terça-feira, 3 de julho de 2007

A ver se o Elfo não se zanga

A concepção newtoniana de tempo como um “poço sem fundo” durando por toda a eternidade é refutada. Para Einstein os acontecimentos são mais distantes um do outro, em termos de tempo, quanto maior for a velocidade do objecto em que ocorrem. Um relógio preso a um qualquer sistema em movimento move-se mais devagar que um relógio estacionário. À escala planetária esta diferença não tem expressão.
Imagine-se a seguinte situação, partindo-se da Terra a uma escala de velocidades suficientemente altas e navegando nas profundezas do espaço um indivíduo voltaria mais novo do que se tivesse permanecido na Terra.

Outra diferença no pensamento de Einstein relativamente ao newtoniano diz respeito ao conceito de inércia, resistência do corpo à aceleração. Segundo Einstein a inércia aumenta com a velocidade. Este aumento torna-se apenas perceptível à medida que a velocidade se aproxima da luz; isto foi confirmado experimentalmente em partículas físicas, quando a tecnologia permitiu a discriminação de partículas viajando à velocidade da luz. A famosa equação E=mc2 (E, energia; m,massa; c, velocidade da luz) é a forma como Einstein entendia a relação entre energia e massa, a energia tem massa. O Sol lançando partículas radioactivas é a transformação de um género de energia em outro, tal como no emprego da bomba atómica.

Einstein publicou a sua teoria de relatividade em 1915, considerando que as leis da Natureza são as mesmas para todos os sistemas independentemente do seu movimento, não é possível distinguir o movimento produzido pela força da inércia, do movimento produzido pela força gravítica. É o chamado princípio de equivalência. O campo gravitacional é análogo a campos electromagnéticos. A luz não viaja através de linhas rectas, antes viaja através de campos gravitacionais. Apesar das ondas gravitacionais ainda não terem sido detectadas, a tendência para a luz passar perto do Sol foi predita e confirmada por Einstein durante um eclipse solar em 1919.

3 comentários:

Elfo disse...

Meu caro "a cultura é tudo aquilo com que ficamos depois de esquecermos tudo o que aprendemos.
Há um livro muito interessante que se chama: O Código Cósmico

Um abraço

antónio paiva disse...

...............

Caro João,

tu tens aqui neste teu nobre canto um verdadeiro tratado cultural!

.......................

Abraço

O-Lidador disse...

[A luz não viaja através de linhas rectas, antes viaja através de campos gravitacionais]

Bem, ó João, a luz viaja na "superfície" do espaço-tempo e em linha recta na textura diemnsional desse espaço.
O que acontece é que o espaço-tempo é encurvado pelos massas.

A figura que acompanha o seu post pode servir de explicação...quanto mais massa tem o corpo, mais "afunda" o espaço-tempo pelo que tudo o que nele viaja, acompanha a sua superfície.

Veja por exemplo uma linha recta desenhada numa folha de papel...é uma linha recta, a distância mais curta entre dois pontos da superficie dessa folha.
Contudo se você dobrar a folha, a linha recta passa a ser curva num espaço com mais uma dimensão.

Na verdade pode até dobrar de tal modo que faça com que os extremos da recta se toquem e que fiquem justapostos um ao outro num "hiperespaço".

Ou seja, no espaço dimensional da folha de papel ( 2 dimensões) para ir de um extremo ao outro, tem de percorrer esse espaço..em linha recta.
Se acrescentar um encurvamento, teóricamente pode viajar de um ponto para o outro através do espaço que os separa e que pode ser infimo...mas tem mais uma dimensão.

É evidente que não conseguimos visualizar isto em dimensões que não apreendemos sensorialmente, mas o raciocínio é idêntico.
A luz viaja em linha recta no espaço-tempo, mas este é encurvado pela gravidade.
Não há nada de místico nisto...