terça-feira, 11 de julho de 2006

I. Introdução


I. Introdução

O Alcorão é um dos livros mais influentes da História.

Para cerca de mil milhões de muçulmanos, espalhados por vários países do mundo, ou seja um sexto da humanidade, é a Palavra revelada por Deus. É um belo poema, uma oração e um código de leis que se impõe por sua magnificência e sabedoria, constituindo assim uma força motriz de comportamento religioso, social e político da humanidade. Também para a Fé Bahá’í é a Revelação da Palavra Divina.

Este Livro foi revelado durante o século sétimo da nossa Era na Península Arábica de entre diferentes e antagónicas tribos árabes. A maior parte desses habitantes dedicavam-se à pastorícia ou a actividades agrícolas rudimentares, tendo uma vida semi-nómada ou vivendo em pequenas cidades. Um factor económico importante era a presença de importantes rotas comerciais que ligavam a Índia à Síria e a Bizâncio.
Estes povos árabes dividiam-se em diferentes tribos e a sua lealdade era para com a tribo a que pertenciam. A lealdade de cada um dependia acima de tudo da tribo ou clã a que pertenciam. Honra, casamento, amizades, estatuto social tudo dependia da relação que a tribo estabelecia com o indivíduo e vice-versa. Estas tribos eram extremamente belicosas, e os conflitos estabeleciam-se ao longo de gerações. A honra da tribo justificava e requeria a vingança. Pegar em armas e lutar pela sua tribo era a maior honra que podia ser concedida a um homem. Se alguém não pertencesse a uma tribo poderosa teria que pedir a sua protecção, caso contrário a sua vida ficaria em risco.

A maior parte dessas tribos praticava formas primitivas de adoração. Adoravam ídolos construídos em madeira ou pedra. No entanto, o cristianismo e o judaísmo não eram estranhos aquelas gentes, tanto pelos contactos com as rotas comerciais como pela existência de algumas tribos judaicas.

De todos os santuários aquele que mais se destacava era o de Kaaba em Meca. Era o centro da comemoração anual dos seus principais ídolos. O próprio Maomé era descendente de uma família de custódios, os Quraish, uma das tribos mais importantes da altura. A Sua família tinha a responsabilidade de providenciar alimentos e água aos peregrinos que se deslocassem a Meca.

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