segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Uma Perspectiva Ambiental


Um dos problemas que tem afligido a Humanidade nos tempos mais recentes, ou de que só pouco ela se consciencializou de tal, diz respeito ao Meio-Ambiente, levando o Homem a adquirir a consciência de que os recursos naturais são limitados e que a sua utilização de forma desregrada poderá ser catastrófica. Durante o período da então Guerra Fria muitas questões relacionadas com a protecção ambiental eram claramente secundarizadas, mas com o fim das barreiras entre Ocidente e Oriente e a ameaça de uma qualquer catástrofe ambiental à escala mundial, os líderes de pensamento e a opinião publica voltaram-se cada vez mais para a protecção do ambiente que nos rodeia. No entanto, a presente ameaça terrorista, que já se materializou de forma massiva em Nova Iorque, Madrid e Londres foi causa de revés na focalização deste problema.

No entanto, cada vez mais a Humanidade vai tendo consciência de que é necessário o cidadão comum ter discernimento sobre as questões que afectam o Planeta, ao mesmo tempo que também cada vez mais há a noção que os problemas ambientais mais graves só poderão ser resolvidos à escala mundial, e que as diferentes nações estão mais e mais dependentes umas das outras.

O buraco na camada de ozono e o efeito de estufa, são exemplos de colisão violenta entre a civilização humana e o mundo natural. Para enfrentar estas, e outras ameaças, a humanidade necessita de se unir pois de nada serve a um país ter uma conduta exemplar se o seu vizinho lhe polui o ar e os rios e de promover a educação para ter cientistas competentes que apontem soluções técnicas e de formar uma opinião pública que seja sensível a questões como estas.
Uma das formas que actualmente se usa para eliminar o lixo regional das fábricas é a utilização de chaminés cada vez mais altas, método este que permite, por exemplo, ao Reino Unido enviar muita da sua poluição para a Noruega. Exemplo notório de como os problemas ambientais não se podem resolver à escala regional ou nacional, é o que aconteceu em Chernobyl com a ruptura na Central Nuclear. As forças da Natureza não conhecem fronteiras e os ventos sopraram da Ucrânia para os outros países contaminando todo esse ambiente.

Os portugueses, e naturalmente que também os próprios espanhóis, tem a consciência de como são directamente influenciados pelo plano hidrológico espanhol, em que um dos itens deste projecto consiste na transferencia de água de uns rios para outros rios.

Já não somos meros consumidores, somos também agentes poluentes.

Corremos o risco de sermos condenados pelas gerações posteriores por “ecocídio”, isto é assassinato do ambiente.

2 comentários:

chuvamiuda disse...

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de acordo!!!
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João Moutinho disse...

As fotografias vêem sempre de algum lugar mas esta pareceu-me muito gira.
Se calhar até provem de algum dos vossos blogs.
Mas fazem bem em chamar à atenção.
Compatriota Pnto Ribeiro,
Já lhe disse várias vezes que é muito bem vindo mas tem de vir com outras vestes. Se for um associado a solicitação mantem-se.