sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A salamandra e a regeneração de membros (humanos)


Cientistas britânicos descobriram uma proteína essencial para recuperação de membros perdidos. A utilização em pessoas ainda é um sonho distante, mas esta descoberta é um primeiro passo.

A a chave que permite que as salamandras regenerem membros perdidos pode ter sido encontrada: uma proteína, que, no futuro, pode ajudar a pesquisa em medicina regenerativa humana.

Os biólogos sempre foram intrigados pela habilidade das salamandras de regenerar partes do corpo perdidas. Exactamente como elas faziam isso, no entanto, não estava claro.

Agora, uma nova pesquisa feita por um grupo britânico e publicado na revista “Science” mostra que uma proteína chamada nAG, excretada por células nervosas e da pele, tem um papel central na produção de uma massa de células imaturas, o blastema, que regenera a parte perdida.

A importância da nAG foi demonstrada pelo fato de que mesmo quando um nervo era danificado abaixo da raiz, o que normalmente impediria a regeneração, os cientistas conseguiram incentivá-la ao forçar, articialmente, a produção da proteína.

Anoop Kumar e os seus colegas do University College de Londres afirmam, no estudo, que a descoberta pode “ser promissora para esforços futuros de promoção da regeneração de membros em mamíferos”.

David Stocum da Universidade de Indiana afirma que o feito poderia a ajudar a explicar por que os mamíferos têm capacidades de regeneração limitadas, e, assim, auxiliar directamente a medicina regenerativa.

Avanço importante

Um entendimento claro dos sinais moleculares envolvidos na formação do blastema e na regeneração de membros pode, eventualmente, permitir que médicos programem comportamentos parecidos em partes do corpo que antes não se regenerariam.

Quando isso pode ser possível, especialmente em humanos, é difícil determinar, mas a adição da nAG no repertório de susbtâncias necessárias é um avanço importante”, diz Stocum.

As salamandras são capazes de manipular seus corpos ao transformar células comuns em células-tronco e, então, em células adultas novamente.

A medicina regenerativa é um campo de pesquisa em crescimento, com um foco importante nas células-tronco, aquelas que agem como fonte de várias células e tecidos no organismo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Ideia Egoísta


A IDÉIA EGOÍSTA
Em "The meme machine", publicado nos EUA em 1999, Susan Blackmore defendeu que a história evolutiva do homem tem sido perversamente guiada pela lógica de unidades culturais de imitação chamadas mimos (meme em inglês).
Basicamente,mimos são ideias, informações, que se reproduzem de mente para mente, de ser humano para ser humano: mimos são “instruções para realizar comportamentos, construídos no cérebro ou por imitação” (Blackmore, 1999, p. 43). Na verdade, segundo a autora, nós, seres humanos, e nossos cérebros, seríamos máquinas de reprodução de ideias. O mecanismo para essa reprodução de ideias seria a imitação mais especificamente a aprendizagem.
Não era a primeira vez que o mundo dos conceitos e de sua multiplicação procuravam insidiosamente tomar as rédeas da história do homem. O filósofo Daniel Dennett já afirmara anteriormente que a evolução biológica de todos os seres vivos, incluindo o homem, poderia ser interpretada como um processo algorítmico, no qual os elementos fundamentais seriam a hereditariedade (genes), a variação (mutação) e a selecção natural (reprodução diferencial) (Dennett, 1990, 1998; Runcinan, 1998).
Para Dennett, os genes são replicadores genéticos que existem há biliões de anos e nós, criaturas feitas basicamente de proteínas, somos suas máquinas de sobrevivência, formas pelasquais os genes mantêm íntegro o significado de suas mensagens por um tempo, não raro, milhares de vezes maior do que a duração de uma vida humana e mesmo de toda uma espécie e a humanidade. Entretanto, no caso específicodo Homo sapiens, um segundo tipo de replicador, os mimos, teriam sido co-responsáveis não só pelo crescimento do cérebro e pela indústria de ferramentas, mas também fundamentalmente pelo que chamamos de cultura e sociedade. Exemplos de mimos ou “unidades memoráveis distintas” são: arco, roda, vestir roupas, vingança, triângulo rectângulo, alfabeto, a Odisseia, cálculo,xadrez, desenho em perspectiva, evolução pela selecção natural, impressionismo,(Dennett, 1998, p. 358).
Como os genes, os mimos poderiam ser compreendidos se prestarmos atenção:
1) ao processo hereditário pela qual as informações culturais se reproduzem em populações de cérebros humanos (horizontal e verticalmente),
2) ao processo que faz com que as informações culturais variem, e
3) ao processo de selecção de informações culturais.