quinta-feira, 24 de maio de 2007

Ciência e Religião - as nossas duas asas


É um facto que em nome da religião se cometeram grandes atrocidades, é o caso do tristemente célebre Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, em que cientistas pretendendo descrever a realidade das coisas foram perseguidos e, alguns, mesmo condenados à morte, como foi o caso de Giordano Bruno. Infelizmente ainda hoje se cometem crimes em nome da religião.

No entanto, o fanatismo e a intolerância poderão encontrar a sua fonte, não só na perversão da religião mas também na da ciência, como foi o caso da ideologia nazi em que os seus actores retenderam justificá-la como estando de acordo com a ciência.

O impulso científico terá sido francamente estimulado pela concepção de um só criador. Quando Akhenaton, faraó egípcio, estabeleceu a existência de um só Deus e o judaísmo introduziu a ideia monoteísta, tornou-se possível à humanidade desenvolver um novo entendimento da Natureza e de todas as outras coisas. Para aqueles que acreditavam num só Criador já não havia razão para imaginar que qualquer criatura viva fosse possuída de forças misteriosas e poderes desconhecidos.

O monoteísmo trazia consigo uma poderosíssima ideia, permitia a um navegador, através da técnica de triangulação, localizar-se no espaço em que estava inserido pela localização de dois pontos previamente conhecidos. Por exemplo, no mar um marinheiro pode localizar-se através das estrelas ou constelações. Os marinheiros no Hemisfério Norte tinham a estrela polar como
referência segura, ao indicar o Norte, ao invés daqueles que navegavam no Hemisfério Sul que tinham o Cruzeiro do Sul mas que não era tão certo quanto a Estrela Polar.

1 comentário:

SAM disse...

Explica-me, por favor, a relação entre o monoteísmo e a navegação triangulada, pois não percebi...