sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Maomé “O Selo dos Profetas” (3.ª parte)

“Antes de ti não mandámos nenhum Enviado nem Profeta sem que o Demónio deitasse o pecado no seu desejo quando o desejavam mas Deus apaga o que deita o Demónio e em seguida confirma os Seus versículos – Deus omnisciente e sábio.” – Sura “A Peregrinação” (XXII, v. 52).

Torna-se evidente que o sêlo da estação dos Profetas corresponde a uma mudança na administração da comunidade muçulmana, tal como comparando o sistema que era praticado na comunidade israelita durante o ministério de Moisés e o aparecimento de Jesus Cristo. No Alcorão ou nas tradições atribuídas ao Profeta Maomé há menção de “selagem” da estação de Apóstolo, prevendo uma futura Revelação Divina.

Maomé não teve filhos varões, e adoptou um jovem escravo cristão Zayd Ibn Al-Hárithi como seu filho, depois de libertá-lo da escravidão e aceitando o seu pedido voluntário para ficar na casa do Profeta. Os Judeus daquela época tinham-se oposto de forma violenta à nova Revelação, viram uma oportunidade sem precedentes na adopção por parte de Maomé de um filho varão, considerando nisto a dificuldade em deixar descendência como duvidando da Sua estação de Profeta. Eles afirmaram de entre outras coisas que, conhecendo Maomé a história dos Filhos de Israel que foram governados por Profetas após a ascensão de Moisés, ele pretendia copiar o mesmo sistema. Concentraram os seus esforços nesse evento, não só para difamar Maomé mas também para levantar outras tribos contra Ele.

Para refutar estas acusações Ele afirmou: “Maomé não é pai de um dos vossos homens, mas é o Enviado de Deus” seguido por uma afirmação que não haveria Profetas herdeiros na Dispensação Islâmica, isto é Maomé é o “Sêlo dos Profetas”. Assim os argumentos dos inimigos da Fé foram refutados.

O termo “Sêlo” também significa o fim de um ciclo, o ciclo das profecias, que irá dar lugar ao ciclo do cumprimento.

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