aos quais nos deveríamos adaptar, em vez de continuarmos com a obsessão actual de querer adaptar a terra e as pessoas à tecnologia. Na agricultura, essa obsessão resultou na imposição de sistemas de monocultura, com propósito restrito, sem consideração para com os contextos biofísicos e culturais.

É convicção generalizada que a nossa capacidade de resposta tem sido por demais insuficiente.

A solução primordial consiste na humanidade aceitar a sua unicidade orgânica, caso contrário jamais poderá fazer face aos desafios imediatos e, manifestamente muito menos aos futuros.

A unificação do mundo como um todo é inevitável mas é um processo que ainda vai contra a vontade colectiva de grande parte da humanidade. Há um grande receio na unidade de todas as nações porque ainda se considera que unidade é uniformidade. O estabelecimento de uma sociedade monolítica e uniforme jamais dever ser associado com os princípios Bahá’is. O passado próximo é exemplo de como esse modelo falhou completamente depois de ter provocado todo aquele sofrimento humano. A diversidade de culturas é tão importante para a construção de um mundo justo e pacífico como a diversidade biológica para a manutenção e suporte da vida no Planeta.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

10. A mudança necessária (1)

Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’i, e considerado pelos Bahá’is como o mais recente Manifestante de Deus, escreveu na Mais Remota Prisão:

Quem adere à justiça não pode transgredir, sob nenhuma circunstância, os limites da moderação. Ele discerne a verdade em todas as coisas, sendo guiado por Aquele que tudo vê. A civilização tão frequentemente alardeada pelos expoentes eruditos das ciências e das letras, trará grande mal aos homens se lhe for permitido ultrapassar os limites da moderação. Assim vos adverte Aquele que é o Omnisciente. Se for levada a um excesso, a civilização tão frequentemente provará ser tão prolífica fonte de mal como fonte de bem, enquanto restrita pela moderação.”[i]

Mais adiante Bahá’u’lláh refere o “dia em que sua chama (da imoderação) devorará as cidades[ii]o que, poderá significar a ocorrência de problemas que as grandes cidades já hoje sofrem como o excesso de poluição, delinquência, insegurança e outros.

Acrescentando:
Coisas estranhas e espantosas existem na Terra, mas estão ocultas da mente e da compreensão dos homens. Tais coisas são capazes de alterar toda a atmosfera da Terra, e a sua contaminação mostrar-se-á letal.”[iii]

A energia nuclear, por exemplo, era algo que no tempo de Bahá’u’lláh estava oculto da mente dos homens.

[i] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, pág. 212
[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, pág. 212
[iii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, pág. 49

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

10.A mudança necessária

Face ao actual compor tamento irrespon sável Eugénio Sequeira, presidente da L.P.N. (Liga para a Protecção da Natureza) pergunta:

Se os cientistas reunidos num painel do mais importante Fórum Internacional, as Nações Unidas, alertam desta forma, porque não se tomam medidas concretas?”.
A crença de que a maximização da qualidade de vida, bem-estar e riqueza dependem exclusivamente do crescimento económico deverá ser posta de lado. A concepção antropocêntrica tem que ser preterida relativamente a uma concepção mais ecocêntrica.

Eugénio Sequeira escreve:
Todos aceitam que o sistema económico tal como existe é inevitável, mesmo que leve à destruição do Planeta, pois todos os modelos existentes e viáveis do ponto de vista político se baseiam naquilo que consideram o universo normal. Não nos podemos conformar com a destruição do planeta, necessitamos urgentemente de uma outra visão do mundo, de uma forma de estar no mundo, aceitando que o homem é hoje responsável pelo ecossistema global, e que não é possível um modelo de sociedade baseado no consumo. Os cientistas que estudam as alterações climáticas vieram em fins de 1995 e início de 1996 marcar limites e urgências. Assim saibamos nós romper com a tradição e encontrar uma nova civilização baseada na compreensão e respeito pela nossa casa - a Terra”.

Dez anos depois os avisos retornam - e o tempo escasseia.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

9.1. A reciclagem de papel


O papel é um dos suportes fundamentais da civilização. Ao longo da história foi constituído por diferentes matérias primas, tendo sido sempre um suporte na difusão de cultura e conhecimentos. Na sociedade contemporânea o papel é um veículo imprescindível na a
transmissão de informação e no desenvolvimento social, científico, tecnológico, cultural e económico.

A reciclagem de papel permite a conservação de amplas massas florestais, e é uma alternativa tecnológica viável em muitas situações. Um uso menos intensivo da floresta permitirá combater o excesso de CO2 atmosférico e diminuir - não eliminar - as consequências do efeito de estufa. A reciclagem permitirá uma diminuição na quantidade de resíduos, muitos deles de difícil eliminação, sendo a sua acumulação fonte de problemas tanto ambientais como sociais. Até à década de 80, os produtos impressos, tais como jornais ou revistas eram eliminados em lixeiras de forma a deixarem resíduos tóxicos. Pouco se aproveitava deste tipo de materiais. Na década
de 90 o desenvolvimento tecnológico possibilitou a reciclagem deste material. Recolhendo-se esta matéria prima selectivamente, sem contaminação, é possível fornecer-se ao consumidor novos produtos que modificam a oferta de produtos papeleiros destinados à imprensa, revistas, material de escritório, material escolar, cadernos, edição e impressão, etc. O êxito da tecnologia de re-utilização só foi possível porque o seu desenvolvimento foi feito em paralelo com a progressiva consciencialização da sociedade.

Em 1994, países como Alemanha, Bélgica, Holanda, Franca, Dinamarca, EUA e Japão eram
possuidores de legislação que favorecia a reciclagem de todos os materiais valorizáveis que se encontrem presentes nos RSI (Resíduos Sólidos Industriais) e RSU (Resíduos Sólidos Urbanos),
implementando sistemas de recolha de papel separado selectivamente na origem, que requerem a colaboração de um consumidor cada vez mais receptivo a esta iniciativa de recuperação, ao sentir que não pode continuar a contribuir para a crescente degradação ambiental.

A importância do papel levou a que o papel e o cartão se encontrem presentes nos RSU numa fracção cada vez mais importante, em quantidades que oscilam de 40% nos EUA a 30% na UE (União Europeia) e 20% na Península Ibérica. Estas cifras têm tendência a aumentar com a evolução da sociedades. A nova matéria prima da Indústria papeleira, que é a sua própria
fibra, recuperada selectivamente com técnicas adequadas, numa altura em que a evolução social reclama a máxima utilização dos recursos disponíveis é um factor importante na defesa dos recursos florestais e na redução da pressão que se exerce sobre as lixeiras em contínuo crescimento. A reciclagem de papel tem as seguintes vantagens ambientais: diminui a necessidade de recursos naturais para satisfazer a procura, dá-se à fibra de madeira novos ciclos de vida, permitindo a sua re-utilização sucessiva, aproveitando-se ao máximo os recursos disponíveis para a sua função natural, contribuindo para a biodiversidade dos ecossistemas; economiza-se energia primária, não só porque o processo de reciclagem precisa de 62.5% menos, mas também pela economia em recursos naturais, ao re-utilizar a fibra sucessivamente, depois da sua primeira transformação em papel, mediante processos químicos ou mecânicos, grandes consumidores de energia; economiza-se 86% de água, pela menor procura do processo de reciclado, por ser uma tecnologia que parte de uma matéria prima já transformada que se re-utiliza; menor contaminação no ecossistema para fabricar papel, ao utilizar uma tecnologia limpa, sem nenhum tipo de agente químico de branqueamento, reduz-se a carga de contaminação em 92%; alivia-se a pressão do aumento constante das lixeiras.

O papel reciclado é um exemplo de como o cidadão comum pode ajudar na preservação do ambiente. Este tipo de papel permite que a sua fabricação tenha um menor impacto ambiental, há uma substituição de processo inadequados sob o ponto de vista ambiental, como o branqueamento de cloro e seus derivados, por outros de menor impacto.

Em 1993 mais de 33% do total de necessidades fibrosas da Indústria Papeleira mundial são matérias primas recicladas que, por si só, como no caso do papel reciclado, ou complementando as fibras no seu primeiro ciclo, serviram para produzir os 252 milhões de TM de papel em 1993.