Os períodos de transição eram geralmente de caos e violência, assim que os antigos sistemas colapsavam e davam lugar aos novos. Algo se passa no momento actual quando a humanidade é pressionada a reconhecer-se como um todo.
O mesmo processo ocorre na natureza. Imagine-se um arquipélago em que as diferentes ilhas foram perdendo o contacto umas com as outras (exemplo dos Galápagos que inspiraram Darwin), as plantas e animais aí presentes vão evoluindo de forma a adaptarem-se às condições únicas de cada ilha. Se por alguma razão as ilhas se voltassem a juntar, por algum acidente biológico, por exemplo, os diferentes animais, e também as plantas, sem as barreiras físicas iniciais, entrariam num período de competição feroz provocando o caos, até que se chegasse a um novo estado de equilíbrio, onde os mais aptos prevaleceriam e os mais fracos pereceriam. Algumas espécies antagónicas poderiam atingir um estado de compromisso, em que uma caçava de dia e a outra ao escurecer.
Um processo semelhante ocorreu na espécie humana. As descobertas da tecnologia e ciência eliminaram muitas das barreiras físicas que separavam as comunidades habitadas em diferentes partes do mundo. Os modernos meios de transporte e comunicação têm permitido o encontro de diferentes povos e culturas a uma escala nunca anteriormente experimentada, que atinge todo o Planeta.


