quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Emancipação da mulher

Um dos princípios Bahá’is reside na igualdade de direitos entre homens e mulheres, pois não é justo mais de metade da Humanidade estar subjugada. Este princípio é defendido por várias organizações não governamentais, como foi notório nas conferencias promovidas pela O.N.U., sobre desenvolvimento e direitos da Mulher que se realizaram no Cairo, Copenhaga, Pequim e Ancara.

Há cerca de 150 anos Tahireh, discípula do Báb, tirou o véu perante uma assembleia de distintos sacerdotes muçulmanos persas, o que teve como consequência a sua condenação à morte. Pela primeira vez na história das religiões um Profeta escolheu uma mulher como Sua discípula.

Em Portugal, no seu quadro político-constitucional está inequivocamente afirmado o princípio da não discriminação. Manuela Silva no Seminário “As Mulheres e os Direitos Económicos e Sociais” aludindo a situação em Portugal refere que: “as mulheres encontram-se maioritariamente em ramos produtivos, profissões e postos de trabalho menos valorizados; em igualdade de circunstâncias de sector, profissão e nível, as remunerações médias das mulheres são significativamente inferiores aos dos seu colegas masculinos; é entre as mulheres que se verificam as maiores diferenças entre a qualificação do posto de trabalho e a qualificação académica pessoal de quem o desempenha; a incidência do desemprego e do trabalho precário é superior no caso das mulheres; a percentagem relativa de mulheres em cargos de chefia e direcção é notoriamente mais baixa do que aquela que se verifica entre os seus colegas masculinos”. Face ao quadro acima referido. Manuela Silva deixou a seguinte questão: “Que seria da sociedade e da própria economia se, num único dia do ano, as mulheres suspendessem o cuidado com os seus filhos, a sua parte no desempenho das tarefas domésticas, o serviço de assistência aos doentes e idosos, se deixassem de cozinhar e, de modo geral, suspendessem as mil e uma tarefa gratuitas do seu dia a dia?”.

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