quarta-feira, 6 de setembro de 2006

XII. A Ressurreição (2.ª parte)

Tal como no cristianismo, são esperados eventos tais como o céu e a terra a serem destruídos, as estrelas a caírem, a lua a não brilhar, o sol a cessar de dar a sua luz, resultando em completa escuridão, em que aqueles que vivem morrerão. É crença que Deus sentar-se-á no Seu trono, rodeado pelos Apóstolos, profetas e anjos. O equilíbrio do mundo será alterado e os mortos levantar-se-ão das suas sepulturas para passarem por um processo de julgamento. Os bons serão enviados para um paraíso como uma recompensa eterna e os maus serão enviados para o inferno como uma eterna punição. Muitos muçulmanos crêem que apenas aqueles que professam o Islão poderão esperar alcançar o Paraíso, estado de espírito enraizado em seguidores de outras religiões.

Estas são as expectativas comuns acerca dos eventos que ocorrerão no Dia da Ressurreição, o que é incompatível com os actuais conhecimentos científicos.

Parece-nos ser importante referir dois versículos no Alcorão que tratam da questão de quem entrará no Paraíso.

“Disseram: “não entrarão no Paraíso senão os que sejam judeus ou cristãos.” Esses são os seus desejos. Dizei-lhes: “Dai a vossa prova, se sois verdadeiros.”

Sem dúvida que os que se submetem a Deus e praticam o bem terão a recompensa junto ao seu Senhor. Não tendes pois que ter temor.” – Sura “A Vaca” (II, v. 111-112)

A ideia da entrada no paraíso ser limitada, de acordo com o ensinado pelos líderes religiosos, é contrária ao versículo corânico que ensina que a entrada no Paraíso está dependente da submissão à vontade de Deus.

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