segunda-feira, 7 de maio de 2007

INTERDEPENDÊNCIA

A propósito da interdependência entre as nações, Bahá’u’lláh escreveu: “O bem estar da humanidade, a sua paz e segurança são irrealizáveis, a não ser e até que se estabeleça firmemente a sua unidade” e sublinhando “Aquele que e o vosso Senhor o Todo-Misericordioso nutre em Seu coração o desejo de ver toda a raça humana como uma só alma e um só corpo[i] e mais adiante:

“O que o Senhor ordenou como o remédio soberano e o mais poderoso instrumento para a cura do mundo inteiro é a união de todos os seus povos numa Causa Universal, numa Fé comum.”[ii]

O princípio da unidade deverá ser compreendido e manifesto nas nossas vidas, e as instituições que se baseiam nesse princípio deverão emergir, de forma a que uma nova ordem mundial venha a desabrochar. O reconhecimento do preço da desunião e da inevitabilidade da união do género humano é um estágio crucial na transformação social. À medida que as questões de pressão ambiental, guerras e desigualdade começarem a ser vistas como partes de um entrelaçado desafio planetário, as nações vão tomando consciência da sua interdependência. A degradação de sistemas ecológicos e a consequente falta de recursos, por exemplo, são tanto causa, como resultado, da guerra. Além disso, a injusta distribuição da riqueza e consequente violação dos direitos humanos, não causam somente um incalculável sofrimento humano mas, também, provocam rupturas em ecossistemas frágeis. Isso é evidente na África, onde países que dependem da exportação de alimentos, para enfrentar barreiras comerciais, e a baixa valorização de seus produtos, exploram excessivamente seus solos frágeis a fim de alimentar suas populações e pagar crescentes dívidas externas, entrando num inevitável círculo vicioso. O desenvolvimento, no seu sentido lato, dos diferentes países continua a ser encarado de uma forma limitada.


[i] Bahá’u’lláh, página 56

[ii] Selecção dos Escritos de Bahá’u’lláh, página

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