terça-feira, 14 de novembro de 2006

1. Panorâmica geral


A Terra é um dos mais pequenos planetas do sistema solar mas a sua distancia ao Sol, conjuntamente com a sua acção gravitacional, permitem que retenha alguns gases que constituem a nossa atmosfera; a sua temperatura está entre parâmetros que permitem que o vapor de água se condense em água líquida, que se torna sólida e gélida apenas nos pólos. Por outro lado o interior da Terra é bastante quente para a existência de vida tal como a conhecemos. Apenas uma ínfima camada exterior do Planeta onde existe solo e água e que, com a camada de ar, permitem a existência de vida tal como a conhecemos.

Essa camada e designada de “biosfera”, a esfera da vida. A “biosfera” tem características especiais que permitem a vida possível.

A atmosfera primitiva terá sido composta essencialmente por amoníaco e dióxido de carbono, uma combinação francamente hostil às actuais formas de vida.

Foi a acção das primeiras formas de vida que permitiram que a atmosfera se fosse gradualmente transformando. As plantas, durante muitos milhões de anos foram assimilando o dióxido de carbono e separando-o nos seus componentes; carbono que incorporavam e oxigénio que expulsavam para a atmosfera. A presença do oxigénio na atmosfera tornou possível a destruição do amoníaco e a sua substituição por azoto e água, assim terá sido criada a atmosfera tal como hoje a conhecemos. A combinação do relativamente inerte azoto com o suficiente oxigénio é aquilo de que precisamos para a nossa existência.

Mas a destruição do ambiente tem alterado insidiosamente não só a atmosfera como também a própria biosfera.

O Planeta que, durante bastante tempo, era considerado como um imenso mundo e fonte inesgotável de recursos tem vindo cada vez mais a mostrar as suas limitações.

O desbravamento de florestas em diferentes partes do mundo algo que ocorre tanto nos países ricos como nos pobres, apesar de, neste último caso os órgãos de informação darem uma maior ênfase é algo que afecta o Planeta na sua globalidade.

Estudos recentes indicam que o desaparecimento de muitas antigas civilizações mediterrânicas, poderá estar relacionado com a destruição do habitat que as circundava. Uma procura excessiva de madeira e área para cultivo terão levado a uma excessiva erosão do solo, o que conduziu a desertificação de terreno outrora cheio de vida e consequente final abrupto de brilhantes civilizações.

O IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas), organismo criado em 1988, afirma que: “As actividades humanas estão a causar aumentos das concentrações atmosféricas de gases de estufa, particularmente de dióxido de carbono e metano, e de aerossóis. Os gases de estufa aquecem a atmosfera enquanto os aerossóis tendem a arrefecê-la”. Este Instituto fez projecções para um futuro próximo. As projecções foram elaboradas tendo como dados de base o maior ou menor crescimento populacional e económico, os diferentes usos da terra, as mudanças tecnológicas e as disponibilidades energéticas.

As projecções do IPCC apontam para que as emissões de dióxido de carbono no ano 2100 variem entre 6 e 36 gigatoneladas. O primeiro cenário corresponde a um baixo aumento populacional, portanto a emissão de dióxido de carbono será equivalente à actual (1995). As emissões acumuladas de dióxido de carbono entre 1990 e 2100 deverão variar entre as 700 e as 2080 gigatoneladas. Entre 1860 e 1994 as emissões acumuladas foram de 240 gigatoneladas.

2 comentários:

chuvamiuda disse...

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mais e boa informação
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Bom dia

pintoribeiro disse...

Bom dia K'mrd. Andas fugido...abraço,