quarta-feira, 21 de março de 2007

Períodos de transição

Os períodos de transição eram geralmente de caos e violência, assim que os antigos sistemas colapsavam e davam lugar aos novos. Algo se passa no momento actual quando a humanidade é pressionada a reconhecer-se como um todo.

O mesmo processo ocorre na natureza. Imagine-se um arquipélago em que as diferentes ilhas foram perdendo o contacto umas com as outras (exemplo dos Galápagos que inspiraram Darwin), as plantas e animais aí presentes vão evoluindo de forma a adaptarem-se às condições únicas de cada ilha. Se por alguma razão as ilhas se voltassem a juntar, por algum acidente biológico, por exemplo, os diferentes animais, e também as plantas, sem as barreiras físicas iniciais, entrariam num período de competição feroz provocando o caos, até que se chegasse a um novo estado de equilíbrio, onde os mais aptos prevaleceriam e os mais fracos pereceriam. Algumas espécies antagónicas poderiam atingir um estado de compromisso, em que uma caçava de dia e a outra ao escurecer.

Um processo semelhante ocorreu na espécie humana. As descobertas da tecnologia e ciência eliminaram muitas das barreiras físicas que separavam as comunidades habitadas em diferentes partes do mundo. Os modernos meios de transporte e comunicação têm permitido o encontro de diferentes povos e culturas a uma escala nunca anteriormente experimentada, que atinge todo o Planeta.

7 comentários:

Mikas disse...

Também na vida temos períodos de transição, uns melhores, outros nem tanto.

Catellius disse...

Muito bom, João!
A Europa, por não conseguir resolver seus problemas fronteiriços e se unificar sob um grande império como o chinês, aprendeu a guerrear como nenhum outro povo. Aí está, ao meu ver, parte da supremacia da civilização ocidental.
Você tem feito falta lá no meu blog.
Escrevi um texto sobre a decadência da arquitetura eclesiástica e adoraria saber sua opinião!
Um grande abraço!

Tozé Franco disse...

Excelente reflexão.
As transições são sempre dolorosas.
Um abraço.

Elfo disse...

João Moutinho, permite-me que faça uma análise ao contrário:
- A Pangea (um só continente) dividiu-se em vários.
- Os povos daí resultantes, têm cada um a sua cultura, boa ou má, e cada um a sua língua.
- Cada povo tem as suas próprias fronteiras.
- A abolição de fronteiras faz-se de forma abrupta e, como tu dizes, e, muito bem, gera-se o Caos.
- Só que para os povos poderem comunicarem entre si precisam de falar uma mesma lingua (Pangea) - um mundo unido pela lingua -, logo é possível sem a barreira da língua atingir-se a Paz Universal.
- Se a Língua une os povos e as suas culturas, então teremos hipóteses de nos adaptar melhor às culkturas e costumes de cada povo sem entrarmos em colisão e, principalmente sem nos guerrearmos uns aos outros.
- Se nós falássemos a mesma linguagem, provavelmente, poderia haver discordâncias ou concordâncias sem nos agredirmos mutuamente. Porque pode haver e, há com certeza, pontos de vista diferentes dentro de um povo que fala a mesma língua mas não têm necessariamente de se agredirem por terem pontos de vista diferentes.
- A Constituição Europeia, que está para breve, vem trazer uma nova ordem ao mundo, e teremos todos de acatar as leis de uma confederação de estados, todos unidos sob a mesma bandeira, as mesmas regras e, sobretudo falando uma língua auxiliar universal onde a torre de Babel da confusão das linguas deixará de existir.
- Nessa altura poderá haver harmonia entre os vários povos porque essa língua auxiliar universal é um dos sinais da maturidade da raça humana.
- Quanto mais depressa aprendermos essa lingua auxiliar, mais depressa nos poderemos compreender e inter-ativar-mos mais fácilmente uns povos com os outros.
- De facto nesta nossa querida Europa, cada vez mais alargada, não devemos nem poderemos ter medo das supremacias de uns sobre os outros pois haverá forçosamente de existir um tribunal europeu que abrangerá todos os países envolventes.
- A independência económica de que a Europa neste momento já dispõe em relação aos EEUU, tem uma forte repercussão nos países circundantes onde a pouco e pouco se vam trocando as mercadorias pagas já Euros e não em Dólares como até aqui.
- Os países produtores de petróleo já vam avisando os Estados compradores do crude que vão passar a usa o euro em vez do dólar devido a este ser mais instável.
- Isto torna a Europa mais Unida, mais competitiva e menos subserviente aos EEUU.

Anónimo disse...

http://video.google.com/videoplay?docid=3763564401948441540&hl=en

Catellius disse...

Grande João e amigos,
Passem lá no meu blog para ler um texto intitulado "A Ressurreição do Socialismo", de meu colega de blog, o Heitor Abranches.
Cliquem aqui para acessá-lo.

Trechos do texto:

"...americanos pensavam que a história havia acabado, com a queda do Muro de Berlim e a fragmentação do gigante soviético. Pensavam que o socialismo estava condenado diante da falência do socialismo real. O próprio FHC, um grande ex-pensador marxista, achava que a Globalização Americana seria irresistível e que a tecnologia da informação jogaria a sociedade mundial em uma nova era de crescimento infinito, e de nada adiantava ao Brasil resistir..."

O texto trata da decepção da década de 90 com os crashs das bolsas, a salvação que veio da China e sua demanda por commodities - o que acabou por fortalecer o socialismo de países como a Venezuela. A substituição do comunista pelo islâmico, como o demônio protagonista do choque de civilizações, entre outras coisas. Passem por lá, principalmente você, um defensor da paz universal e do bom islamismo.
Abração

DANIEL PEARL disse...

Convido vc a ler a entrevista bombástica do ex-repórter da TV Globo, Rodrigo Vianna: demitido após se recusar a assinar um abaixo-assinado defendendo a cobertura eleitoral da emissora, fala com exclusividade ao Fazendo Media e ao blog "Desabafo País" confirma que, de fato, existe interferência política no Jornal Nacional. No final do ano passado, Rodrigo denunciou as distorções praticadas pela TV Globo para prejudicar a campanha de Lula e favorecer Geraldo Alckmin. Mas não aconteceu apenas durante as últimas eleições. Nesta entrevista, Rodrigo conta dois outros episódios em que foi vítima de censura e se pergunta: "Será que a Rede Globo fez uma opção parecida com a da Igreja Católica de Ratzinger: ficar mais coesa, mas também menor e mais reacionária?" Acesse o DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com Um abraço, Daniel Pearl.