terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Cimeira de Copenhaga

No Jornal "Público" em 07.12.2009 vem escrito "ONU prevê cimeira histórica em Copenhaga"

E cito.

"A cimeira de Copenhaga, que discutirá o próximo passo internacional contra o aquecimento global, começa hoje já com uma conclusão prévia: nunca o mundo esteve tão ligado à causa climática como agora. Nas próximas duas semanas, a capital dinamarquesa estará transformada numa arena política sem precedentes em torno de um só tema ambiental.

Copenhaga poderá ficar marcada como a conferência ambiental da ONU que reuniu mais líderes mundiais. Até sábado passado, estava confirmada a presença de 105 chefes de Estado e de governo, representando 89 por cento da riqueza mundial e 80 por cento das emissões de gases com efeito de estufa, segundo dados divulgados pelo primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

Poucas confirmações faltam para Copenhaga ultrapassar a Cimeira da Terra, que reuniu 108 líderes no Rio de Janeiro, em 1992. A presença dos responsáveis máximos de tantos países - incluindo os mais importantes na questão climática - está a ser vista como um sinal histórico.

"Estou muito optimista", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, numa entrevista ao diário dinamarquês Berlingske Tidende. "Vamos chegar a um acordo, e acredito que este acordo será assinado por todos os membros da Nações Unidas, o que é histórico", afirmou.

A conferência climática de Copenhaga poderá adoptar o esqueleto de um novo tratado para suceder ao Protocolo de Quioto, que obriga os países desenvolvidos a reduzirem ligeiramente as suas emissões de gases com efeito de estufa só até 2012.

Um painel científico da ONU estima que, até 2050, as emissões de todos os países do mundo, somadas, precisam de cair metade do que eram em 1990, de modo a evitar um aquecimento global com dimensões incomportáveis."

Se as negociações correrem bem, o novo tratado será concluído ao longo de 2010. "Com tantos chefes de Estado e de governo juntos, vamos obviamente chegar a um acordo, primeiro um acordo político e, imediatamente depois, um documento legalmente vinculativo
", disse Ban Ki-moon.

Confesso não estar particularmente optimista quanto às tomadas de decisão das potências potências poluidoras: os EUA e a China. Este é um dos caso em que, nós europeus, podemos ser um farol para o mundo.

De entre as questões mais problemáticas continuo a pensar que a "libertação" do petróleo tem de estar cada vez mais nas nossas agendas.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Água nas Religiões

A Água nas Religiões

Nas Religiões, o uso ritual da água segue um ritmo de envolvimento crescente: vai desde a simples aspersão, até a total imersão. Outro ritmo a considerar é o da interioridade, que vai da sensibilidade exterior àquela interior, com a ingestão de águas sagradas ou abençoadas. Gestos culturais desse tipo são notórios.
Para se livrarem do ciclo de reencarnações, os hindus mergulham no Ganges, Yamuna e Godavàri, considerados rios sagrados.

Os judeus purificam-se pela mikvá, banho ritual. Os muçulmanos lavam os pés, os
braços e o rosto antes da oração. Nos templos subterrâneos dedicados a Mithra
havia uma pia para a iniciação. Na Gália céltica centenas de lagoas e fontes eram consideradas miraculosas: beber a sua água assegurava saúde, fertilidade e boa-sorte.
Quando João Baptista voltou do deserto anunciando o tempo messiânico, usou o banho (baptismo) como sinal público de conversão (cf. Mc 1,4-5).
Jesus de Nazaré ordenou este rito quando enviou seus apóstolos a pregarem a boa-notícia do Reino de Deus (cf. Mt 28,19).

No nosso inconsciente a imersão equivale, no plano humano, à morte; e no plano cósmico, à catástrofe (o dilúvio) que dissolve periodicamente o mundo no oceano primordial. Desintegrando toda forma e abolindo toda a história, as águas possuem esta virtude de purificação, regeneração e nascimento; porque aquilo que é mergulhado nela “morre” e, erguendo-se das águas, é semelhante a uma criança sem pecados e sem história, capaz de receber uma nova revelação e de começar uma nova vida “limpa”.
O simbolismo das águas é o produto da intuição do cosmos como unidade e do ser humano como um modo específico de existência, que se realiza através da “história”.
Para os cristãos, o Messias Jesus está no centro da história, tornada por ele mesmo uma história de salvação. Mergulhar nas águas baptismais é mergulhar no mistério de Cristo: a pessoa morrendo para a iniqüidade e ressurge redimida.
É, agora, uma nova criatura (cf. Rm 6,3-5). Esta teologia regenerativa é solenemente proclamada no baptismo.
Rituais que no ponto de vista Bahá'í não se ajustam no tempo contemporâneo, como o do baptismo mas as ablações antes das orações obrigatórias mantém-se.