sexta-feira, 17 de novembro de 2006

O Problema da Biodiversidade (continuação)

A conservação da diversidade das plantas, Fitodi versidade, é preciosa para o equilíbrio terreno. A actual tendência para o declínio desta diversidade terá efeitos catastróficos na vitalidade do ecossistemas. Não apenas a sua manutenção mas também a evolução estão dependentes da Fitodiversidade. As plantas selvagens são imprescindíveis para o melhoramento genético das espécies e, em particular, para a criação de defesas naturais contra pragas. Está claramente comprovado que o recurso puro e simples a pesticidas não é a solução mais correcta. Os próprios animais selvagens são importantes como reservas genéticas.

Quanto mais os cientistas estudam a vida na Terra mais ficamos maravilhados com a inacreditável complexidade e beleza dos sistemas biológicos da biosfera.

Ao longo de milhares de milhões de anos a vida tem evoluído. No início novas espécies desenvolveram-se e “tomaram” os habitates inocupados, posteriormente estes territórios foram tomados por outras espécies já mais evoluídas tomando vantagem das condições criadas pelas anteriores, e assim sucessivamente. Relações entre espécies foram então desenvolvidas. Umas espécies adaptaram-se aos ecossistemas em que vivem, embora com alguma elasticidade, o que potencializa a sua hipótese de sobrevivência perante uma mudança brusca; outras são tão frágeis que a remoção de um só elo poderá ser suficiente para a sua extinção. É o exemplo de algumas orquídeas tropicais que tendo uma forma única estão dependentes de uma só espécie de abelha, que sucessivamente as fertiliza; caso esta espécie de abelha desapareça a orquídea terá o mesmo destino. A introdução da abelha africana na floresta amazónica poderá conduzir ao desaparecimento de algumas orquídeas naturais daquela região, pois a abelha africana tem uma capacidade competitiva muito maior que a das espécies nativas.

Frequentemente as espécies alóctones quando são introduzidas em novos habitates que lhes são favoráveis trazem consigo doenças e predadores para as quais estão adaptadas, ao invés das espécies autóctones.

Um exemplo clássico da necessidade de salvaguardar o equilíbrio ecológico e o que aconteceu numa pequena aldeia, em plena Ásia, que se debatia com o problema das moscas. Foi adquirido um pesticida com o objectivo de combater as moscas. Algumas, no entanto, eram suficientemente resistentes para sobreviverem e voarem apesar do emprego do veneno que lhes foi ministrado, estas moscas foram comidas por pequenos lagartos, seus naturais predadores, que se passeavam nos terraços das casas. Como os lagartos foram afectados pelo veneno ingerido através das moscas não se conseguiam segurar nas paredes e caíam ao chão de onde não conseguiam fugir dos gatos que os caçavam e comiam. Desta forma os gatos adquiriram uma dupla acumulação de veneno. Aqueles que não morriam envenenados já não tinham força suficiente para perseguir e apanhar os ratos e o resultado foi uma explosão populacional de ratos.

6 comentários:

ORASKA disse...

Um Ba'há?
Enfim, por aqui há de tudo, realmente.
Boa noite.

Lilis disse...

Mt mt interessante...
Bjinhos ;)

Sonia R. / Sombras disse...

Bom dia João e um bom fim de semana.

amadis / pintoribeiro disse...

Bom fim de semana.

Blue Lady disse...

Bom dia!
Obrigada por me ter linkado. Logo que tenha algum tempo também vou tentar pôr os links no meu blog. O meu tempo está complicado e eu vou atirando coisas para o blog de acordo com os meus dias e a minha disposição que nem anda muito famosa. Gostei do seu blog.
Muito obrigada por tudo.
Abracinho para si,

amadis / pintoribeiro disse...

Bom dia.