quinta-feira, 31 de maio de 2007

Natureza da Religião

Bahá’u’lláh respondendo a um crente sobre a natureza da religião disse:

E, agora a respeito de tua pergunta sobe a Natureza da Religião. Sabe tu que aqueles que são verdadeiramente sábios tem comparado o mundo ao templo humano. Como o corpo do homem precisa de vestidura, assim o corpo da humanidade necessita ser adornado como ser adornado com o mato da justiça e sabedoria. Sua vestimenta e a Revelação que lhe é concedida por Deus. Sempre que essa vestimenta tenha cumprido seu objectivo o Todo-Poderoso certamente a renovara. Pois cada era exige uma nova medida da luz de Deus. Cada Revelação Divina tem sido enviada de um modo adequado as circunstâncias da era em que apareceu.”[i].

‘Abdu’l-Bahá explica a unidade entre ciência e religião:

Religião e ciência são duas asas com as quais a inteligência do homem pode pairar nas alturas, com as quais a alma humana pode progredir. Não é possível voar com uma asa apenas! Se um homem tentasse voar unicamente com a asa da religião, cairia imediatamente no pântano da superstição, enquanto, por outro lado, somente com a asa da ciência, também nenhum progresso faria, antes se afundaria no lodaçal desesperador do materialismo."[ii]

A ciência não tem intrinsecamente moral, não é boa nem má, depende da forma como é utilizada. O tratamento de plutónio tanto pode servir para radiação curativa do cancro como para construir uma bomba atómica.

[i] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh página 59
[ii] Palestras de Abdu’l-Bahá em Paris página 115

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O equlíbrio do Mundo

Os Bahá’is entendem que os médicos divinos, os Profetas ou Mensageiros de Deus, trouxeram as mensagens de Deus e que, de acordo com o estágio de desenvolvimento da Humanidade assim os Profetas trouxeram Suas leis e ensinamentos. Há pouco mais de cem anos Bahá’u’lláh disse que a humanidade iniciava um período da sua história que ficaria vinculado a uma restruturação radical da vida no planeta.
Bahá’u’lláh afirma:
O equilíbrio do mundo foi alterado através da influência vibrante desta nova e mais grandiosa Ordem Mundial. A vida regulada do género humano foi revolucionada por meio deste sistema único, maravilhoso - cujo igual jamais foi testemunhado por olhos mortais.”[i] e
Cada palavra que procede dos lábios de Deus e dotada de tal potência que pode instalar nova vida em todo corpo humano - se sois dos que compreendem essa verdade. Todas as maravilhosas obras que vedes neste mundo foram manifestadas mediante a operação de Sua suprema e excelsa Vontade, Seu desígnio maravilhoso e inflexível com a simples revelação da palavra “Formador” efluindo de Seus lábios proclama Seu atributo ao género humano, tal força emana, que pode gerar, através de sucessivas eras todas as múltiplas artes que as mãos do homem podem produzir. Isto, deveras, é uma verdade certa. Mal se pronuncia esta palavra resplandecente, quando suas energias animadoras, agitando-se de entre todas as coisas criadas, dão origem aos meios e instrumentos pelos quais essas artes podem ser produzidas e aperfeiçoadas.
Todas as admiráveis realizações que ora testemunhais são as consequências directas da Revelação deste Nome. Nos dias vindouros, contemplareis, verdadeiramente coisas das quais jamais soubestes. Assim foi decretado nas Epístolas de Deus, e ninguém pode compreender isto, salvo aqueles cuja vista é aguçada. Outrossim, no momento que manar de Meus lábios a palavra “Omnisciente”, toda coisa criada, segundo sua capacidade e suas limitações, será investida do poder de desenvolver o conhecimento das mais maravilhosas ciências e será capacitada a manifestá-las no decorrer do tempo, a mando daquele que é o Todo Poderoso, o Conhecedor de tudo. Sabe tu com certeza que a Revelação de todos os outros Nomes é acompanhada de uma manifestação semelhante do poder Divino. Cada uma das letras que procede dos lábios de Deus é, em verdade, uma letra-mãe, toda palavra proferida por Aquele que é o Manancial da Revelação Divina é uma palavra-mãe e Sua Epístola é uma Epístola-Mãe. Bem-aventurados os que apreendem esta verdade
.”[ii]
A sílica, actualmente empregue nos computadores, é uma “coisa criada” à qual só recentemente foi dado valor.

[i] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página 91
[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh página 95

terça-feira, 29 de maio de 2007

Fé e Ciência

A questão ambiental é algo que nos surge como uma realidade objectiva e que poderá ser um factor impulsionador para a unidade do género humano já que nenhum país ou povo poderá por si só resolver este problema. Por mais exemplar que seja a postura de um país relativamente à defesa ambiental de pouco lhe valerá se um qualquer outro país, estando geograficamente próximo ou não, desrespeitador da defesa ambiental lhe infligir agressões neste domínio. A ciência tem que contribuir para a unidade do género humano, nunca devendo permitir que
preconceitos de raça, cultura, religião, sexo ou qualquer outro possam ensombrá-la, para que jamais o homem seja “o lobo do próprio homem”.
A liberdade de investigar o propósito da existência, e desenvolver os atributos da natureza humana, necessita ser protegida. No entanto, o desejo legítimo de cada ser humano à liberdade de pensamento e acção não justifica o culto do individualismo que, tão profundamente, corrompe muitas áreas da vida contemporânea. A Fé Bahá’i entende que a solução para a defesa do equilíbrio ambiental repousa na ciência, mas também na religião, como o Seu Fundador afirma:
Vede o mundo como o corpo humano, o qual, embora inteiro e perfeito no tempo de sua criação, tem sido afligido, por várias causas, com graves males e doenças. Nem por um só dia obteve sossego, ao contrário sua enfermidade tornou-se mais severa, pois foi sujeito ao tratamento de médicos inábeis, que se entregavam completamente a seus desejos pessoais e erraram de um modo lastimável.”[i]

e “O Médico Omnisciente tem Seu dedo no pulso da humanidade. Ele percebe o mal e, com a sua infalível sabedoria, prescreve o remédio. Cada era tem o seu problema e cada alma sua especial aspiração. O remédio que o mundo necessita em suas aflições hodiernas não pode ser, jamais o mesmo daquele requisitado por uma era subsequente. Cuidai zelosamente das necessidades da era em que viveis e concentrai vossas deliberações em suas exigências e seus requisitos.”[ii]
[i] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página 161
[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página 136

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Fé e Ciência


Assim aqueles que acreditavam em Deus tinham o poder de navegar através do oceano de superstições na confusão que envolvia o mundo antigo. Quaisquer que fossem as crenças dos monoteístas, eles sempre tinham dois pontos filosoficamente localizados: o Criador, filosoficamente distante de tudo aquilo que tinha criado, e eles próprios. Este processo de triangulação identificava o mundo natural como sagrado, não porque cada rocha ou árvore estivesse imbuída de uma força misteriosa mas porque eram criadas por Deus.

A filosofia com que encaramos Deus repercute-se na forma como actuamos e entendemos a Natureza em que vivemos. Os três elementos: Deus, a Humanidade e a Natureza deverão ser entendidos como estando relacionados. Para se potencializar o acesso ao conhecimento é necessário um diálogo contínuo e intenso entre a ciência e a religião. Vai-se tornando cada vez mais evidente que as pesquisas científicas não estão necessariamente direccionadas para o alcançar do bem comum. O compromisso espiritual entre a ciência e a religião é uma necessidade que urge reconhecer.

A Casa Universal de Justiça, instituição suprema da Fé Bahá’i, chama a atenção para os povos diferenciarem “entre opinião subjectiva e realidade objectiva” .

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Ciência e Religião - as nossas duas asas


É um facto que em nome da religião se cometeram grandes atrocidades, é o caso do tristemente célebre Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, em que cientistas pretendendo descrever a realidade das coisas foram perseguidos e, alguns, mesmo condenados à morte, como foi o caso de Giordano Bruno. Infelizmente ainda hoje se cometem crimes em nome da religião.

No entanto, o fanatismo e a intolerância poderão encontrar a sua fonte, não só na perversão da religião mas também na da ciência, como foi o caso da ideologia nazi em que os seus actores retenderam justificá-la como estando de acordo com a ciência.

O impulso científico terá sido francamente estimulado pela concepção de um só criador. Quando Akhenaton, faraó egípcio, estabeleceu a existência de um só Deus e o judaísmo introduziu a ideia monoteísta, tornou-se possível à humanidade desenvolver um novo entendimento da Natureza e de todas as outras coisas. Para aqueles que acreditavam num só Criador já não havia razão para imaginar que qualquer criatura viva fosse possuída de forças misteriosas e poderes desconhecidos.

O monoteísmo trazia consigo uma poderosíssima ideia, permitia a um navegador, através da técnica de triangulação, localizar-se no espaço em que estava inserido pela localização de dois pontos previamente conhecidos. Por exemplo, no mar um marinheiro pode localizar-se através das estrelas ou constelações. Os marinheiros no Hemisfério Norte tinham a estrela polar como
referência segura, ao indicar o Norte, ao invés daqueles que navegavam no Hemisfério Sul que tinham o Cruzeiro do Sul mas que não era tão certo quanto a Estrela Polar.

Religião e Ciência

A história contemporânea tem provado que os esforços e benefícios materiais
não podem ser vistos como fins em si mesmos. O valor do conhecimento está, não
apenas em atender as necessidades básicas da humanidade, de
habitação, de alimentação, de cuidados de saúde, como também o de
ampliar as capacidades humanas. O conhecimento científico e os
esforços económicos devem proporcionar aos povos, e suas diferentes
instituições, meios através dos quais possam alcançar o real
propósito do desenvolvimento e lançar os alicerces para uma nova
ordem social, capaz de cultivar as potencialidades ilimitadas
latentes na consciência humana.

As conquistas da religião caracterizam-se mais pela dimensão moral. Ao longo da
história a religião foi moldando a humanidade, ensinando-a a disciplinar o seu
lado animal, permitindo que o perdão, a generosidade, a capacidade de amar, a
confiança, proporcionasse o avanço da civilização. Embora obscurecidos por
acréscimos dogmáticos ou desviados por conflitos sectários os ensinamentos que
Profetas como Krishna, Moisés, Buda, Zoroastro, Jesus e Maomé trouxeram à
humanidade são evidentes. A religião deverá proporcionar aos diferentes povos a capacidade para o contentamento, a alegria da disciplina moral, e a devoção ao dever. Estas
características deverão ser assimiladas pela sociedade. O actual desafio da
religião é libertar-se das obsessões do passado: contentamento não é fatalismo;
moralidade nada tem em comum com o puritanismo negador da vida; e uma genuína
devoção ao dever não traz um sentimento de superioridade mas sim auto-estima.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Os computadores só por si não nos sustentam.

Encontrei este texto em "Cidadão do Mundo".

Entidades de ensino norte-americanas desistem de programas que implementam uso de computadores em sala de aula. Observam que sem benefícios pedagógicos comprovados e com custo alto, uso de informática termina sendo um retrocesso. É o que acabo de ler no The New York Times. É informado que os estudantes da Liverpool High, uma escola de segundo grau no interior do Estado de Nova York, usaram os laptops fornecidos a eles pela escola para divulgar gabaritos de provas, baixar pornografia e invadir computadores de empresas. Quando os dirigentes escolares adotaram medidas de segurança mais rígidas para a rede do colégio, um aluno da 10ª série não só encontrou maneira de superar essas barreiras como também postou instruções na Web explicando aos colegas como fazer a mesma coisa. Dezenas dos laptops arrendados pelos alunos quebram a cada mês, e de dois em dois dias, nos períodos reservados a estudo assistido por professores, a rede da Liverpool High termina caindo, devido ao alto número de alunos que preferem navegar pela internet a dirimir suas dúvidas escolares. Há que se repensar uma melhor uso da informática nos processos educacionais. E não é pelo seu mau-uso que se deveria passar ao largo das novas tecnologias, ainda mais esta, que veio para ficar e faz parte integral de nossa vida contemporânea.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

A ciência e a religião

Ao longo da história de que há registo, a consciência humana sempre dependeu de dois sistemas básicos de conhecimento, através dos quais as suas potencialidade se foram progressivamente revelando: a ciência e a religião.

Ambas agiram como verdadeiras progenitoras da civilização. A eficácia desta estrutura dualista foi maior durante os períodos em que a religião e a ciência coexistiram em harmonia.

Para a protecção ambiental é necessário que a humanidade reja os poderes latentes na sua consciência de forma disciplinada e consciente, na sua vida moral e intelectual.

Na sociedade contemporânea a ciência desfruta de um respeito universal. O nível de educação, na sua vertente intelectual, é cada vez mais vista como sinónimo de desenvolvimento. Quanto mais abrangente for o sistema escolar, relativamente aos diferentes sectores da sociedade, maiores potencialidades humanas terá essa nação.

A expansão do conhecimento, a todos os níveis, permite uma elevação do nível da capacidade humana e será uma forma de enfrentar os diferentes problemas ambientais, económicos e sociais. O desafio que se coloca diz respeito à forma de como a ciência e a tecnologia deverão ser empregues.

Se se cair no erro de permitir que a ciência apenas sirva um grupo restrito de povos ou nações corre-se o perigo de aumentar o já vasto fosso que separa ricos de pobres. Jamais a actividade científica deverá ser pertença de um fragmento da sociedade.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

14. A explosão demográfica.

Uma questão já por várias vezes debatida é aquela que diz respeito à explosão demográfica que atinge essencialmente os países mais pobres.

Este crescimento populacional é associado com a destruição de recursos, aumento de pobreza e o crescimento de megacidades, particularmente nos países pobres. Para muitos biólogos a Terra já não pode comportar mais gente mas muitas economistas diferem desta opinião.

A questão da distribuição de alimentos ser insuficiente em diferentes regiões do Globo não se deve ao excesso populacional mas mais a factores sociais. O problema populacional é apenas um sintoma do desequilíbrio da sociedade actual. No passado, a alta taxa de natalidade era compensada pela elevada taxa de mortalidade que era comum.

A moderna medicina, com as suas novas descobertas, diminuíu de forma drástica a taxa de mortalidade. A assistência social aos mais desfavorecidos é outro factor que permitiu o prolongamento da vida humana nos países desenvolvidos.

Actualmente nos países ricos há uma pequena diferença entre a taxa de natalidade e a de mortalidade, o crescimento populacional é quase estacionário. Outros há em que a taxa de mortalidade é superior a de natalidade, o que de forma alguma deverá ser fonte de regozijo.

Os países ricos disseminaram a medicina pelos países pobres, particularmente após a 2.ª Guerra Mundial, o que provocou a franca diminuição do número de mortes, mas as taxas de natalidade pouca alteração sofreram.

Diferentes factores têm contribuído para tal, a disparidade da riqueza poderá ser um deles.

Mas talvez a melhor forma de resolver este problema, e muitos outros, nos países em vias de desenvolvimento, consiste em apostar de forma objectiva na educação das meninas, futuras mães em potencial, pois que a educação feminina será mesmo mais importante que a masculina. Apostando-se naquela poder-se-á avançar mais duas ou três gerações caso se apostasse apenas na educação masculina.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Cálculo do PNB

Por exemplo, para o calculo do PNB (Produto Nacional Bruto) de cada pais não entra em linha de conta com a destruição dos recursos naturais, como é o caso das florestas e de solo arável. Outro dado enganador diz respeito à produção agrícola, considera-se que quanto maior for esta, melhor será, e não é levado em linha de conta os custos ambientais. Uma produção agrícola respeitadora do equilíbrio ambiental a curto prazo será menos rentável sob o ponto de vista económico mas o desrespeito pelo ambiente a longo prazo, mesmo sob o ponto de vista económico, poderá ser catastrófico. Por exemplo, uma agricultura intensiva utiliza, por norma, uma grande quantidade de pesticidas e adubantes inorgânicos que poderão vir a destruir um recurso natural importantíssimo já referido em capítulo anterior, a água potável, e que, de forma alguma devera ser considerada pertença de um só povo ou nação.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

INTERDEPENDÊNCIA

A propósito da interdependência entre as nações, Bahá’u’lláh escreveu: “O bem estar da humanidade, a sua paz e segurança são irrealizáveis, a não ser e até que se estabeleça firmemente a sua unidade” e sublinhando “Aquele que e o vosso Senhor o Todo-Misericordioso nutre em Seu coração o desejo de ver toda a raça humana como uma só alma e um só corpo[i] e mais adiante:

“O que o Senhor ordenou como o remédio soberano e o mais poderoso instrumento para a cura do mundo inteiro é a união de todos os seus povos numa Causa Universal, numa Fé comum.”[ii]

O princípio da unidade deverá ser compreendido e manifesto nas nossas vidas, e as instituições que se baseiam nesse princípio deverão emergir, de forma a que uma nova ordem mundial venha a desabrochar. O reconhecimento do preço da desunião e da inevitabilidade da união do género humano é um estágio crucial na transformação social. À medida que as questões de pressão ambiental, guerras e desigualdade começarem a ser vistas como partes de um entrelaçado desafio planetário, as nações vão tomando consciência da sua interdependência. A degradação de sistemas ecológicos e a consequente falta de recursos, por exemplo, são tanto causa, como resultado, da guerra. Além disso, a injusta distribuição da riqueza e consequente violação dos direitos humanos, não causam somente um incalculável sofrimento humano mas, também, provocam rupturas em ecossistemas frágeis. Isso é evidente na África, onde países que dependem da exportação de alimentos, para enfrentar barreiras comerciais, e a baixa valorização de seus produtos, exploram excessivamente seus solos frágeis a fim de alimentar suas populações e pagar crescentes dívidas externas, entrando num inevitável círculo vicioso. O desenvolvimento, no seu sentido lato, dos diferentes países continua a ser encarado de uma forma limitada.


[i] Bahá’u’lláh, página 56

[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A transição

Os antigos sistemas, culturas e estruturas sociais que se mantiveram isolados, correm o risco de, na presente época, desaparecerem, a menos que se adaptem.

Por vezes, na Natureza, há espécies que têm um grande poder de disseminação num curto espaço de tempo, mas que têm uma existência conspícua, pois são substituídas por outras formas superiores de vida. Imagine-se um terreno completamente despido de vegetação, as primeiras espécies a ocupar o terreno são plantas rasteiras de pequeno porte que se disseminam facilmente mas que mais tarde virão a ser substituídas por árvores, que tem um crescimento bastante mais lento.

Algo de semelhante vai acontecendo na sociedade humana da presente época, sistemas como o comunismo, nacionalismo ou capitalismo desenfreado, são infestantes que se disseminaram rapidamente mas que vão sendo substituídos aos poucos e poucos, mesmo que por vezes aparentem voltar. É um período de caos que só desaparecerá quando novas estruturas surgirem. Para os Bahá’is a alternativa, em termos de sistema de sociedade, é a Ordem Administrativa trazida por Bahá’u’lláh.

O processo de maturação da humanidade decorreu no seio da evolução da organização social. De início com a unidade da família, posteriormente no clã, tribo, estado, nação e, finalmente, a unidade de todo o género humano. “Vos sois os frutos de uma só árvore e folhas do mesmo ramo”.[i]



[i] Bahá’u’lláh, página 32

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Um Futuro Melhor

Encontrei este texto em Inglês e que considero excelente (não o consegui traduzir de forma que considere satisfatória).

The Promise of a Better Future


The Bahá'ís believe that there are dual processes at work in the world: the one best characterized as spiritualizing, embryonic, and beneficial to humanity; the other is the decaying and destruction of institutions and ways of thinking that no longer serve an evolving worldwide civilization.

The Bahá'ís are optimistic that humanity will survive the serious environment challenges and development issues facing it. They believe that the covenant God made with Abraham and Noah and has renewed with every Messenger sent to humanity is evidence of the long-term viability of humanity. This does not, however, allow humanity to abdicate its stewardship responsibilities nor the huge commitment to persevere and make sacrifices and changes that will transform the world. Shoghi Effendi looked forward to this renewal of civilization:
In such a world society... [t]he economic resources of the world will be organized, its sources of raw materials will be tapped and fully utilized, its markets will be coordinated and developed, and the distribution of its products will be equitably regulated ...The enormous energy dissipated and wasted on war, whether economic or political, will be consecrated to such ends as will extend the range of human inventions and technical development, to the increase of the productivity of mankind, to the extermination of disease, to the extension of scientific research, to the raising of the standard of physical health, to the sharpening and refinement of the human brain, to the exploitation of the unused and unsuspected resources of the planet, to the prolongation of human life and to the furtherance of any other agency that can stimulate the intellectual, the moral and spiritual life of the entire human race.

According to the Bahá'í International Community, it is the actions of governments, non-governmental organizations, the forces of capital, society in general, and significant individuals that will determine how quickly humanity arrives at a universal consensus for sustainable development. The onus is on every party to consciously and deliberately give a thorough evaluation to the meaning of the goals toward which they are working. This will ensure that all parties can be effective partners in progress. The Bahá'í International Community says that "clear goals, meaningful policies and standards, identified programs, and agreed upon indicators of progress are necessary if advancement toward humanity's common future is to be charted and regular corrections to that course determined and carried out."