quarta-feira, 19 de julho de 2006

Razões para animosidade para com o Islão


Sendo o Alcorão o Livro que sucedeu ao Evangelho (crença da Fé Bahá’í) faremos uma pequena análise ao facto de o Islão não ter vingado (pelo menos de forma explícita) no mundo ocidental:

• O Islão é entendido como rival da cristandade.

• De uma forma geral os historiadores ocidentais têm dado pouca atenção ao contributo dado pelo Islão à cultura universal.

• O Alcorão é poucas vezes estudado de forma séria, sendo difícil a abolição de preconceitos adquiridos ao longo de gerações.

• Aqueles líderes e seguidores do Islão que têm sido menos fiéis aos seus ensinamentos têm atraído mais atenção do que aquela que era justo ser-lhes atribuída.

• Comportamentos de muçulmanos, considerados por vezes chocantes, são usualmente associados aos ensinamentos do Alcorão.

Nas Escrituras Sagradas é referido que muitos muçulmanos repetiam histórias acerca de Maomé em suponham estar a louvá-Lo, quando o efeito era o oposto. Muitas dessas histórias faziam menção da Poligamia do Profeta como uma maravilha que O enaltecia, outras faziam crer que o derramamento de sangue em nome da Jihad, mesmo que provocada pelos seguidores do Islão, era prova de se ser bom muçulmano.

O fanatismo e o excesso de zelo que foi praticado durante a conquista de diferentes territórios, como o da península ibérica, impediu que a religião se tenha sedimentado suficientemente para se opor a uma “reconquista cristã” – um cristianismo de características germânicas e sustentáculo de um mundo feudal, e intransigente, em contraposição ao cristianismo mediterrânico.

Na realidade, após a morte de Maomé e, em particular, após o assassinato de Ali, o primeiro Imame ou quarto Califa, conforme seja a visão xiita ou sunita, o Islão foi perdendo a sua pureza inicial, pois enquanto a possuía a Sua marcha era irresistível.

17 comentários:

Mikolik disse...

João, gostei deste post, informativo e objectivo. Talvez pudesses voltar a alguns dos temas nele abordados, para completar melhor algumas explicações, como por exemplo: a questão histórica da presença islâmica na Peninsula Ibérica, nomeadamente em Portugal.

João Moutinho disse...

Pedro,
São sugestões que serão levadas em conta.
Aliás, a Reconquista deve ser estudada na sua forma mais imparcial possível.

Dad disse...

João! Bem vindo à blogosfera!

Abração,

Ana Cláudia Vicente disse...

Olá, João,

poderia explicar um pouco o que queria dizer com "sendo o Alcorão o livro que precedeu o Evangelho"?

Cumprimentos,

acv

Carlos Moreira disse...

Parabéns pelo blog. Bem esclarecedor.

Elfo disse...

Como já disse noutros posts noutros bloggs, os árabes estivera em Portugal 700 anos e a sua cultura, mau grado, a igreja católica a tenha tentado destruir, ela mante-se fiel para baixo Tejo até aos Algarves.

Ficou-nos o verbo, a numeração e os dias da semana.


PARABÉNS PELO BLOGG.

João Moutinho disse...

Boa Gente, Obrigado ela vossa visita.
Ana Claúdia,
Respondendo à sua questão, "sendo o Alcorão o livro que precedeu o Evangelho", trata-se de uma grande disparate escrito por mim. Na realidade escrevi "precedeu" em vez de "sucedeu" ou mais correctamente, "sendo o Evangelho o livro que precedeu o Alcorão".

GH disse...

Joao Moutinho,
Vou ficar de olho neste blog.
Espero que me dês boas razões para eu o visitar regularmente.
Cumprimentos,

iuri disse...

eu nao concordo com:
"Comportamentos de muçulmanos, considerados por vezes chocantes, são usualmente associados aos ensinamentos do Alcorão."

Penso que os comportamentos ditos "chocantes" sao devidos aos hadiths, e nao ao Alcorão.

Pessoalmente nao "acredito" nos hadiths, ou acho no minimo duvido, nao e´ de confiar algo que "alguem disse que este disse que aquele disse que aquele disse que aquele disse que aquele disse .... que aquele disse que maome´ disse isto e aquilo"

iuri disse...

> Ficou-nos o verbo, a numeração e os dias da semana.

Elfo,

e (os avanços na) matematica, astronomia, medicina, fisica, etc.. algo que foi decisivo nos descobrimentos... (ou pelo menos foi o que aprendi na escola ;) ja a quase um decada atras )

Ana Cláudia Vicente disse...

Caro João,
não estava segura que o tal "precedeu" fosse lapso, porque não percebi se falava no sentido histórico da questão, já que entre parêntesis, remetia para a fé baha'i. Mas agora está tudo esclarecido, e de lapsos, claro, nenhum de nós está livre :)

Parabéns pelo seu blog,
acv

Quirologo disse...

Caríssimo, como podes ver já te linkei para os meus dois blogs, a saber:

http://elfoverde.blogspot.com/
e
http://quirologo.blogspot.com/

Espero não me vir a arrepender... iol.

João Moutinho disse...

Iuri,
"Penso que os comportamentos ditos "chocantes" sao devidos aos hadiths, e nao ao Alcorão."
Provavelamente nem aos hadiths são devidos, apesar de alguns terem uma fraca consistência.
Trata-se de um disvirtuamento da Religião.
Mas neste texto tento fazer uma análise de factos e não tanto juízos de valor.
Há comportamentos que são associados ao Alcorão, não deveriam sê-lo, mas são-no.

iuri disse...

joao,

podes dar-me exemplos? (isto nao e´ uma pergunta sarcastica :) )

se calhar ate era bom um post, com as actuais praticas islamicas que nao parte do islao original. se quiseres posso escrever algumas coisas sobre isso, vou domigo de manha para o medio oriente.

iuri disse...

correcao:

se calhar ate era um bom post, algum a comentar as actuais praticas islamicas que nao fazem parte ou nao respeitam o islao original.

João Moutinho disse...

Iuri,
No Paquistão houve um indivíduo que tendo nascido no seio de uma família islâmica entendeu, quando chegou a uma idade já adulta, tornar-se cristão.
Só não foi condenado à morte porque foi dado como inacapacitado mental - e isto após muitas pressões exteriores, e teve de refugiar-se no estrangeiro.
Os mulláhs tentaram justificar o seu julgamento baseando-se no Alcorão.
O Alcorão diz que "não há compulsão de Religião" mas quem vê o julgamento de fora pode pensar que a fonte para tal sentença (a pena de morte) seria mesmo O Livro.

iuri disse...

joao,

mas ai parece-me uma ma interpretacao do livro, e nao uma lei por si so. mas, pensando bem, o jejum pode ser visto como "estranho" para os ocidentais ou proibicao de carne de porco. mas, tb ha muitas coisas do ocidente que se calhar sao estranhas para os muçulmanos :)