domingo, 28 de março de 2010

Páscoa vista por um Bahá’í

Páscoa vista por um Bahá’í

Neste época em que se comemora a Ressurreição de Jesus, a época por excelência, em termos de doutrina, do cristianismo venho deixar o testemunho sobre este acontecimento por Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’i, e de Quem os Seus seguidores acreditam ser o “Espírito da Verdade” prometido no Evangelho.

Sabe tu que, quando o Filho do Homem rendeu Seu alento, a criação inteira chorou com grande pranto. Por Ele se haver sacrificado, entretanto, infundiu-se uma nova capacidade em todas as coisas criadas. Suas evidências, segundo se testemunha em todos os povos da terra, estão agora manifestas diante de ti. A mais profunda sabedoria que os sábios têm pronunciado, a mais completa erudição que qualquer mente tenha desvelado, as artes produzidas pelas mãos mais hábeis, a influência exercida pelo mais potente dos governantes, são apenas manifestações do poder vivificador que emana de Seu Espírito transcendente, predominante e esplendoroso.
Damos testemunho de que Ele, quando veio ao mundo, irradiou o esplendor de Sua glória sobre todas as coisas criadas. Por Seu intermédio, o leproso recuperou-se da lepra da perversidade e ignorância. Por ele os lascivos e refractários foram curados. Através de Seu poder, nascido de Deus Todo-Poderoso, os olhos dos cegos se abriram e a alma do pecador foi santificada.

A lepra pode ser interpretada como qualquer véu que se interponha entre o homem e o reconhecimento do Senhor, seu Deus. Quem se deixa d’Ele ser excluído é, em verdade, um leproso, que não há de ser lembrado no Reino de Deus, o Todo-Louvado. Damos testemunho de que, através do poder do Verbo de Deus, todo leproso foi purificado – curou-se toda doença e baniu-se toda enfermidade humana. Ele foi Quem purificou o mundo. Bem-aventurado, o homem que, com a face irradiante de luz, a ele se haja volvido
.”

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Naw Rúz


O Ano Novo (Naw Rúz) aproxima-se para os Bahá'ís, sendo coincidente com o equinócio da Primavera.

A simbologia de uma nova vida está presente nesta data. Durante o mês (de 19 dias) que antecede o Ano Novo os Bahá'ís devem-se abster de alimentos entre o nascer do Sol e Pôr-do-Sol, estando presente a noção do contacto que temos com a Natureza e com os Corpos Celestes - neste caso o "Astro-Rei".

A religião Bahá’i é a religião da Beleza. O mundo futuro dever-se-á apresentar bastante diferente das imagens que nos vão sendo oferecidas. De forma alguma se assemelhará ao género de filmes de ficção científica em que tudo surge feito de material sintético. As Escrituras Bahá’is estão imbuídas de imagens encontradas na Natureza e os Seus lugares Sagrados são embelezados por jardins.
Bahá’u’lláh refere-se a Si Próprio como:

“A Primavera Divina” ,“O Rouxinol do paraíso que canta sobre a Árvore da Eternidade com santas e suaves melodias” , “Sou Eu o Sol da Sabedoria do Oceano do Conhecimento. Dou alento aos esmorecidos e revivifico os mortos. Sou a Luz que guia, que ilumina o caminho. Sou o Falcão real, no braço do Omnipotente. De cada ave desfalecida, desdobro as asas caídas e impulsiono-lhe o voo”.

A beleza é um ornamento que é intrínseco à própria Revelação Bahá’i.

No início do Livro Sacratíssimo Bahá’u’lláh diz:

“Observai os Meus Mandamentos por Amor à Minha beleza.”

Nas Palavras Ocultas Ele diz:

”Velado em Meu Ser imemorial e na eternidade antiga de Minha Essência, conheci Meu amor por ti e assim te criei, gravando em ti Minha imagem e revelando-te Minha beleza.