terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Aplicação de Produtos Químicos (2)

O livro que Rachel Carlson escreveu em 1962 “A Primavera Silenciosa” (The Silent Spring) foi um alerta.

Rachel Carlson (1907-1964) foi uma cientista de biologia marinha norte-americana autora de três best-sellers literários: “The Sea Around”, “The Edge of the Sea” e “The Silent Spring”.

Este último livro “The Silent Spring” (A Primavera Silenciosa), a mais conhecida de todas as suas obras, iniciado em 1958 e publicado em 1962, tornou-se um marco na defesa ambiental.

Com esta obra Rachel Carlson contribuiu de forma decisiva para a modificação de comportamento, tanto da comunidade científica como da opinião pública, perante a Natureza. Esta é íntegra e o conceito de “controle da Natureza” teria de ser radicalmente modificado.

Rachel Carlson escreveu:

A nossa alarmante infelicidade reside no facto de uma ciência tão primitiva se ter armado a si própria com as armas mais modernas e terríveis, e que ao dirigi-las contra os insectos ela as tenha voltado, igualmente contra a Terra.”[i]

Rachel Carlson nos últimos dois anos alvo de uma forte campanha difamatória por se ter levantado contra grandes interesses económicos estabel ecidos.

O DDT foi banido em 1972.

A defesa ambiental dever-se-á sempre basear no bom senso entre a produção e a salvaguarda do equilíbrio ambiental.

Norman Borlaug (1914 - ), Agro-cientista, Nobel da Paz afirma:

É elogiável o esforço dos ecologistas para proteger algumas dezenas de espécies de pássaros ameaçados de extinção, mas o crescimento da produtividade agrícola salvou milhões de seres humanos da morte pela fome[ii].

[i] Teixo, Viriato Marques, Junho 96 pág30
[ii] Exame, Setembro 1997 pág. 130

2 comentários:

Opintas / Bernardo disse...

Químicos não carago, seu cagão. Então Bocê é que é o baaá?
Tome lá um abraço à maneira.

Carlos Ponte disse...

“É elogiável o esforço dos ecologistas para proteger algumas dezenas de espécies de pássaros ameaçados de extinção, mas o crescimento da produtividade agrícola salvou milhões de seres humanos da morte pela fome”
Pois é, amigo João, o progresso, penso eu, tem de ir no sentido de conciliar as necessidades humanas com a preservação do planeta. Desgraçadamente, as mais das vezes, isso não tem sido conseguido. Sempre em desfavor do mesmo lado.
Então vem à minha terra no próximo fim de semana?
Faz bem! Se o encontrar por cá terei todo o gosto em conversar um pouco consigo. O café fica por minha conta.
Diga qualquer coisa.
Um abraço,
Carlos Ponte