sábado, 19 de julho de 2008

Ainda a Energia Nuclear

A indústria nuclear parece estar numa nova era de desenvolvimento sem precedentes, motivada sobretudo pela prevista escassez de combustíveis fósseis e pela necessidade de controle da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, que causa o aquecimento global.

Mesmo alguns antigos e ardentes opositores da energia nuclear, como Patrick Moore, co-fundador do Movimento Greenpeace, mudaram de opinião e agora defendem seu uso, "porque a energia nuclear é a única fonte de potência que não emite gases do efeito estufa e que pode substituir os combustíveis fósseis eficazmente, atendendo a crescente busca energética mundial”. De facto, as 443 Centrais Nucleares hoje em operação no mundo evitam a emissão de 3 mil milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera, caso fossem centrais termoeléctricas convencionais, o que equivale ao emitido pela exaustão de mais de 430 milhões de automóveis, aproximadamente.

O director- geral da AIEA A Agência Internacional de Energia Atómica, Mohamed El Baradei considera: "A margem de segurança, dentro do atual regime de não-proliferação, ficou muito estreita para ser confortável; é hora de limitar o processamento de materiais utilizáveis para armamentos (plutónio e urânio enriquecido) em programas nucleares civis..."

Continuo um pouco céptico em relação ao nuclear, até porque a escassez com que nos debatemos perante o petróleo também poderá ocorrer face ao urânio, caso se recorra ao U235 ou U238, mas sobre este assunto se alguém quiser fazer um cometário será bem-vindo.

1 comentário:

Elfo disse...

Olá João, eu também já fui contra o nuclear e agora sou a favor.
Quanto ao senhor El Baradei tem duas políticas, uma para o Ocidente e outra para o Oriente, esse senhor que tome juízo que já tem idade de sobra para isso. Então o Irão não pode usar o nuclear porque pode vir a ser utilizado para fins bélicos, mas a Europa pode utilizar à vontade. Já agora, Portugal é um dos maiores detentores de Urânio do mundo, e se isso resolver a crise energética, então é de avançar..., até porque Portugal ainda não está Índex do senhor El Baradei e dos seus patrões: USA