segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bondade para com os animais

Bahá’u’lláh diz ao homem para “mostrar bondade para com os animais[i] e adverte contra a “caça em excesso”[ii].(66) Em “O Livro Sacratíssimo” está escrito: “Não sobrecarregais um animal com mais do que ele pode suportar. Nós, em verdade, proibimos tal tratamento mediante firmíssima interdição registrada no Livro. Sede vós as personificações da justiça e da equidade em meio de toda a criação.”[iii]

Relativamente a este assunto ‘Abdul-Bahá escreve: “Em conclusão, não é apenas aos seres humanos que os crentes em Deus devem tratar com bondade e compaixão, mais propriamente devem mostrar amor e bondade a todas as criaturas vivas. Em tudo o respeitante ao físico, e onde o espírito animal é considerado, os mesmos sentimentos são partilhados pelo animal e pelo homem. O homem não tem o poder de compreender esta verdade, no entanto, ele acredita que as sensações físicas são limitadas aos seres humanos, e por esse motivo é injusto e cruel para os animais.

E ainda, em verdade, que diferença quando chegam as sensações físicas? Os sentimentos são idênticos, qualquer que seja o sofrimento infligido no homem ou no animal. Não há diferença qualquer que ela seja. E na verdade vós fazeis pior ao praticardes uma agressão a um animal, o homem tem uma linguagem, ele pode queixar-se, ele pode bradar e chorar; se injuriado ele pode recorrer às autoridades e estas protegerem-no do agressor. Mas o infeliz animal é mudo, não tem capacidade para expressar a sua dor nem apresentar queixa às autoridades. Se um homem inflige milhares de agressões a um animal, ela nem pode proteger-se com a fala nem arrastá-lo para um curral. Por conseguinte, é essencial que mostrais publicamente a maior consideração possível para com os animais, e que sejais mesmo mais bondosos para com eles do que com os vossos semelhantes.

Treinai as vossas crianças desde cedo para serem infinitamente meigas e amorosas para com os animais. Se um animal estiver doente, deixai as crianças tentarem ajudá-lo, se ele tiver fome, deixai-as alimentá-lo, se está com sede deixai-as apagar-lhe a sede, se cansado deixai-as vê-lo repousar.

A maior parte dos seres humanos são pecadores mas os animais são inocentes. Certamente aqueles sem pecado deverão acolher com a maior bondade e amor - todos excepto os animais que são perigosos... Mas para os animais abençoados a maior bondade deve ser demonstrada, o melhor do melhor. Ternura e amor cheio de bondade são princípios básicos do Reino celestial de Deus. Devereis tomar este assunto em maior consideração em vossas mentes.
[iv]

Os escritos Bahá’is também afirmam que o consumo de carne não é um pré-requisito para a saúde:

“Relativamente ao consumo de alimento animal e sua abstinência, ... o homem não necessita de carne nem é obrigado a comê-la. Mesmo assim, sem comer carne ele deverá viver com maior vigor e energia... Verdadeiramente a matança de animais e o consumo da sua carne é algo de contrário à piedade e compaixão, e se um indivíduo se puder contentar com cereais, fruta, azeite e frutos secos como pistácios, amêndoas ou outros, seria sem qualquer dúvida melhor e mais gentil
[v].






[i] Conservação dos recursos da Terra, página 19
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 19
[iii] Kitab-i-Akdas, página 70
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 20
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 20

Os conhecimentos tradicionais

Para a preservação do meio-ambiente é necessário estudar-se os sistemas tradicionais. Por exemplo, o progressivo esvaziamento demográfico do interior de Portugal tem como consequência a perda, muitas vezes de forma irreversível, de património natural e cultural. O emprego de maior tecnologia de forma alguma deverá ser associado ao desaparecimento de culturas riquíssimas que naturalmente contém aspectos menos positivos e esse deverão ser abandonados mas há outros conhecimentos preciosíssimos. São conhecidos aqueles saberes milenares empíricos que poderão vir a demonstrar serem fundamentais para a nossa sobrevivência futura. O entendimento da grande eficiência energética dos sistemas agrícolas tradicionais será uma chave para o desenvolvimento sustentado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sugestão do Marco

Cá está a resposta ao desafio.

O livro chama-se "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman.
Título original: Emotional Intelligence
Tradução: Mário Dias Correia
Revisão Técnica: João Chaves


Na página 161:

Neste ponto - em pleno sequestro - as emoções da pessoa são tão intensas , a sua perspectiva tão estreita e os seus pensamentos tão confusos que não há esperança que possa ver o ponto de vista do "adversário" ou resolver as coisas de uma maneira razoável.
Recebi o desafio do Marco e agora passo ao Teixeira.
Regras:1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.
Mas só passei uma vez.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

agricultura e preservação do equilíbrio ecológico do mundo

‘Abdul-Bahá afirma: “A base fundamental da sociedade é a agricultura, a lavoura[i]. O Mestre descreve a agricultura como “Uma ciência nobre[ii] para os que a praticam como um “acto de adoração[iii], e encoraja homens e mulheres para se empenharem em “ciências agrícolas[iv]. Ele indica que se um indivíduo “tornar-se proficiente neste campo, ele será causa de um meio que proporciona o bem-estar a um número incontável de pessoas”.[v]

Relativamente ao desenvolvimento económico e social das nações, a Casa Universal de Justiça sublinha a importância da “agricultura e preservação do equilíbrio ecológico do mundo”.[vi]





[i] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[ii] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[iii] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[iv] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[v] Conservação dos recursos da Terra, página 23
[vi] Conservação dos recursos da Terra, página 23