domingo, 30 de novembro de 2008

Vida extraterrestre (equação de Frank Drake)


Por princípio, a ciência académica não acredita em discos voadores, mas pode acreditar em vida extraterrestre inteligente. Segundo os cientistas, não existem evidências que suportem a ideia de seres de outros planetas visitarem a Terra nem de que exista vida inteligente no sistema solar fora da Terra. As grandes distâncias entre as estrelas e a limitação das velocidades que os corpos podem adquirir tornam extremamente improváveis tais visitas.

Nas últimas décadas, porém, têm sido travadas discussões, constantemente actualizadas, sobre a probabilidade de vida extraterrestre. Por todo o mundo, têm sido gastas quantidades avultadas de recursos em pesquisas que detectem sinais emitidos por civilizações inteligentes extraterrestres.

O grande avanço tecnológico característico de nossa época pode estar nos levando a passos largos para a detecção desses sinais que, uma vez captados, confirmarão a existência de vida extraterrestre inteligente, podendo vir a alterar significativamente a nossa sociedade humana.

Vejamos, na nossa galáxia existem centenas de milhões de estrelas.

A EQUAÇÃO DE FRANK DRAKE

Em 1961, Frank Drake, astrónomo norte-americano, actual director do Instituto SETI, publicou uma equação que pretende fornecer o número de civilizações inteligentes e que desenvolveram tecnologia em nossa galáxia. Essa equação ficou conhecida como equação de Frank Drake.

Ao se analisar pela primeira vez essa equação, percebe-se a sua grande simplicidade. Não é necessário conhecimento aprofundado das ciências exactas para entendê-la. A equação de Frank Drake fornece o número de civilizações em nossa galáxia que são inteligentes, desenvolveram tecnologia e são assim capazes de emitir sinais detectáveis por nós, assim como de detectar sinais que nós emitimos ("civilizações comunicantes"). Chegamos a esse número através da multiplicação simples de sete termos ou parcelas. A equação de Frank Drake é simples, mas chegar a valores razoáveis para cada uma dessas sete parcelas é extremamente difícil e complicado.

A Equação

N = E x P x S x V x I x T x C; onde N é o número de civilizações comunicantes em nossa galáxia; E é o número de estrelas que se formam por ano na nossa galáxia; P é a fracção, dentre as estrelas formadas, que possui sistema planetário; S é o número de planetas com condições de desenvolver vida por sistema planetário; V é a fracção desses planetas que de fato desenvolve vida; I é a fracção, dentre os planetas que desenvolvem vida, que chega a vida inteligente; T é a fracção, dentre os planetas que chegam a vida inteligente, que desenvolve tecnologia e C é a duração média, em anos, de uma civilização inteligente.

Astronomia

Encontrar valores para E, P e S é tarefa da Astronomia. Com base nas teorias actuais sobre formação de estrelas, não parece que estamos sujeitos a grandes erros se considerarmos E = 10, P = 1 e S = 1. A multiplicação dessas três parcelas permite-nos dizer que, por ano, se formam 10 planetas na nossa galáxia com condições de abrigar vida.

Biologia

Encontrar valores para V e I é tarefa da Biologia. Principalmente pela falta de outra amostra para a observação da vida, que não a Terra, temos grande incerteza na atribuição de valores para essas duas parcelas. Vamos considerar que de dez planetas com possibilidades de desenvolvimento de vida, essa só se desenvolva efectivamente em um deles (V=0,1). Da mesma forma, vamos considerar que de dez planetas que desenvolvam vida, um chegue a vida inteligente (I = 0,1).

Ciências Sociais

T e C estão na área político-sócio-económica. A incerteza na atribuição de valores para essas duas parcelas é imensa. Também aqui vamos considerar que de dez planetas que alcancem vida inteligente, um desenvolva tecnologia (T = 0,1). Por fim, qual a duração média de uma civilização comunicante? A resposta a essa pergunta também envolve algum conhecimento de Astronomia. (Note que essa pergunta está intimamente ligada ao futuro da espécie humana. Há apenas cerca de 60 anos podemos nos intitular "civilização comunicante" e a Terra ainda poderá existir por uns 4,5 biliões de anos, tempo de existência que ainda resta ao sistema solar.) Alguns mais pessimistas acreditam que já estamos prestes a nos auto-destruir. Alguns mais optimistas acreditam que o único limite para a nossa civilização é a destruição do sistema solar. Existe também a possibilidade de destruição de nosso planeta em uma colisão com um cometa ou meteoro. Mesmo sabendo que estamos sujeitos a um grande erro, vamos considerar C = 10 milhões.

sábado, 15 de novembro de 2008

Vida em Marte?


Uma elevação de gelo foi descoberta na região de Deuteronilus Mensae, entre o hemisfério sul rugoso e as planícies do norte do Planeta Vermelho. Os glaciares descobertos anteriormente em Marte tinham diversos milhares de anos, e o presente é o primeiro a contar apenas séculos.

A sonda Sharad poderá ter detectado gelo em estruturas geológicas distintas a meio do hemisfério norte do planeta. Estas estruturas têm várias centenas de metros de profundidade, em que 50 por cento é constituído por gelo, mas a quantidade poderá ser muito maior.

A Sharad foi construída para detectar os materiais que estão abaixo da superfície de Marte até um quilómetro de profundidade. A sonda obteve as informações sobre os materiais através das ondas de rádio que envia para o planeta e do tempo que estas demoram a voltar e da sua força.

Foi assim que se descobriu o gelo nos pólos. Mas os cientistas já desconfiavam da existência de mais gelo em formações características, em forma de cúpulas, situadas a meio dos dois hemisférios do planeta. Por isso ordenaram à sonda para pesquisar uma destas regiões chamada Deuteronilus Mensae, no norte de Marte.

domingo, 9 de novembro de 2008

até aos eucariotas


Os organismos conhecidos, com poucas excepções, compartilham as mesmas instruções relacionadas à síntese das proteínas – o chamado código genético. O mesmo código está ligado à síntese de um determinado aminoácido em organismos tão díspares quanto uma medusa e um golfinho. Esse carácter universal do código genético é uma forte evidência de que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum.

Além da molécula armazenadora de informação, também deve ter aparecido na primeira forma de vida algum tipo de membrana limitante, talvez formada por lípidos e outros componentes orgânicos associados, funcionando como barreira selectiva entre o meio externo e o meio interno, além de permitir a passagem de água, nutrientes e resíduos metabólicos. A célula é a unidade fundamental de todos os seres vivos, com excepção dos vírus, que são acelulares e parasitas obrigatórios (até mesmo de outros vírus, como recentemente reportado). A célula é um compartimento envolvido por uma membrana e contendo, no seu interior, uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas.

Segundo a teoria evolutiva, todos os organismos existentes têm um ancestral comum em algum momento de sua história biológica, já que novas espécies surgem a partir de um processo de descendência com modificação de espécies pré-existentes. Dessa maneira, todas as células, constituintes de qualquer espécie orgânica (animais, vegetais, algas, protistas), descendem de uma célula ancestral comum, simples, sem envoltório nuclear ou organismos citoplasmáticos membranosos. No interior dessa "célula ancestral", provavelmente alguma via metabólica simples, semelhante aos processos fermentativos existentes hoje, era empregada para a disponibilização de energia a partir do alimento – as principais rotas metabólicas (fermentação, respiração, fotossíntese e quimiossíntese) apareceram nos primórdios da evolução da vida. A partir desse ancestral, mutações aleatórias e recombinações genéticas, aliadas à selecção natural e a eventos estocásticos, que alteram as frequências genéticas nas populações, levaram ao aparecimento de novas variedades de células, aptas a sobreviverem em ambientes diversos.

O primeiro organismo constituído por uma membrana limitante e uma molécula replicadora responsável pelo seu conteúdo informacional com certeza foi mais simples que qualquer forma de vida existente hoje. Dentre as várias hipóteses aventadas no correr dos anos, um dos mais propensos candidatos a sistema replicador ancestral é um determinado tipo de RNA capaz de se multiplicar e de catalisar reacções químicas, agindo como uma enzima. O surgimento de uma grande variedade de organismos baseados nessa molécula teria originado algo como um “mundo de RNA”. Pesquisas recentes, entretanto, apontam para um cenário pré-RNA, no qual ácidos nucléicos ainda menos complexos teriam ação enzimática e capacidade de auto-replicação. Um destes sistemas genéticos talvez se assemelhasse ao TNA (do inglês Threose Nucleic Acid, ácido treonucléico), um polímero simples sintetizado em laboratório contendo um açúcar de quatro carbonos em contraposição aos cinco carbonos dos açúcares constituintes do RNA e DNA (riboses e desoxirriboses, respectivamente). Em laboratório, o TNA forma duplas-hélices estáveis com fitas de RNA e DNA complementares, o que sugere que essa molécula (ou outra quimicamente semelhante) tenha precedido os dois ácidos nucléicos existentes hoje na natureza. Alguns estudos trabalham com hipóteses alternativas de moléculas ancestrais, tais como o PNA (ácido nucléico peptídico) e o ácido nucléico derivado de glicerol, todas mais simples que o RNA.

Sob a forma de organismos microscópicos unicelulares, a vida evolui por biliões de anos, até o surgimento dos organismos como envoltório nuclear, os eucariotas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

experiência de de Miller-Urey


A experiência de de Miller-Urey (1951)consistiu em:

1.Um frasco com água em ebulição, representando o oceano primordial.

2. No frasco superior, que representa a atmosfera, vapor de água se mistura a metano, amónia, dióxido de carbono, nitrogénio e hidrogénio.

3. Descargas eléctricas fazem com os gases reajam.

4. Após uma semana, a analise de uma substância alaranjada que se acumula na armadilha revela uma mistura de compostos orgânicos como ácidos, açúcares e aminoácidos.

5. Cerca de 10-15% do carbono havia sido convertido em compostos orgânicos,2% do carbono estava na forma de aminoácidos.

As implicações destes resultados foram enormes no entendimento da origem da biodiversidade.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vida (ou seu princípio) nos cometas


Em 2004 a Sonda Stardust revelapou haver coenzimas PQQ em partículas do cometa Wild 2. A superfície e o "comportamento" do cometa surpreendem cientistas

Cientistas alemães e norte-americanos descobriram novos indícios de que a vida na Terra teria surgido com a ajuda do pó de cometas. "Pela primeira vez foi constatada entre estas partículas a presença de coenzimas do tipo PQQ, substâncias presentes em todos os seres vivos, com exceção das arqueobactérias", disse Jochen Kissel, pesquisador do Instituto Max Planck da Alemanha.

A revelação fez parte de uma série de artigos publicados na revista Science, com as primeiras análises dos dados enviados pela sonda espacial Stardust, que em janeiro de 2004 passou a 236 km do cometa Wild 2.

A nave atravessou a cauda do cometa e recolheu partículas que foram transportas para a Terra - entre elas, as do tipo PQQ, essenciais para a formação de material genético. O DNA, afinal, nada mais é do que uma molécula orgânica. O processo de criação dos genes antes do surgimento das primeiras formas de vida ainda é um mistério para os cientistas. "É a famosa pergunta sobre o ovo e a galinha. Agora sabemos que um dos dois veio do espaço", disse o físico Franz Krueger, co-autor do estudo.

Hoje o pó estelar que chega à Terra será pouco influente, pois os seres vivos produzem seu próprio material genético.

"As coenzimas do tipo PQQ foram criadas com a ajuda de radiação cósmica a partir de moléculas existentes sobre a superfície de partículas minerais," disse o físico.

Krueger foi um dos cientistas que produziu o espectrómetro instalado na sonda, que permite analisar as partículas cósmicas directamente do espaço.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Outras formas de vida em outros planetas ou sistemas


Bahá’u’lláh sobre a existência de vida Além da forma terrena afirma: ”Tu perguntaste-Me, ademais, sobre a Natureza das esferas celestes. A fim de compreender sua natureza, seria necessário inquirir o sentido das alusões feitas nos Livros da antiguidade às esferas celestes e aos céus, e descobrir o caracter de sua relação com este mundo físico e a influência que sobre ele exercem. Todo o coração maravilha-se diante de um tema tão deslumbrante e toda a mente se confunde diante de seu mistério. Deus, tão somente, pode penetrar no seu intuito. Os eruditos, que fixaram em alguns milhares a vida desta terra, deixaram de considerar, por todo o longo período de sua observação o número ou idade de outros planetas. Pensa, além disso, nas múltiplas divergências que resultaram das teorias propostas por esses homens. Sabe tu, que cada estrela fixa tem seus próprios planetas, e cada planeta, suas próprias criaturas, cujo número homem algum pode computar.”

Procurei uma interpretação deste texto por parte do Mestre ou Guardião da Fé Bahá'í mas penso tal não existir, apenas que no futuro a ciência explicará esta passagem.