sábado, 21 de julho de 2007

Cisma Ciência / Religião

Se o Islão tivesse penetrado na Europa ter-se-ia evitado o cisma entre ciência e religião. ‘Abdu’l-Bahá escreve:

“Sabemos que antes das observações dos tempos modernos, isto é durante os primeiros séculos e até ao século XV da era cristã, todos os matemáticos do mundo concordaram em dizer que a terra era o centro do universo, e que o Sol se movia. O famoso astrónomo {Copérnico} propugnador da nova teoria descobriu o movimento da terra e a fixidez do Sol. Todos os astrónomos e filósofos anteriores haviam seguído o sistema ptolemaico, considerando ignorante quem não o aceitasse. Se bem que Pitágoras, e Platão - durante a última parte da vida - adoptassem a teoria de que o movimento anual do Sol em seu percurso do Zodíaco procedia do movimento da terra em volta do Sol, e não do próprio Sol, essa teoria havia sido inteiramente esquecida, sendo o ptolemaico o sistema aceite por todos os matemáticos. Há, no entanto, alguns versículos revelados no Alcorão contrários à teoria do sistema ptolemaico, como: “O Sol move-se num lugar fixo”, o que mostra a fixidez do Sol e seu movimento em redor de um eixo, e em outro versículo: “E cada estrela move-se em seu próprio céu”. Assim é explicado o movimento do Sol, da Lua, da Terra e dos outros astros. Quando apareceu o Alcorão, todos os matemáticos ridicularizaram essas afirmações, atribuindo à ignorância tal teoria. Até mesmo os doutores do Islão, verificando serem esses versículos contrários ao sistema ptolemaico, universalmente aceite, sentiram-se constrangidos a dar-lhes outra interpretação.

Foi somente depois do século XV da era cristã, quase novecentos anos após Maomé que um astrónomo famoso fez novas observações por meio do telescópio por ele inventado, dos quais resultaram descobertas importantes, como a rotação da Terra, a fixidez do Sol, e também seu movimento em volta de um eixo. Viu-se, assim, que os versículos do Alcorão estavam em harmonia com os fatos existentes e o sistema ptolemaico era imaginário.”[i]

[i] ‘Abdu’l-Bahá Esplendor da Verdade página 38

1 comentário:

antónio paiva disse...

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Caro João,

não há que ficar sem jeito

um bom trabalho é sempre um bom trabalho e merece ser reconhecido

ainda que por alguém sem conhecimentos para o fazer como eu

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Abraço