terça-feira, 31 de julho de 2007

Os dois sinais (conclusão)

Cá vai Sam.

A Casa Universal de Justiça explica que "o primeiro indício da chegada da maioridade da espécie humana apontado nas Escrituras de Bahá’u’lláh é o surgimento de uma ciência que é descrita como “filosofia divina” que incluirá a descoberta de uma abordagem revolucionária para a transmutação dos elementos. Essa é uma indicação dos esplendores da estupenda expansão do conhecimento do futuro." Esta “filosofia divina” poderá a permitir a produção de energia a custos ínfimos.

Ou seja, a solução encontra-se na investigação cinetífica e na noção de cidadania mundial e não num regresso ao passado.

Quanto ao “segundo” sinal que Bahá’u’lláh indica ter revelado no Kitáb-i-Aqdas, Shoghi Effendi afirma que “...em Seu livro Sacratíssimo, Bahá’u’lláh ordenou a escolha de uma única língua e a adopção de uma escrita comum para o uso dos habitantes da terra, injunção esta que, ao ser implementada, será, como ele próprio afirma no Livro, um dos sinais de ‘maioridade’ da raça humana”.
A ciência promove o bem-estar material tais como: descobertas, cura para doenças, inovações organizacionais e avanços no campo social; a religião, em complemento, promove o bem-estar espiritual, incentiva a boa conduta e o carácter. Ambas estão intrínsecamente ligadas, pois a ciência também é feita por seres humanos, prolíficos em sentimentos.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Os dois sinais

No futuro há dois sinais que indiciarão a humanidade a entrar numa fase de maturidade. Bahá’u’lláh diz no Livro Sacratíssimo:

Ó vós parlamentares do mundo todo! Escolhei um único idioma a ser usado por todos na terra, e adoptai igualmente uma escrita comum. Deus, verdadeiramente, vos esclarece o que vos beneficiará e vos capacitará a serdes independentes de outrem. Ele, deveras, é o Mais Generoso, o Omnissapiente, O de tudo informado. Isto será causa de unidade, se o pudésseis compreender, e o maior instrumento para a promoção da harmonia e da civilização, se apenas o soubésseis! Nós determinamos dois sinais para a maioridade da raça humana: o primeiro constitui-se no mais firme alicerce, e expusémo-lo em outra de Nossas Epístolas; o segundo revelou-se neste Livro maravilhoso.”[i]


[i] Kitab-I-Aqdas, página 70

quinta-feira, 26 de julho de 2007

"Preceitos por Nós revelados"

Em excertos de muitas de Suas Epístolas Bahá’u’lláh poder-se-á referir a acontecimentos actuais ou futuros:

Grande Deus! Temos observado uma coisa assombrosa. Relâmpago, ou uma força que lhe é similar, é controlado por um operador e move-se a seu mando. Imensuravelmente exaltado é o Senhor de Poder que expôs o que era seu desígnio através da potência de Seu mando imponente e invencível.

Ó povo de Bahá! Cada um dos preceitos por Nós revelados é uma poderosa cidadela para a preservação do mundo existente.” [i]

[i] Epístolas de Bahá’u’lláh página 80

terça-feira, 24 de julho de 2007

Chuvas no Reino Unido

Não podemos confirmar que as chuvas, com uma intensidade anormalmente elevada, que se têm abatido são necessariamente devidas aos atropelos do Homem para com a Natureza. Mas enquanto faltam as confirmações o (possível) desastre ambiental, por nós autoinflingido, parece estar a cercar-nos.
Não sou "profeta da desgraça", acredito no nosso futuro brilhante enquanto raça humana mas há algo (ou diferentes variáveis) que nos está a fugir ao controlo.
A própria cultura de "zapping", em que momentâneamente nos centralizamos em determinado problema para logo a seguir o relegarmos para um plano terciário, não ajuda na procura de soluções a médio e longo prazo.

"As autoridades britânicas continuam a braços com uma catástrofe natural sem precedentes no Reino Unido nos últimos 60 anos, com várias regiões da Inglaterra ainda submersas e receosas do mau tempo que deverá continuar até sexta-feira. A zona mais afectada até agora é a do condado de Gloucestershire, onde 350 mil pessoas estão na iminência de ficar sem água potável e de terem de enfrentar novas inundações em consequência do transbordo dos rios Tamisa e Severn.

Nos últimos dias, os serviços de emergência não têm tido mãos a medir, já que as chuvas torrenciais afectaram toda a zona das Midlands, com particular incidência em Oxfordshire, Gloucestershire e Bedfordshire. Dezenas de milhares de pessoas ficaram já sem electricidade e a população de Witney teve mesmo de ser evacuada para abrigos temporários.

Mas o pior ainda pode estar para vir, uma vez que os serviços de meteorologia referem fortes tempestades para esta madrugada."

sábado, 21 de julho de 2007

Cisma Ciência / Religião

Se o Islão tivesse penetrado na Europa ter-se-ia evitado o cisma entre ciência e religião. ‘Abdu’l-Bahá escreve:

“Sabemos que antes das observações dos tempos modernos, isto é durante os primeiros séculos e até ao século XV da era cristã, todos os matemáticos do mundo concordaram em dizer que a terra era o centro do universo, e que o Sol se movia. O famoso astrónomo {Copérnico} propugnador da nova teoria descobriu o movimento da terra e a fixidez do Sol. Todos os astrónomos e filósofos anteriores haviam seguído o sistema ptolemaico, considerando ignorante quem não o aceitasse. Se bem que Pitágoras, e Platão - durante a última parte da vida - adoptassem a teoria de que o movimento anual do Sol em seu percurso do Zodíaco procedia do movimento da terra em volta do Sol, e não do próprio Sol, essa teoria havia sido inteiramente esquecida, sendo o ptolemaico o sistema aceite por todos os matemáticos. Há, no entanto, alguns versículos revelados no Alcorão contrários à teoria do sistema ptolemaico, como: “O Sol move-se num lugar fixo”, o que mostra a fixidez do Sol e seu movimento em redor de um eixo, e em outro versículo: “E cada estrela move-se em seu próprio céu”. Assim é explicado o movimento do Sol, da Lua, da Terra e dos outros astros. Quando apareceu o Alcorão, todos os matemáticos ridicularizaram essas afirmações, atribuindo à ignorância tal teoria. Até mesmo os doutores do Islão, verificando serem esses versículos contrários ao sistema ptolemaico, universalmente aceite, sentiram-se constrangidos a dar-lhes outra interpretação.

Foi somente depois do século XV da era cristã, quase novecentos anos após Maomé que um astrónomo famoso fez novas observações por meio do telescópio por ele inventado, dos quais resultaram descobertas importantes, como a rotação da Terra, a fixidez do Sol, e também seu movimento em volta de um eixo. Viu-se, assim, que os versículos do Alcorão estavam em harmonia com os fatos existentes e o sistema ptolemaico era imaginário.”[i]

[i] ‘Abdu’l-Bahá Esplendor da Verdade página 38

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O Valor da Investigação Científica

‘Abdul-Bahá associa a investigação científica como um instrumento de um nobre objectivo. Ele afirma:

Este talento é o poder mais louvável do homem, através do seu emprego e maneio a raça humana é aperfeiçoada, o desenvolvimento das virtudes da humanidade é possível e os mistérios de Deus tornam-se manifestos...”[i]

E ‘Abdul-Bahá enumera o princípio geral que:
“Qualquer agente, ainda que seja o instrumento para o maior benefício humano, pode ser mal empregado. O seu uso apropriado ou abusivo depende dos diferentes níveis esclarecimento, capacidade, fé, honestidade, devoção e elevada dos líderes de opinião pública.”[ii]
A ideia errónea de que ciência e religião são opostas deve-se ao facto de a Igreja cristã ter estado durante muito tempo em oposição à ciência e, essencialmente, porque a religião planeada por Deus para suceder ao cristianismo não se implantou na Europa medieval. Duas razões principais terão contribuído para que assim acontecesse, os cristãos não souberam reconhecer a Majestade da Revelação Maometana nem os muçulmanos souberam transmitir a Fé ensinada por Maomé.
Caso o Islão tivesse penetrado Europa Cristã esta não teria caído no materialismo e aquele não se teria deixado afundar no fanatismo.


Ali, genro de Maomé e, para os Bahá’is, Seu legítimo sucessor afirmou:


O que está de acordo com a ciência, também o é com a religião[iii]


[i] Conservação dos recursos da Terra, página 24
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 25
[iii] Bahá’u’llá e a Nova Era, página 145

quarta-feira, 18 de julho de 2007

O Nuclear e fugas não controláveis

O governo japonês debruçou-se ontem (terça-feira) sobre a necessidade de reforçar as medidas de segurança das suas instalações nucleares em caso de terremotos, após o forte tremor que provocou um incêndio e provocou uma fuga de material radioactivo numa central nuclear.

"Queremos acelerar os trabalhos para confirmar se os reactores podem resistir às forças e cenários diversos de terremotos", declarou em uma entrevista colectiva à imprensa o ministro da Economia, Akira Amari.
"Temos que dar uma resposta sem paliativos a como o tremor superou a resistência prevista nas normas", afirmou o porta-voz do governo, Yasuhisa Shiozaki.

Um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter causou nesta segunda-feira nove mortos e mil feridos na região de Niigata (centro do Japão), e provocou um incêndio e fuga de material radioactivo na central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, uma das maiores do mundo.
Numa nota pessoal informo que, sem posições dogmáticas limitadoras, sempre tive grandes reservas quanto ao emprego do Nuclear.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Heisenberg

Neste século, o físico alemão Heisenberg (1901-76) estabeleceu o princípio da incerteza no domínio das partículas subatómicas. Para ele há um limite fundamental para explicação da realidade dos factos porque a observação é feita, não só em função daquilo que é observado, mas também pelo observador. Por exemplo, a posição e o momento da partícula não podem ser medidos, de forma coerente, ao mesmo tempo. Se a posição é determinada o tempo será incerto, se o tempo é determinado a posição será incerta. Por consequência, no domínio em questão, não se poderá determinar se a luz ou matéria é constituída por partículas ou ondas. Para Heisenberg, a disposição do observador perante determinado fenómeno, no domínio das partículas subatómicas poderia modificar o seu significado. Isto vem a ter um impacto profundo, apesar da limitação do domínio.

Se passarmos isto para a esfera do mundo real questões respeitantes a ética e moral passam a ser parte integrante do intelecto na pesquisa científica. O método científico está a mudar a nossa visão do Universo, e da própria Natureza.

Na Fé Bahá’i a ciência é descrita como “a governante da natureza e seus mistérios, o único meio pelo qual o homem explora as leis fundamentais da criação material[i]:

“...O homem, através do exercício de seu poder científico, intelectual... pode modificar, transformar e controlar a natureza de acordo com os seus próprios desejos e usos. A ciência, por assim dizer, é o quebrar das leis da natureza.

Considerai, por exemplo, que o homem de acordo com a lei natural, deve habitar a superfície da terra. Porém, ao superar esta lei e restrição ele navega em navios sobre o oceano, sobe ao zénite em aviões e mergulha nas profundidades do oceano em submarinos. Isto é contra a lei da natureza e uma violação da sua soberania e domínio.

As leis e métodos da natureza, os segredos ocultos e mistérios do universo, as descobertas invenções humanas , todas as nossas aquisições científicas poderiam naturalmente permanecer ocultas e desconhecidas, mas o homem, através da sua perspicácia intelectual investiga-as do plano invisível, trá-las para o plano do visível, expõe-nas e explica-as. Por exemplo, um dos mistérios da natureza é a electricidade. De acordo com a natureza esta força, esta energia, poderia permanecer latente e oculta, mas o homem cientificamente rompe as próprias leis da natureza, domina-as e submete-as para seu próprio benefício.

Resumindo, o homem através da posse deste perfeito talento da investigação científica, torna-se o produto mais nobre da criação, o governador da natureza...[ii]


[i] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 24

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Células Estaminais

Hoje no DN:

A possibilidade de patentear descobertas relacionadas com células estaminais e de produção de linhas com fins comerciais está em cima da mesa. O regime jurídico em preparação - actualmente em discussão na sequência da apresentação de uma proposta de lei pelo Partido Socialista - proibia a "produção com fins comerciais, de células, a partir da utilização de células estaminais". No entanto, este é um tema que volta a estar em aberto.

Esta foi a posição assumida por Manuel Pizarro, coordenador da Comissão Parlamentar de Saúde, depois de começar a ouvir especialistas. Ontem, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, vários cientistas abordaram a questão e o responsável socialista admite que os "argumentos" foram de peso e que os vão obrigar a rever a questão da comercialização em matérias que envolvem células estaminais.

Vistas como "a mais importante promessa da biomedicina", as células estaminais podem vir a ser um meio de curar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson ou mesmo cancro. Mas a investigação nesse domínio, em Portugal, está ainda em vazio legal.

A proposta em discussão admite a possibilidade patentear resultados da manipulação das células estaminais, mas não patentear as próprias células ou qualquer outra forma de património genético.

Até porque, explica Mário Sousa, um dos cientistas presentes, se não for possível comercializar, deixará de haver incentivo à investigação. Raquel Seruca, outra das especialistas ouvidas, também defende que "um processo ou um novo produto é patenteável, mas a própria fonte não". Ou seja, um novo método de cultura das células estaminais ou a obtenção de uma célula capaz de uma função diferente da original (para, por exemplo, combater uma qualquer doença) poderão vir a ser patenteados.A discussão continua até Setembro, com audições públicas no Minho, Coimbra e Lisboa, e com a criação de um blogue.

Junto envio uma resposta da Casa Universal de Justiça a um crente americano sobre este assunto (o texto está em inglês) :

Response from the Universal House of Justice:

23 August 2001

Dear Baha'i Friend,Your email message of 11 August 2001 to the Universal House of Justice regarding stem cell research and therapy has been warmly received at the Baha'i World Centre, and has been forwarded to our Department for reply.

You ask whether stem cell therapy is acceptable in Baha'i law. As you are no doubt aware, this new area of scientific inquiry involves a distinction between embryonic and other aspects of stem cell research. Reports appearing in the press and in scientific literature indicate that such exploration is at an early stage. Many fundamental questions about the biological and genetic features of the processes involved, and the physiological implications, remain unresolved, and will become clear only with the passage of time.

Nothing specific has been found in the Baha'i Writings regarding stem cell research and the types of therapy to which it may apply. The House of Justice regards it as premature for it to give consideration to these matters and their spiritual consequences. For the present, believers faced with questions about them are free to come to their own conclusions based on their knowledge of the Baha' i teachings on the nature and purpose of life. However, they should be careful not to make dogmatic statements or to offer their own understanding as a teaching of the Faith.

We have been asked to assure you of the prayers of the House of Justice in the Holy Shrines that the therapy you seek for your own well-being may be found.

With loving Baha'i greetings, Department of the Secretariat

terça-feira, 10 de julho de 2007

"fluir de ordem que evita que caiam num caos atómico"

Erwin Schrodinger (1887-1961), físico austríaco, através de uma grande abstracção matemática explicou os fenómenos quânticos atribuindo funções de ondas específicas a fotões e electrões.

Ele também considerou que a consciência é um dos pilares do universo material e, que dependendo da perspectiva do observador, assim serão consideradas as propriedades físicas e localização das partículas subatómicas. Tentando explicar, do ponto de vista biológico, como pode surgir vida de um aglomerado de moléculas, Schrodinger especulou que as formas vivas são possuídas de uma “surpreendente dádiva” de um “fluir de ordem que evita que caiam num caos atómico”.[i]



[i] A Terra à Procura de Equilíbrio, página 264

sábado, 7 de julho de 2007

Mecânica quântica

Max Planck (1858-1947) em 1901 publicou a teoria quântica, tentando resolver o problema que dizia respeito às variações da quantidade de energia radiante emanada pelos corpos ideais quentes ou os designados de “corpos negros”. A energia varia com o comprimento-de-onda e temperatura de forma que as teorias sobre ondas e energia eram incapazes de explicar. Planck formou uma equação matemática que satisfez pela primeira vez os resultados de experiências com corpos negros. No entanto, a equação baseava-se em a energia radiante não ser emitida em ondas ininterruptas mas em descontínuos e mensuráveis “quanta”, que seriam como partículas de energia.

Em 1905 Einstein generalizou a teoria quântica para todas as formas de energia radiante, incluindo luz, calor e raios-X, usando-o para explicar o efeito ”foto-eléctrico”. Einstein deduziu que a luz não é transmitida em ondas contínuas mas em “quantas” de luz que ele designou de fotões. A energia de um fotão é proporcional à frequência da luz emitida. O efeito de um fotão batendo num electrão é idêntico a uma bola de bilhar batendo noutra.

A luz possui uma misteriosa dualidade.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Fotão

O efeito cumulativo de massa no Universo faz com que a luz se desloque numa curva fechada. Um fotão de luz após vários milhões de anos poderia voltar ao seu ponto inicial de emissão. Um ser humano que vivesse um período de tempo suficientemente longo e tivesse uma visão suficientemente vasta poderia ver a suas próprias costas. O próprio tempo é travado pelos fortes campos gravitacionais. No início do século 20 existia a ideia de que os átomos eram constituídos como minúsculos sistemas solares, cada núcleo seria circundado por um ou mais electrões em órbita. Havia a expectativa de que os objectos nesse mundo obedeceriam às mesmas leis da mecânica newtoniana que se aplicam no nosso sistema solar. Mas esta ideia era temporária, era necessário substituir-se a descrição mecânica por uma abstracção matemática.

terça-feira, 3 de julho de 2007

A ver se o Elfo não se zanga

A concepção newtoniana de tempo como um “poço sem fundo” durando por toda a eternidade é refutada. Para Einstein os acontecimentos são mais distantes um do outro, em termos de tempo, quanto maior for a velocidade do objecto em que ocorrem. Um relógio preso a um qualquer sistema em movimento move-se mais devagar que um relógio estacionário. À escala planetária esta diferença não tem expressão.
Imagine-se a seguinte situação, partindo-se da Terra a uma escala de velocidades suficientemente altas e navegando nas profundezas do espaço um indivíduo voltaria mais novo do que se tivesse permanecido na Terra.

Outra diferença no pensamento de Einstein relativamente ao newtoniano diz respeito ao conceito de inércia, resistência do corpo à aceleração. Segundo Einstein a inércia aumenta com a velocidade. Este aumento torna-se apenas perceptível à medida que a velocidade se aproxima da luz; isto foi confirmado experimentalmente em partículas físicas, quando a tecnologia permitiu a discriminação de partículas viajando à velocidade da luz. A famosa equação E=mc2 (E, energia; m,massa; c, velocidade da luz) é a forma como Einstein entendia a relação entre energia e massa, a energia tem massa. O Sol lançando partículas radioactivas é a transformação de um género de energia em outro, tal como no emprego da bomba atómica.

Einstein publicou a sua teoria de relatividade em 1915, considerando que as leis da Natureza são as mesmas para todos os sistemas independentemente do seu movimento, não é possível distinguir o movimento produzido pela força da inércia, do movimento produzido pela força gravítica. É o chamado princípio de equivalência. O campo gravitacional é análogo a campos electromagnéticos. A luz não viaja através de linhas rectas, antes viaja através de campos gravitacionais. Apesar das ondas gravitacionais ainda não terem sido detectadas, a tendência para a luz passar perto do Sol foi predita e confirmada por Einstein durante um eclipse solar em 1919.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Partículas subatómicas e ondas

No início do século 19 e primórdios do século 20 os cientistas, empregando deduções matemáticas e técnicas experimentais, penetraram na estrutura subatómica da matéria. Albert Einstein (1879-1955) expôs a sua teoria da relatividade, que colidia com a visão newtoniana de gravitação, mudando radicalmente a noção de realidade astronómica. Na concepção newtoniana o tempo é absoluto tal como o espaço material que rodeia o objecto.

Esta concepção absoluta é uma extensão do entendimento que temos sobre o espaço e tempo do mundo que nos rodeia no dia a dia. A luz, por exemplo, segundo esta concepção, deslocar-se-ia em linhas rectas através do espaço. Para Albert Einstein era um facto indiscutível que a velocidade da luz não era afectada pelo movimento da Terra.
Einstein considerou que a velocidade da luz seria uma constante independente de qualquer corpo celeste, e que todas as leis na natureza são as mesmas para todos os diferentes sistemas, movendo-se estes de forma uniforme uns relativamente aos outros. Esta é a base para a teoria da relatividade enunciada por Einstein em 1905, a teoria que requer a descrição da natureza sem assumir qualquer modelo predefinido absoluto. O próprio espaço não pode ser tomado como referência, porque é apenas uma relação entre coisas. Qualquer objecto para existir tem que estar relacionado com o espaço. Se apenas um só objecto existisse seria impossível asseverar-se que espaço ele ocupa ou para onde se desloca. Um corpo só tem movimento e espaço relativamente aos outros corpos. O mesmo se passa com o tempo; o tempo depende das relações entre acontecimentos. Se não há diferentes acontecimentos não há tempo.