segunda-feira, 25 de setembro de 2006

A vida de de Maomé (7.ª parte)

Voltarei a fazer uma breve referência sobre a vida do Fundador da Religião Islâmica.

Maomé após regressar a Medina no Verão de 632, ficou febril e após algumas semanas a debater-se com a doença veio a falecer.

No início de Seu ministério, ensinou uma ética muito centralizada na adoração a um só Deus e banimento do paganismo.

Houve três pontos-chave constantemente relembrados aos crentes:
1. Crença num só Deus e rejeição de todos os ídolos;
2. Crença em Maomé como Mensageiros de Deus;
3. Crença no dia do Julgamento.

A estes pontos foram acrescentados os seguintes rituais e regras:
1. Oração obrigatória, cinco vezes ao dia;
2. Jejum no mês do Ramadão;
3. Pagamento da esmola;
4. Peregrinação a Kaaba;
5. Jihád, ou guerra santa contra os idólatras.

Além destes foram sendo transmitidas um séria de leis para reger a vida social tais como casamento, divórcio, herança. Outras versavam um código de conduta moral e ética onde eram enfatizados o valor da castidade, honestidade, tolerância, solidariedade e perdão. Estes princípios vieram a tornara-se a base das fundações da comunidade islâmica.

Provavelmente o maior feito de Maomé, aos olhos dos homens, terá sido o de juntar uma série díspar de tribos, muitas vezes inimigas juradas, numa só nação. Esta viria a transformar a inimizade em união fraterna, tão forte que era que nem os orgulhosos e poderosos impérios persa e bizantino lhe conseguiram fazer frente. Tão poderoso foi este ímpeto dado à nação islâmica que no espaço de uma geração veio a conquistar o território desde a Tunísia até à fronteira com a Índia. No espaço de poucas gerações este povo ignorante de costumes bárbaros e primitivos veio a ser o farol da civilização ocidental por mais de quatro séculos.

Acerca da vida de Maomé, todas as fontes bibliográficas, indicam ter usufruído de um vida simples e mesmo austera. Apesar de nos últimos de Sua vida ser um governante poderoso sempre se satisfez com roupas modestas e comida frugal. Os Seus julgamentos eram reconhecidos pelos Seus seguidores e adversários, como sendo cheios de sabedoria. Em termos políticos nunca utilizou a força quando era possível recorrer a negociações e só iniciou as agressões após os adversários terem demonstrado as suas intenções hostis. As poucas execuções por Ele ordenadas foram dirigidas a homens que de forma continuada se opuseram à Sua posição e minavam a comunidade. A alguns dos inimigos recebia de forma tão magnânime que os Seus seguidores se queixavam de aqueles serem melhores tratados do que eles próprios.

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